{"id":81374,"date":"2015-09-02T00:41:23","date_gmt":"2015-09-02T03:41:23","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=81374"},"modified":"2015-09-02T00:41:23","modified_gmt":"2015-09-02T03:41:23","slug":"bradesco-nao-precisa-motivar-dispensa-de-empregada-de-antigo-banco-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/bradesco-nao-precisa-motivar-dispensa-de-empregada-de-antigo-banco-publico\/","title":{"rendered":"Bradesco n\u00e3o precisa motivar dispensa  de empregada de antigo banco p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O Bradesco n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00e3o de motivar dispensa de ex-empregada contratada pelo Banco do Estado do Cear\u00e1 (BEC), privatizado em janeiro de 2006. De acordo com o Pleno do Tribunal Superior do Trabalho, a exig\u00eancia de motiva\u00e7\u00e3o, institu\u00edda por decreto estadual anterior \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o do BEC, n\u00e3o pode ser aplicada ao contrato de trabalho com o banco privado sucessor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-81376 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Bradesco-Juazeiro.png\" alt=\"Bradesco-Juazeiro\" width=\"362\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Bradesco-Juazeiro.png 362w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Bradesco-Juazeiro-300x186.png 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Bradesco-Juazeiro-160x99.png 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o altera a jurisprud\u00eancia at\u00e9 ent\u00e3o dominante no TST no sentido da obriga\u00e7\u00e3o de motivar a dispensa porque a norma, mais ben\u00e9fica ao empregado, se incorpora ao seu contrato de trabalho, e prevalece mesmo na hip\u00f3tese de sucess\u00e3o do ente p\u00fablico por empresa privada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banc\u00e1ria foi admitida como escrevente-datil\u00f3grafa pelo BEC em 1975 e demitida pelo Bradesco em outubro de 2006. Sem sucesso na primeira e na segunda inst\u00e2ncias, ela obteve a reintegra\u00e7\u00e3o em decis\u00e3o da 3\u00aa Turma do TST com base no Decreto Estadual 21.235\/91 (revogado em 1996), que exigia\u00a0a motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No julgamento de embargos do banco, a Subse\u00e7\u00e3o 1 Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SDI-1) do TST afetou a mat\u00e9ria ao Pleno.\u00a0O Bradesco, no recurso, sustentou que possui natureza privada e, portanto, tem a faculdade da dispensa imotivada. Alegou ainda, entre outros argumentos, que o decreto estadual foi revogado antes mesmo da privatiza\u00e7\u00e3o e, assim, as diretrizes fixadas pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o teriam mais validade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Jo\u00e3o Oreste Dalazen, que abriu a corrente vencedora, destacou em seu voto que empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista se sujeitam a um regime jur\u00eddico h\u00edbrido: embora os trabalhadores sejam regidos pela CLT, os empregadores t\u00eam de observar princ\u00edpios como a proibi\u00e7\u00e3o da acumula\u00e7\u00e3o de cargos, a exig\u00eancia de aprova\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablico e a motiva\u00e7\u00e3o dos atos administrativos, impostos pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Quando a sucess\u00e3o se d\u00e1 por uma entidade privada, esse regime desaparece, prevalecendo apenas o puramente privado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Dalazen, a aplica\u00e7\u00e3o ao banco privado das obriga\u00e7\u00f5es do banco estatal poderia resultar em situa\u00e7\u00f5es &#8220;ins\u00f3litas&#8221;, como a veda\u00e7\u00e3o de dispensa em per\u00edodo pr\u00e9-eleitoral ou a observ\u00e2ncia do teto remunerat\u00f3rio previsto na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O voto do ministro Dalazen foi seguido pelos ministros Alexandre Agra Belmonte, Cl\u00e1udio Brand\u00e3o, Douglas Alencar Rodrigues, Brito Pereira, Maria Cristina Peduzzi, Renato de Lacerda Paiva, Emmanoel Pereira, Aloysio Corr\u00eaa da Veiga, Vieira de Mello Filho, Alberto Bresciani, Maria de Assis Calsing, Dora Maria da Costa, Caputo Bastos e Walmir Oliveira da Costa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voto vencido<\/strong><br \/>\nVotaram com o relator, ministro Hugo Carlos Scheuermann, que mantinha a decis\u00e3o da 3\u00aa Turma, os ministros Mauricio Godinho Delgado, Maria Helena Mallmann, K\u00e1tia Arruda, Augusto C\u00e9sar de Carvalho, Jos\u00e9 Roberto Freire Pimenta, Dela\u00edde Miranda Arantes e Ives Gandra Martins Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Scheuermann, o decreto estadual se equipara ao regulamento da\u00a0empresa e, assim, atrai o entendimento da S\u00famula 51, item I, do TST, no sentido de que as cl\u00e1usulas regulamentares que revoguem ou alterem vantagens s\u00f3 atingir\u00e3o os trabalhadores admitidos posteriormente. Assim, a revoga\u00e7\u00e3o do decreto de 1991 por outro decreto em 1996 n\u00e3o altera a vantagem deferida anteriormente \u00e0 trabalhadora, e s\u00f3 produziria efeitos aos banc\u00e1rios admitidos ap\u00f3s a sua edi\u00e7\u00e3o. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Bradesco n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00e3o de motivar dispensa de ex-empregada contratada pelo Banco do Estado do Cear\u00e1 (BEC), privatizado em janeiro de 2006. 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