{"id":79094,"date":"2015-08-22T15:18:57","date_gmt":"2015-08-22T18:18:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=79094"},"modified":"2015-08-22T15:18:57","modified_gmt":"2015-08-22T18:18:57","slug":"cientistas-testam-o-uso-de-nanodiamantes-para-resolver-problemas-como-cancer-e-inflamacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cientistas-testam-o-uso-de-nanodiamantes-para-resolver-problemas-como-cancer-e-inflamacoes\/","title":{"rendered":"Cientistas testam o uso de nanodiamantes para resolver problemas como c\u00e2ncer e inflama\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"news_heading\"><\/div>\n<div class=\"news_heading\"><\/div>\n<div class=\"news_heading\"><em><strong><span class=\"gallery_desc\">A pequena figura poligonal produzida em laborat\u00f3rio \u00e9 7,5 mil vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo<\/span><\/strong><\/em><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-79095 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/estudo-cientista.jpg\" alt=\"estudo cientista\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/estudo-cientista.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/estudo-cientista-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/estudo-cientista-160x106.jpg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"news_body\">\n<div class=\"font_change\">\n<div id=\"abanoticia\">Um anel decorado com uma grande pedra preciosa pode impressionar, mas, ao menos no caso dos diamantes, o verdadeiro valor pode estar nos menores exemplares. Uma vers\u00e3o ultraminiaturizada desse cristal tem sido estudada por cientistas em diversas aplica\u00e7\u00f5es na medicina, que incluem exames de imagem de alt\u00edssima precis\u00e3o e terapias personalizadas.<\/p>\n<p>A pequena figura poligonal produzida em laborat\u00f3rio \u00e9 7,5 mil vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo e pode ser projetada para assumir diferentes fun\u00e7\u00f5es, inclusive levar combina\u00e7\u00f5es de medicamentos direto para as c\u00e9lulas do organismo. Se for adotada para o desenvolvimento de tratamentos reais, a tecnologia pode reduzir o tempo necess\u00e1rio para a cria\u00e7\u00e3o de uma droga, al\u00e9m de diminuir os riscos e os efeitos colaterais causados por medicamentos mais agressivos.<\/p>\n<p>O uso das nanoestruturas de carbono na medicina ganhou destaque pela primeira vez em 2007, quando uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e do Argonne National Laboratory, nos Estados Unidos, estudou o potencial eletrost\u00e1tico dessas estruturas e como essa propriedade poderia ser \u00fatil na intera\u00e7\u00e3o com outros materiais. Essas min\u00fasculas joias t\u00eam formatos que lembram uma bola de futebol, uma configura\u00e7\u00e3o que permite que se se liguem a diferentes mol\u00e9culas. Descobriu-se que os nanodiamantes n\u00e3o tinham aplica\u00e7\u00e3o somente na fabrica\u00e7\u00e3o de supermateriais, mas tamb\u00e9m como um importante componente para potencializar o efeito de medicamentos.<\/p>\n<p>Quando uma droga contra o c\u00e2ncer entra no organismo, por exemplo, grande parte dela \u00e9 absorvida por c\u00e9lulas saud\u00e1veis, e muitas das mol\u00e9culas que conseguem chegar \u00e0s partes doentes do corpo sequer penetram nas estruturas inimigas. Da pequena parcela do medicamento que consegue de fato atingir o tumor, boa parte acaba expulsa pelas c\u00e9lulas malignas antes de conseguir derrot\u00e1-las.<\/p>\n<p>Estudos em laborat\u00f3rio e em cobaias mostram que os nanodiamantes podem ser a arma que os medicamentos precisam para combater esse inimigo. Os cristais servem como um tipo de ve\u00edculo, carregando as mol\u00e9culas da droga atrav\u00e9s da barreira criada pelo tumor e garantindo que elas ficar\u00e3o ali at\u00e9 executarem a sua fun\u00e7\u00e3o. O m\u00e9todo demonstrou resultados positivos em testes de tratamentos contra o c\u00e2ncer no c\u00e9rebro, uma \u00e1rea extremamente delicada e que oferece muitos riscos aos pacientes.<\/p>\n<p>\u201cA quimioterapia com os nanodiamantes permite que a atividade da droga fique restrita ao tumor, ao mesmo tempo em que evita que as mol\u00e9culas t\u00f3xicas da droga se espalhem para outras partes do c\u00e9rebro, o que resultaria em uma alta toxicidade\u201d, explica Dean Ho, professor da Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles que estuda o uso dos nanodiamantes no tratamento de tumores cerebrais. \u201cA quimioterapia comum \u00e9 muito t\u00f3xica e causa grandes efeitos colaterais. Quando drogas como doxorrubicina s\u00e3o ligadas aos nanodiamantes, a atividade delas \u00e9 atenuada ou blindada at\u00e9 que sejam liberadas\u201d, descreve Ho.<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a<\/strong><br \/>\nEm um experimento feito com ratos, os pequenos cristais provaram que podem tornar uma terapia invasiva, como a quimioterapia, mais segura aos pacientes. Uma dose letal do quimioter\u00e1pico foi injetada em um grupo de animais com tumores, e outros bichos com c\u00e2ncer receberam a mesma quantidade de medicamento, mas combinada a nanodiamantes. Todos os animais que receberam a terapia tradicional morreram, enquanto os que foram tratados com a droga associada com os cristais sobreviveram.<\/p>\n<p>Dean Ho trabalha no desenvolvimento de uma plataforma que permita o desenvolvimento de medicamentos combinados a partir da tecnologia dos nanodiamantes e que possibilitaria a cria\u00e7\u00e3o de drogas mais seguras e personalizadas. \u201cN\u00f3s usamos uma poderosa plataforma tecnol\u00f3gica para desenvolver combina\u00e7\u00f5es otimizadas de drogas\u201d, explica o pesquisador, que descreveu o trabalho em um artigo publicado hoje na revista Science Advances.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do c\u00e2ncer, a ferramenta poderia ser usada para combater condi\u00e7\u00f5es como problemas oftalmol\u00f3gicos e inflama\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de agir na cicatriza\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo na regenera\u00e7\u00e3o \u00f3ssea. \u201cEssas combina\u00e7\u00f5es se tornam ainda mais potentes se considerarmos a efic\u00e1cia e a seguran\u00e7a dessas drogas quando elas s\u00e3o projetadas a partir de nanodiamantes\u201d, observa Ho.<\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p><strong>Foco em outras nanoestruturas<\/strong><br \/>\nMais tipos de nanoestruturas s\u00e3o investigadas como poss\u00edveis ferramentas para uso em tratamentos m\u00e9dicos. Antes dos diamantes, os nanotubos de carbono j\u00e1 eram testados como ve\u00edculos para o transporte de agentes terap\u00eauticos. Esses cilindros s\u00e3o atra\u00eddos por tumores e conseguem penetrar as c\u00e9lulas cancerosas, possibilitando um tratamento mais eficiente e menos t\u00f3xico.\u00a0 Outra nanojoia da medicina s\u00e3o as part\u00edculas de ouro, que s\u00e3o revestidas com um composto que as ajuda a localizar o tecido doente dentro do organismo. Dentro das c\u00e9lulas malignas, o metal precioso absorve a radia\u00e7\u00e3o da radioterapia, amplificando o efeito do tratamento sobre o tumor. No Brasil, as tecnologias fazem parte de uma linha de pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A a\u00e7\u00e3o dessas nanoestruturas sobre c\u00e9lulas tumorais est\u00e1 sendo testada pelos pesquisadores brasileiros em tumores de dif\u00edcil tratamento, como os de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o. \u201cN\u00e3o podemos dizer que a nanotecnologia \u00e9 algo do futuro, ela j\u00e1 \u00e9 uma realidade\u201d, ressalta L\u00eddia Maria de Andrade, estudante de p\u00f3s-doutorado do Laborat\u00f3rio de Nanometria do Departamento de F\u00edsica da UFMG.<\/div>\n<div>Fonte: Correio Braziliense<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pequena figura poligonal produzida em laborat\u00f3rio \u00e9 7,5 mil vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":79095,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-79094","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/estudo-cientista.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79094","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79094"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79094\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79095"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}