{"id":81607,"date":"2015-09-03T02:12:10","date_gmt":"2015-09-03T05:12:10","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=81607"},"modified":"2015-09-03T02:12:10","modified_gmt":"2015-09-03T05:12:10","slug":"sindicato-indenizara-trabalhador-que-foi-obrigado-a-pagar-por-assistencia-juridica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/sindicato-indenizara-trabalhador-que-foi-obrigado-a-pagar-por-assistencia-juridica\/","title":{"rendered":"Sindicato indenizar\u00e1 trabalhador que foi obrigado a pagar por assist\u00eancia jur\u00eddica"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Independentemente de um trabalhador ser ou n\u00e3o filiado a um sindicato, compete \u00e0 entidade prestar assist\u00eancia jur\u00eddica em favor de todos aqueles que integram as categorias por ele representadas, e n\u00e3o apenas dos empregados sindicalizados. Com esta tese, a 7\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou que Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Banc\u00e1rios e do Ramo Financeiro no Estado de Mato Grosso (SEEB-MT) pague indeniza\u00e7\u00e3o no valor de R$ 5,9 mil a um ex-empregado do extinto Banco do Estado de Mato Grosso, referente a honor\u00e1rios advocat\u00edcios retidos indevidamente em uma a\u00e7\u00e3o coletiva. A decis\u00e3o foi por maioria, ficando vencido o ministro Douglas Alencar Rodrigues.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-81608 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/justi\u00e7a-cega-estatua-464x243.jpg\" alt=\"justi\u00e7a cega estatua\" width=\"464\" height=\"243\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Vieira de Mello Filho, relator do agravo de instrumento no TST, afirmou que a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica entre a entidade sindical e o trabalhador decorre da assist\u00eancia judici\u00e1ria prestada pela institui\u00e7\u00e3o aos membros da categoria que representa, &#8220;n\u00e3o se confundindo com o contrato de honor\u00e1rios advocat\u00edcios firmado entre reclamante e advogado contratado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entidade alegou que no momento que a a\u00e7\u00e3o foi aberta, o empregado havia deixado a categoria dos banc\u00e1rios havia dois anos, de forma que o sindicato n\u00e3o tinha qualquer obriga\u00e7\u00e3o de prestar assist\u00eancia jur\u00eddica gratuita. Tamb\u00e9m sustentou que n\u00e3o se trata de discuss\u00e3o pertinente \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de trabalho e emprego, nem de controv\u00e9rsia relacionada \u00e0 representa\u00e7\u00e3o sindical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Compet\u00eancia debatida<\/strong><br \/>\nO sindicato alegava a incompet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho para julgar a a\u00e7\u00e3o, mas a 7\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento ao agravo de instrumento pelo qual a companhia pretendia levar a quest\u00e3o ao TST.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, ficou mantida a decis\u00e3o do Tribunal Regional do Trabalho da 23\u00aa Regi\u00e3o (MT) que declarou a compet\u00eancia para dirimir a demanda, conforme estabelece o artigo 114, inciso III, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O ministro Vieira de Mello Filho, relator do agravo de instrumento no TST, esclareceu que a decis\u00e3o regional est\u00e1 em conformidade com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, e afastou a viola\u00e7\u00e3o apontada.<em> Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Independentemente de um trabalhador ser ou n\u00e3o filiado a um sindicato, compete \u00e0 entidade prestar assist\u00eancia jur\u00eddica em favor de todos aqueles que integram as categorias por ele representadas, e n\u00e3o apenas dos empregados sindicalizados. 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