{"id":77887,"date":"2015-08-16T06:54:32","date_gmt":"2015-08-16T09:54:32","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=77887"},"modified":"2015-08-16T06:54:32","modified_gmt":"2015-08-16T09:54:32","slug":"a-conta-certa-para-emagrecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-conta-certa-para-emagrecer\/","title":{"rendered":"A conta certa para emagrecer"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"row\">\n<h1 class=\"col-xs-13\"><\/h1>\n<h2 class=\"col-xs-13\"><em>O \u00f3rg\u00e3o americano de incentivo a pesquisas m\u00e9dicas criou a mais eficiente calculadora para planejar a perda de peso. Saiba nesta reportagem como ela funciona e baixe a ferramenta nas edi\u00e7\u00f5es para tablets e iPhone de VEJA<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<p class=\"author row\"><span class=\"prefixo-autor\">Por: <\/span><strong>Carolina Melo<\/strong><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"social-bar noindex\" data-social-toolbar=\"\"><\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"content col-xs-13\">\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"VIDA PRIVADA - Quando as fotos de Marilyn fazendo gin\u00e1stica foram descobertas, h\u00e1 pouco tempo, o mundo ficou sabendo de um h\u00e1bito que nos anos 50 era quase secreto em casa, sem nenhuma orienta\u00e7\u00e3o de profissionais\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2015\/08\/14\/1912\/pe6Cx\/alx_marilyn-monroe_original.jpeg?1439590322\" alt=\"VIDA PRIVADA - Quando as fotos de Marilyn fazendo gin\u00e1stica foram descobertas, h\u00e1 pouco tempo, o mundo ficou sabendo de um h\u00e1bito que nos anos 50 era quase secreto em casa, sem nenhuma orienta\u00e7\u00e3o de profissionais\" \/><figcaption>VIDA PRIVADA &#8211; Quando as fotos de Marilyn fazendo gin\u00e1stica foram descobertas, h\u00e1 pouco tempo, o mundo ficou sabendo de um h\u00e1bito que nos anos 50 era quase secreto em casa, sem nenhuma orienta\u00e7\u00e3o de profissionais<span class=\"credito\">(Philippe Halasman\/Magnum Photos\/Latinstock)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&#8220;Certa vez, reduzi um gordo enorme a um tamanho moderado, dentro de um breve per\u00edodo. Eu o fiz correr todas as manh\u00e3s at\u00e9 suar profusamente. Fazia ent\u00e3o com que fosse esfregado com for\u00e7a e tomasse um banho quente (&#8230;). Algumas horas depois, eu lhe permitia comer livremente. E, por fim, fazia-o trabalhar.&#8221; A afirma\u00e7\u00e3o, um tanto quanto sem jeito, no avesso do modo politicamente correto de falar, pede absolvi\u00e7\u00e3o sabendo-se ter sido escrita pelo m\u00e9dico e fil\u00f3sofo grego Claudio Galeno (129-216). Serve para demonstrar que a preocupa\u00e7\u00e3o com os quilos a mais, o drama do ganho de peso, \u00e9 ancestral, tem a idade da civiliza\u00e7\u00e3o. O que faz emagrecer de forma mais eficaz? Fechar a boca? Entupir-se de rem\u00e9dios? Esfalfar-se na academia? Sabe-se que a sant\u00edssima trindade da dieta &#8211; controle da comida, medicamentos e exerc\u00edcios f\u00edsicos &#8211; \u00e9 incontorn\u00e1vel, e do casamento dos tr\u00eas recursos resulta um corpo mais saud\u00e1vel. Aquilo a que a ci\u00eancia ainda n\u00e3o respondeu com certeza, e que paira no campo das investiga\u00e7\u00f5es, \u00e9 como determinar a preval\u00eancia de um ou outro comportamento contra o sobrepeso. Diz o endocrinologista Antonio Carlos do Nascimento, de S\u00e3o Paulo: &#8220;Cada organismo reage de forma diferente aos tratamentos para emagrecer&#8221;.<\/p>\n<p>Tomem-se como refer\u00eancia as estat\u00edsticas brasileiras. Dos 50 milh\u00f5es de homens e mulheres em guerra com a balan\u00e7a, cerca de 30% n\u00e3o conseguem voltar \u00e0 boa forma apenas com mudan\u00e7as no estilo de vida: alimenta\u00e7\u00e3o adequada e corte do sedentarismo. Eles est\u00e3o condenados a desajustes biol\u00f3gicos heredit\u00e1rios, vetores de um ritmo metab\u00f3lico mais lento do que o normal. Sem medicamentos, portanto, muito provavelmente n\u00e3o perder\u00e3o peso. Sim, o restante emagreceria reduzindo o consumo cal\u00f3rico ou adotando uma atividade regular &#8211; mas pouqu\u00edssimos t\u00eam for\u00e7a de vontade para comer menos ou conseguem tempo para cal\u00e7ar t\u00eanis. E assim caminha a humanidade, com \u00edndices de obesidade sempre em ascens\u00e3o. O fundamental, portanto, \u00e9 saber que somos n\u00f3s e nossas circunst\u00e2ncias. N\u00e3o existe dieta m\u00e1gica. Mas n\u00e3o h\u00e1 como come\u00e7ar um controle cal\u00f3rico sem ter a no\u00e7\u00e3o exata do que vai pelo corpo. Medir, e a partir da aferi\u00e7\u00e3o estabelecer uma estrat\u00e9gia, \u00e9 o primeiro, monumental e inovador passo.<\/p>\n<p>Os Institutos Nacionais de Sa\u00fade (NIH, na sigla em ingl\u00eas), o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo incentivo de pesquisas m\u00e9dicas nos Estados Unidos, acabam de desenvolver uma calculadora que planeja o limite de consumo cal\u00f3rico di\u00e1rio prop\u00edcio ao emagrecimento a partir de informa\u00e7\u00f5es detalhad\u00edssimas dadas pelo usu\u00e1rio. \u00c9 a Body Weight Planner (planejadora de peso corporal). VEJA firmou parceria com os NIH e oferece a calculadora, evidentemente traduzida para o portugu\u00eas, nas edi\u00e7\u00f5es para tablets e iPhone. \u00c9 ferramenta para mudar o tom da prosa em torno das dietas. O extraordin\u00e1rio, res\u00adsal\u00adve-se, \u00e9 a possibilidade de fornecer informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e obter respostas absolutamente individuais. Um dos caminhos para tanta precis\u00e3o \u00e9 o aprofundamento dos dados solicitados. H\u00e1 quatro etapas a ser seguidas. Na primeira, o usu\u00e1rio anota peso, sexo, idade e altura. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o cruciais para que o programa reconhe\u00e7a o tipo de metabolismo em quest\u00e3o. Sabe-se que a quantidade de gordura \u00e9 diferente no homem e na mulher. O organismo feminino tem 50% mais tecido adiposo que o masculino. Por isso, um homem e uma mulher com o mesmo peso necessitam de uma dieta diferente para mant\u00ea-lo &#8211; ela dever\u00e1 consumir 10% menos calorias (veja o quadro na p\u00e1gina anterior). Nessa mesma etapa, a calculadora pede um olhar sobre a atividade f\u00edsica realizada, como o h\u00e1bito de praticar esportes. Nesse ponto tamb\u00e9m se define o n\u00edvel de esfor\u00e7o f\u00edsico que caracteriza a rotina de trabalho &#8211; leve, m\u00e9dio ou pesado. No segundo passo, o usu\u00e1rio informa o peso que pretende atingir e o tempo para alcan\u00e7\u00e1-lo. No terceiro, a calculadora sugere mudan\u00e7as na atividade f\u00edsica (de caminhadas leves \u00e0 pr\u00e1tica di\u00e1ria de nata\u00e7\u00e3o) e ainda pede indica\u00e7\u00f5es do real comprometimento com a nova vida. Por fim, o resultado: a quantidade m\u00e1xima de calorias a ser consumida para emagrecer.<\/p>\n<p>A Body Weight Planner foi constru\u00edda a partir de estudos conduzidos entre os anos de 2003 a 2011, avaliados por uma equipe de pesquisadores de institui\u00e7\u00f5es de ensino de ponta, como as universidades Harvard e Col\u00fambia. Ao longo de oito anos, estat\u00edsticos, bi\u00f3logos, matem\u00e1ticos e fisiologistas criaram algoritmos capazes de interpretar e cruzar as informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelos usu\u00e1rios. No in\u00edcio, a calculadora foi elaborada para ser usada apenas por pesquisadores. E, mesmo sem divulga\u00e7\u00e3o alguma, o recurso fez imenso sucesso. &#8220;Em quatro anos, 2 milh\u00f5es de pessoas haviam acessado a ferramenta&#8221;, disse a VEJA o fisiologista e matem\u00e1tico Kevin Hall, do Instituto Nacional de Diabetes e Doen\u00e7as Digestivas e Renais dos NIH, coordenador do grupo de pesquisa da Body Weight Planner. A equipe de Hall, ent\u00e3o, decidiu torn\u00e1-la mais did\u00e1tica, para que um n\u00famero ainda maior de pessoas pudesse acessar o recurso que VEJA agora oferece.<\/p>\n<p>A nova calculadora quebra um paradigma na medicina. At\u00e9 agora, na maioria dos consult\u00f3rios de endocrinologistas, o c\u00e1lculo para emagrecer estava ancorado em racioc\u00ednios ligeiros, como a badalada e fr\u00e1gil &#8220;conta das 500 calorias&#8221;. O c\u00e1lculo: da quantidade de calorias necess\u00e1rias para manter o peso ideal, subtraem-se 500 delas. Uma mulher de 30 anos, por exemplo, deve consumir cerca de 2\u2009000 calorias di\u00e1rias. Para emagrecer, seriam 1\u2009500, tirando da mesa algo como um prato e meio de macarr\u00e3o \u00e0 bolonhesa. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica, ouve-se quase sempre a mesma cantilena: &#8220;Fa\u00e7a regularmente exerc\u00edcios f\u00edsicos moderados, de prefer\u00eancia os aer\u00f3bicos, uma hora por dia&#8221;. A l\u00f3gica toda soa correta. Mas desconsidera detalhes definidores do sucesso de um regime. Eis o pulo do gato da calculadora americana, a investiga\u00e7\u00e3o primorosa sobre o tipo de atividade f\u00edsica que o usu\u00e1rio pratica e se prop\u00f5e a manter ou aprimorar, at\u00e9 mesmo em situa\u00e7\u00f5es cotidianas, no trabalho ou em casa, com perguntas como: &#8220;Voc\u00ea fica sentado no computador o dia inteiro?&#8221;, &#8220;Usa bicicleta para se locomover?&#8221;. Faz toda a diferen\u00e7a permanecer sentado ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o direta entre exerc\u00edcio f\u00edsico, sa\u00fade e queima de calorias come\u00e7ou a ser estudada com profundidade apenas no fim da d\u00e9cada de 60 &#8211; depois, portanto, da evidente constata\u00e7\u00e3o de que \u00e9 fundamental fechar a boca, impress\u00e3o intuitiva, e depois tamb\u00e9m dos primeiros medicamentos emagrecedores levados \u00e0s farm\u00e1cias na d\u00e9cada de 50, as anfetaminas. Um dos principais arautos do corpo em movimento foi o m\u00e9dico america\u00adno Kenneth Cooper. Seu m\u00e9todo, o &#8220;Cooper&#8221;, criado nos anos 70, iniciava-se com corridas de 1,6 quil\u00f4metro em doze minutos, cinco vezes por semana. Progressivamente, a pessoa deveria aumentar seu ritmo, at\u00e9 atingir a marca dos 2,8 quil\u00f4metros, percorridos no mesmo tempo. O cardiologista inaugurou a ideia de que correr faz bem ao cora\u00e7\u00e3o, aos pulm\u00f5es e acelera o metabolismo &#8211; e quem nunca praticou um cooper? As corridas, antes dele, eram prerrogativa de atletas e pugilistas. Para os n\u00e3o esportistas, eram quase uma aberra\u00e7\u00e3o. Em 1968, o senador americano Strom Thurmond chegou a ser parado por policiais na cidade de Greenville, na Carolina do Sul, por estar correndo nas ruas. A atitude foi considerada &#8220;suspeita&#8221;. At\u00e9 ent\u00e3o, faziam-se exerc\u00edcios em casa, sem controle, no segredo da vida privada.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX, Elisabeth Amalie Eugenie von Wittelsbach, a imperatriz Sissi, mulher do imperador austr\u00edaco Franz Joseph, extenuava-se na academia particular constru\u00edda a seu pedido no pal\u00e1cio em que morava. Sissi pesava 47 quilos e tinha a cintura de 50 cent\u00edmetros. Se suas medidas ultrapassassem poucos mil\u00edmetros, a intensidade da gin\u00e1stica aumentava &#8211; e por conta pr\u00f3pria. Em um exemplo mais recente, como n\u00e3o lembrar de Marilyn Monroe, levantando pesos vestida de cal\u00e7a jeans? Quando as fotos privadas de Mari\u00adlyn vazaram, foi um esc\u00e2ndalo. Nos anos 80, Jane Fonda inventou um estilo de vida ao lan\u00e7ar v\u00eddeos de aer\u00f3bica protagonizados por ela. As mulheres a imitavam em casa, praticando os exerc\u00edcios em pequenos espa\u00e7os, sobre colchonetes. O primeiro v\u00eddeo, produzido em 1982, vendeu 17 milh\u00f5es de c\u00f3pias nos Estados Unidos. A ideia da gin\u00e1stica como atividade aberta, sem medo, como a celebramos hoje, at\u00e9 chegou a ser ensaiada no s\u00e9culo XIX, mas n\u00e3o vingou. A primeira academia de gin\u00e1stica de que se tem not\u00edcia, com um desenho semelhante ao que se v\u00ea atualmente, \u00e9 do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Em 1811, o pedagogo alem\u00e3o Friedrich Lud\u00adwig Jahn, conhecido como &#8220;o pai da gin\u00e1stica&#8221;, teve a ideia de criar sal\u00f5es ao ar livre para reavivar os \u00e2nimos dos alem\u00e3es, depois da invas\u00e3o de Napole\u00e3o. Jahn inaugurou o primeiro Turnplatz (gin\u00e1sio a c\u00e9u aberto), em Berlim. Mas logo a iniciativa se transformou em um movimento nacionalista &#8211; os centros foram al\u00e7ados a abrigos de discuss\u00f5es pol\u00edticas, espa\u00e7os para cultivar uma suposta for\u00e7a moral e a exalta\u00e7\u00e3o patri\u00f3tica. Deu no que deu. Nos Estados Unidos, as academias surgiram em 1914. Eram sal\u00f5es equipados com m\u00e1quinas feitas com cilindros e molas de a\u00e7o, que espremiam o corpo das mo\u00e7as para cima e para baixo. Sumiram. Antes, portanto, da atual explos\u00e3o das academias, na cola de Jane Fonda, e na tr\u00edade de possibilidades de ataque \u00e0 gordura, despontaram as mais evidentes: comer menos e tomar rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>A calculadora americana, simples e eficaz, apresenta-se como uma arma capaz de p\u00f4r tudo isso num caldeir\u00e3o e, rapidamente, oferecer um guia. Sozinha, \u00e9 claro, n\u00e3o ganhar\u00e1 a batalha contra a gordura. Mas \u00e9 o mais bem-aca\u00adba\u00addo mapa jamais desenhado. Um dos grandes problemas a ser resolvidos \u00e9 a queima das c\u00e9lulas de gordura. Um estudo do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Su\u00e9cia, revelou que o n\u00famero de c\u00e9lulas adiposas \u00e9 definido at\u00e9 os 20 anos. Quando uma pessoa emagrece, os adip\u00f3citos apenas perdem volume, mas continuam l\u00e1, sedentos por voltar ao tamanho de antes. Entre os pouqu\u00edssimos recursos na medicina capazes de driblar em parte esse detalhe cruel da natureza, est\u00e1 a criolip\u00f3lise. A metodologia, sensa\u00e7\u00e3o do momento nas cl\u00ednicas dermatol\u00f3gicas, consiste em reduzir cerca de 30% da gordura de determinada regi\u00e3o do corpo (barriga e flancos) por meio de congelamento.<\/p>\n<p>Outro caminho, alheio ao detalhamento entregue pela calculadora, \u00e9 o radicalismo das dietas rigorosas. Os regimes extremamente restritivos comp\u00f5em a maioria dos programas de emagrecimento. O mundo provavelmente teria menos obesos sem os regimes muito extremados. O radicalismo \u00e0 mesa caiu nas gra\u00e7as dos americanos na d\u00e9cada de 70, quando o cardiologista americano Robert Atkins condenou os carboidratos e elegeu as prote\u00ednas e as gorduras como aliadas dos corpos magros. Os seguidores de Atkins s\u00e3o liberados para comer ovos, bacon e carnes e chegam a perder 10% do peso corporal em apenas quinze dias. No entanto, 80% deles desistem da dieta em menos de tr\u00eas meses e recuperam o peso. As estat\u00edsticas s\u00e3o as mesmas para qualquer dieta extremada. A explica\u00e7\u00e3o principal \u00e9 fisiol\u00f3gica: em pouco tempo, a perda de gordura faz com que o organismo, para se defender, reduza o ritmo natural do seu gasto cal\u00f3rico, tornando o regime ineficaz. Al\u00e9m disso, mesmo com o sistema metab\u00f3lico mais lento, n\u00e3o se tolera passar fome por um longo per\u00edodo. Desiste-se da dieta. A calculadora est\u00e1 no avesso desse extremismo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00f3rg\u00e3o americano de incentivo a pesquisas m\u00e9dicas criou a mais eficiente calculadora para planejar a perda de peso. 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