{"id":82804,"date":"2015-09-10T01:16:09","date_gmt":"2015-09-10T04:16:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=82804"},"modified":"2015-09-10T01:16:09","modified_gmt":"2015-09-10T04:16:09","slug":"padre-que-celebrou-casamento-com-displicencia-gera-indenizacao-para-noivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/padre-que-celebrou-casamento-com-displicencia-gera-indenizacao-para-noivos\/","title":{"rendered":"Padre que celebrou casamento com displic\u00eancia gera indeniza\u00e7\u00e3o para noivos"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Um padre que conduz a cerim\u00f4nia de casamento de forma displicente d\u00e1 motivos para\u00a0que sua par\u00f3quia indenize o casal prejudicado. Com essa tese, a 9\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais, por maioria de votos, condenou a Par\u00f3quia Santo Ant\u00f4nio, de Mateus Leme, regi\u00e3o central de Minas, a indenizar um casal em R$ 15 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-82805\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/casamento-feio-300x245.jpg\" alt=\"casamento feio\" width=\"300\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/casamento-feio-300x245.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/casamento-feio-376x307.jpg 376w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/casamento-feio.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O casal alegou que no dia 24 de fevereiro de 2012, durante a celebra\u00e7\u00e3o de seu casamento, o padre foi displicente, ausentando-se do altar mais de uma vez em momentos importantes e conduzindo a cerim\u00f4nia com dic\u00e7\u00e3o inaud\u00edvel e incompreens\u00edvel. Al\u00e9m disso, ele encerrou a cerim\u00f4nia antes da b\u00ean\u00e7\u00e3o das alian\u00e7as, sem presenciar a troca das mesmas e a assinatura do livro de registro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os noivos requereram indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral, alegando que a atitude do padre causou indigna\u00e7\u00e3o, mal-estar, grande constrangimento e humilha\u00e7\u00e3o perante os convidados. Eles apresentaram como prova um DVD com a grava\u00e7\u00e3o da cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na contesta\u00e7\u00e3o, a par\u00f3quia alegou que o padre foi acometido de mal s\u00fabito, passando mal, tendo que se dirigir \u00e0 sacristia, afastando-se do altar e da condu\u00e7\u00e3o da cerim\u00f4nia, para tomar medica\u00e7\u00f5es na tentativa de se recobrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz da 2\u00aa Vara C\u00edvel, Criminal e de Execu\u00e7\u00f5es Penais de Mateus Leme negou o pedido do casal, considerando que a par\u00f3quia apresentou atestado m\u00e9dico que comprovava o comparecimento do padre em pronto-socorro no dia seguinte \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do casamento. O juiz entendeu que a conduta do padre se deveu a problemas de sa\u00fade, o que afastava a responsabilidade civil da par\u00f3quia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O casal recorreu ao Tribunal de Justi\u00e7a, que julgou a apela\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o de 2015. Os desembargadores Luiz Artur Hil\u00e1rio e Jos\u00e9 Arthur Filho reformaram a senten\u00e7a e condenaram a par\u00f3quia a indenizar o casal em R$ 15 mil, por danos morais, com o entendimento de que foi comprovada a conduta displicente do padre. Ficou vencido o desembargador M\u00e1rcio Idalmo Santos Miranda, que manteve a senten\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o objetivo de que prevalecesse o voto minorit\u00e1rio, a par\u00f3quia interp\u00f4s embargos infringentes, que foram julgados e negados em sess\u00e3o realizada no dia 1\u00ba de setembro \u00faltimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sofrimento dos noivos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desembargador Amorim Siqueira, relator dos embargos, afirmou que, embora tenham sido comprovados os problemas de sa\u00fade do padre, tal situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o desnaturava o ato il\u00edcito nem o sofrimento experimentado pelos noivos em um dia importante para suas vidas, porque \u201cincumbia \u00e0 par\u00f3quia promover a substitui\u00e7\u00e3o do padre em momento anterior \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o para evitar a situa\u00e7\u00e3o noticiada nos autos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO padre poderia ter avisado sobre o seu estado de sa\u00fade antes da cerim\u00f4nia, em respeito aos noivos e demais presentes, os quais n\u00e3o ficariam t\u00e3o chocados com a sua conduta\u201d, continua o relator.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os desembargadores Jos\u00e9 Arthur Filho, Pedro Bernardes e Luiz Artur Hil\u00e1rio acompanharam o voto do relator, ficando novamente vencido o desembargador M\u00e1rcio Idalmo Santos Miranda, que manteve seu entendimento quando do julgamento da apela\u00e7\u00e3o. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TJ-MG.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um padre que conduz a cerim\u00f4nia de casamento de forma displicente d\u00e1 motivos para que sua par\u00f3quia indenize o casal prejudicado. 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