{"id":7709,"date":"2013-08-02T10:24:52","date_gmt":"2013-08-02T13:24:52","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=7709"},"modified":"2013-08-06T10:26:42","modified_gmt":"2013-08-06T13:26:42","slug":"secretario-diz-que-programa-mais-medicos-e-fundamental-para-melhorar-saude-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/secretario-diz-que-programa-mais-medicos-e-fundamental-para-melhorar-saude-indigena\/","title":{"rendered":"Secret\u00e1rio diz que Programa Mais M\u00e9dicos \u00e9 fundamental para melhorar sa\u00fade ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7707\" alt=\"medico1-divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/medico1-divulga\u00e7\u00e3o-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/p>\n<p>Se\u00a0as dificuldades do governo federal para\u00a0encontrar m\u00e9dicos para trabalhar nos munic\u00edpios do interior s\u00e3o grandes, o que dizer das complexidades para contratar profissionais dispostos a se embrenhar nas florestas brasileiras a fim de atender aspopula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. Esse \u00e9 um dos desafios da Secretaria Especial da Sa\u00fade Ind\u00edgena (Sesai), segundo o secret\u00e1rio, Ant\u00f4nio Alves de Souza.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a sa\u00fade ind\u00edgena est\u00e1 entre as prioridades do Programa Mais M\u00e9dicos\u201d, disse \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. Em todo o pa\u00eds h\u00e1 750 postos de sa\u00fade em aldeias, e menos de 300 m\u00e9dicos atendendo. \u201cO problema \u00e9 que a absoluta maioria deles est\u00e1 em locais pr\u00f3ximos a cidades, nas regi\u00f5es Sul, Sudeste e Nordeste, enquanto 68% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena vive na Amaz\u00f4nia Legal\u201d, informou o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>De acordo com Souza, os estados que apresentam maior vulnerabilidade s\u00e3o Acre, Amap\u00e1, Par\u00e1, Maranh\u00e3o e Piau\u00ed. \u201cO pa\u00eds precisa de, no m\u00ednimo, mais 200 m\u00e9dicos para atender\u00a0a sa\u00fade ind\u00edgena\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O Mais M\u00e9dicos tem como meta levar m\u00e9dicos para atuar na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e0 sa\u00fade em regi\u00f5es pobres do Brasil, em especial na periferia de grandes cidades e em munic\u00edpios do interior. \u201cMuitos m\u00e9dicos se recusam a trabalhar 40 horas semanais. Por isso, avaliamos ser melhor termos dois m\u00e9dicos com carga de 20 horas do que um de 40 horas\u201d.<\/p>\n<p>Para fiscalizar as a\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os subordinados \u00e0 Sesai, h\u00e1 um sistema de divulga\u00e7\u00e3o de escalas de profissionais da sa\u00fade no\u00a0<em>site<\/em>\u00a0da secretaria. O secret\u00e1rio diz que h\u00e1, ainda, outras ferramentas que d\u00e3o condi\u00e7\u00f5es para a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. \u201cAo final de cada m\u00eas, a produ\u00e7\u00e3o feita tem de ser apresentada, e as informa\u00e7\u00f5es que nela constam [em geral, referentes a atividades feitas em localidades remotas] podem ser confirmadas por meio dos GPS\u00a0\u00a0[aparelhos do Sistema Global de Posicionamento]\u00a0\u00a0instalados nos ve\u00edculos\u201d.<\/p>\n<p>Uma alternativa \u00e9 o Estado investir na forma\u00e7\u00e3o de \u201cprofissionais ind\u00edgenas para sa\u00fade ind\u00edgena\u201d, mas isso, acrescenta o secret\u00e1rio, \u201cs\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel ap\u00f3s muito debate e a defini\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica articulada com o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o\u201d. Souza defende tamb\u00e9m que, tanto universidades p\u00fablicas como privadas, promovam retorno social aos investimentos \u2013 e ren\u00fancias fiscais, no caso das privadas \u2013 feitos pelo Estado.<\/p>\n<p>\u201cO sistema de ensino p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 gratuito, mas financiado por meio dos impostos. N\u00e3o s\u00e3o apenas as universidades p\u00fablicas que s\u00e3o financiadas pelos impostos pagos pelos brasileiros. H\u00e1 ren\u00fancia fiscal que beneficia as universidades privadas. Ou seja, o Estado investe, tamb\u00e9m, no estudante das universidades privadas. Mas n\u00e3o tem retorno social\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Ele lamenta o fato de as universidades n\u00e3o formarem \u201cprofissionais para a realidade\u201d, apesar do financiamento dos cursos ser feito, direta ou indiretamente, por dinheiro p\u00fablico. Lamenta, ainda, as recentes campanhas feitas por profissionais da sa\u00fade contr\u00e1rios ao Programa Mais M\u00e9dicos.<\/p>\n<p>\u201cAs campanhas s\u00e3o feitas por pessoas que n\u00e3o pensam no acesso do cidad\u00e3o a profissionais de sa\u00fade. Precisamos de m\u00e9dicos nestas localidades at\u00e9 mesmo para definirmos qual \u00e9 a estrutura necess\u00e1ria a uma boa presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o\u201d, completou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se as dificuldades do governo federal para encontrar m\u00e9dicos para trabalhar nos munic\u00edpios do interior s\u00e3o grandes, o que dizer das complexidades para contratar profissionais dispostos a se embrenhar nas florestas brasileiras a fim de atender aspopula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. 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