{"id":79162,"date":"2015-08-22T18:16:50","date_gmt":"2015-08-22T21:16:50","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=79162"},"modified":"2015-08-22T18:16:50","modified_gmt":"2015-08-22T21:16:50","slug":"cliente-sera-indenizado-por-ser-obrigado-a-entrar-de-meias-em-banco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cliente-sera-indenizado-por-ser-obrigado-a-entrar-de-meias-em-banco\/","title":{"rendered":"Cliente ser\u00e1 indenizado por ser obrigado a entrar de meias em banco"},"content":{"rendered":"<p class=\"twowords\">\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p>Obrigar um cliente a entrar em uma ag\u00eancia banc\u00e1ria sem cal\u00e7ado \u00e9 constrangimento indevido e a pessoa submetida \u00e0 situa\u00e7\u00e3o deve ser indenizada por danos morais. A tese est\u00e1 na senten\u00e7a do juiz Gustavo Catunda Mendes, da 1\u00aa Vara Federal em Caraguatatuba (SP), que condenou a Caixa Econ\u00f4mica Federal a pagar R$ 5 mil a uma pessoa obrigada a retirar os cal\u00e7ados e entrar de meia no banco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o cliente, ao comparecer na ag\u00eancia banc\u00e1ria a equipe de seguran\u00e7a solicitou que ele retirasse os pertences como rel\u00f3gio, carteira e celular para colocar em compartimento separado na porta girat\u00f3ria. Al\u00e9m disso, um dos vigilantes pediu para que ele tamb\u00e9m tirasse a botina e chegou a afirmar que \u201cse quiser entrar \u00e9 de meia\u201d. O cliente ent\u00e3o tirou o cal\u00e7ado\u00a0e, j\u00e1 dentro da ag\u00eancia, permaneceu de meia aguardando pelo pagamento de seu benef\u00edcio previdenci\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mendes afirma que a solicita\u00e7\u00e3o de que o cliente tirasse parte de seu vestu\u00e1rio \u201cextrapola o razo\u00e1vel, visto que submeteram o autor \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o e constrangimento indevido ao ter que se despir em parte para ingressar na ag\u00eancia banc\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>Para o magistrado, os procedimentos adotados nas portas girat\u00f3rias \u201cn\u00e3o podem dar ensejo a condutas abusivas e desrespeitosas por parte dos vigilantes da ag\u00eancia, que t\u00eam o dever de tratar as pessoas com respeito e sem excessos, o que n\u00e3o se verificou no presente caso em que o autor foi submetido a tirar parte de suas vestes, o que configura o dano moral\u201d.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quantia de R$ 5 mil, fixada como indeniza\u00e7\u00e3o, o juiz levou em considera\u00e7\u00e3o aspectos como o grau de culpa do ofensor e sua capacidade econ\u00f4mica, a condi\u00e7\u00e3o pessoal do ofendido, al\u00e9m do car\u00e1ter pedag\u00f3gico da san\u00e7\u00e3o.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TRF-3.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obrigar um cliente a entrar em uma ag\u00eancia banc\u00e1ria sem cal\u00e7ado \u00e9 constrangimento indevido e a pessoa submetida \u00e0 situa\u00e7\u00e3o deve ser indenizada por danos morais. 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