{"id":83677,"date":"2015-09-15T03:13:30","date_gmt":"2015-09-15T06:13:30","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=83677"},"modified":"2015-09-15T03:13:30","modified_gmt":"2015-09-15T06:13:30","slug":"banco-do-brasil-nao-tem-de-avisar-sobre-inclusao-em-cadastro-de-cheques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/banco-do-brasil-nao-tem-de-avisar-sobre-inclusao-em-cadastro-de-cheques\/","title":{"rendered":"Banco do Brasil n\u00e3o tem de avisar sobre inclus\u00e3o em cadastro de cheques"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O Banco do Brasil, na condi\u00e7\u00e3o de gestor do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), n\u00e3o tem a responsabilidade de notificar previamente o devedor que ser\u00e1 inclu\u00eddo no cadastro, tampouco legitimidade passiva para as a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o de danos devido \u00e0 aus\u00eancia de pr\u00e9via comunica\u00e7\u00e3o. A responsabilidade pela notifica\u00e7\u00e3o \u00e9 da institui\u00e7\u00e3o que negou a compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-83678 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/banco-brasil-fachada.jpg\" alt=\"banco brasil fachada\" width=\"1170\" height=\"382\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/banco-brasil-fachada.jpg 1170w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/banco-brasil-fachada-300x98.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/banco-brasil-fachada-620x202.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/banco-brasil-fachada-1024x334.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tese foi fixada pela 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a em julgamento de <a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Consultas\/Recursos-repetitivos\" target=\"_blank\">recursos repetitivos<\/a> (artigo 543-C do C\u00f3digo de Processo Civil), sob relatoria do ministro Raul Ara\u00fajo. A decis\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/Processo\/Repetitivo\/relatorio2.asp\" target=\"_blank\">tema 874<\/a>) vai orientar as demais inst\u00e2ncias da Justi\u00e7a sobre como proceder em casos id\u00eanticos, evitando que recursos que sustentem posi\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias cheguem ao STJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso analisado, uma correntista, ap\u00f3s ter tido um cheque recusado por falta de fundos e ser inscrita no cadastro, moveu a\u00e7\u00e3o contra o Banco do Brasil. Segundo ela, por ser respons\u00e1vel pelo gerenciamento do cadastro, o banco\u00a0deveria t\u00ea-la informado previamente sobre a inscri\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A senten\u00e7a, confirmada pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro, julgou extinta a a\u00e7\u00e3o por ilegitimidade passiva do Banco do Brasil. Segundo a decis\u00e3o, apesar de o banco gerenciar o cadastro de emitentes de cheques sem fundos do Banco Central, a obriga\u00e7\u00e3o de notificar a correntista seria da institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria que recusou o pagamento do cheque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Natureza diferente<\/strong><br \/>\nNo recurso especial, a correntista alegou ofensa \u00e0 S\u00famula 359 do STJ, segundo a qual \u201ccabe ao \u00f3rg\u00e3o mantenedor do cadastro de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito a notifica\u00e7\u00e3o do devedor antes de proceder \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o&#8221;. O ministro Raul Ara\u00fajo afirmou, por\u00e9m, que o CCF tem natureza, finalidade e caracter\u00edsticas espec\u00edficas, que n\u00e3o se confundem com as dos outros cadastros citados nos precedentes que deram origem \u00e0 s\u00famula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO CCF tem natureza p\u00fablica, visa \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito em geral e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da higidez do sistema financeiro nacional, servindo aos interesses da coletividade\u201d, declarou. Al\u00e9m disso, o CCF \u00e9 submetido a normas estabelecidas pelas autoridades monet\u00e1rias, opera sob controle do Banco Central e n\u00e3o tem objetivo de obter ganhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 os demais cadastros, disse o ministro, s\u00e3o de natureza privada, institu\u00eddos e mantidos no interesse de particulares, submetidos a normas de \u00edndole meramente contratual e operados por entidades que os exploram com intuito de obten\u00e7\u00e3o de lucro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ara\u00fajo citou resolu\u00e7\u00f5es do Banco Central que, al\u00e9m de atribuir ao banco sacado a responsabilidade de incluir o emitente no CCF, tamb\u00e9m lhe conferem o dever de informar os devedores sobre essa inclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o relator, o Banco do Brasil n\u00e3o pode ser encarregado de desempenhar uma fun\u00e7\u00e3o que as normas do setor atribuem \u201ccorretamente\u201d ao pr\u00f3prio banco sacado, institui\u00e7\u00e3o financeira mais pr\u00f3xima do correntista e detentora de seu cadastro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A se\u00e7\u00e3o, de forma un\u00e2nime, entendeu pela ilegitimidade do Banco do Brasil para responder pela falta da notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, a n\u00e3o ser quando figure como banco sacado. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do STJ.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No caso analisado, uma correntista, ap\u00f3s ter tido um cheque recusado por falta de fundos e ser inscrita no cadastro, moveu a\u00e7\u00e3o contra o Banco do Brasil. 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