{"id":86895,"date":"2015-10-01T00:58:33","date_gmt":"2015-10-01T03:58:33","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=86895"},"modified":"2015-10-01T00:58:33","modified_gmt":"2015-10-01T03:58:33","slug":"advogada-chamada-de-patricinha-pela-pm-sera-indenizada-em-r-20-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/advogada-chamada-de-patricinha-pela-pm-sera-indenizada-em-r-20-mil\/","title":{"rendered":"Advogada chamada de &#8220;patricinha&#8221; pela PM ser\u00e1 indenizada em R$ 20 mil"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p>Atitudes excessivamente truculentas de policiais, ainda mais em situa\u00e7\u00f5es que podem ser resolvidas por meio de di\u00e1logo, geram indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral. O entendimento \u00e9 da 1\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Vit\u00f3ria,\u00a0que condenou o governo do Esp\u00edrito Santo a indenizar em R$ 20 mil uma advogada que foi ofendida e abordada de maneira desproporcional por policiais militares que faziam a escolta do prefeito da capital capixaba.<\/p>\n<figure class=\"image esquerda\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/img\/b\/abordagem-policial-3008133.jpeg\" alt=\"\" \/><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>No caso, que ocorreu em novembro de 2007, a autora da a\u00e7\u00e3o raspou\u00a0o retrovisor de seu carro em uma das viaturas descaracterizadas que escoltavam o prefeito da \u00e9poca. O ve\u00edculo oficial passou ent\u00e3o a perseguir a motorista at\u00e9 abord\u00e1-la e revist\u00e1-la.<\/p>\n<p>As testemunhas ouvidas pela corte afirmaram que a advogada foi abordada de maneira agressiva e que os policiais a interpelaram com arma em punho, apontando o objeto contra ela e chamando-a de \u201cpatricinha\u201d e \u201cfilhinha de papai\u201d. Tamb\u00e9m disseram que a situa\u00e7\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o das pessoas que passavam pelo local onde o fato ocorreu, o bairro Praia do Canto.<\/p>\n<p>Em sua defesa, o munic\u00edpio alegou que n\u00e3o deveria ser parte no processo porque o ato foi executado pela Pol\u00edcia Militar, que responde ao governo estadual. J\u00e1 a administra\u00e7\u00e3o do ES afirmou que a atitude de seus servidores foi l\u00edcita. Os agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica argumentaram que a intensidade da a\u00e7\u00e3o se deu pela atitude suspeita da motorista, que teria feito zigue-zague com seu carro e estacionado em cima da ponte.<\/p>\n<p>Ao analisar os autos, o juiz da 1\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica, Felippe Monteiro Morgado Horta, disse que a administra\u00e7\u00e3o municipal n\u00e3o deve ser parte na a\u00e7\u00e3o, pois o ato questionado foi praticado por integrantes da administra\u00e7\u00e3o estadual. Sobre a responsabilidade do estado, o julgador afirmou que a indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida, \u201cespecialmente pela ampla repercuss\u00e3o do caso na m\u00eddia, al\u00e9m da abordagem abusiva ter sido presenciada por grande p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a alega\u00e7\u00e3o dos policiais, Horta explicou que \u201cnada do que foi narrado justifica a forma exagerada com que a abordagem ocorreu\u201d. Segundo ele, \u201ctratando-se de servidores p\u00fablicos no exerc\u00edcio de sua fun\u00e7\u00e3o, praticando ato il\u00edcito causador de dano [moral], deve o estado ser obrigado a indenizar a autora\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atitudes excessivamente truculentas de policiais, ainda mais em situa\u00e7\u00f5es que podem ser resolvidas por meio de di\u00e1logo, geram indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral. 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