{"id":90145,"date":"2015-10-18T11:08:14","date_gmt":"2015-10-18T14:08:14","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=90145"},"modified":"2015-10-18T11:08:14","modified_gmt":"2015-10-18T14:08:14","slug":"a-cada-mil-mulheres-um-homem-tem-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-cada-mil-mulheres-um-homem-tem-cancer-de-mama\/","title":{"rendered":"A cada mil mulheres, um homem tem c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"<div id=\"topoNot\">\n<h2 class=\"titMateria colorNot\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<p class=\"creditoMateria\" style=\"text-align: justify;\">Yuri Silva<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"materia\">\n<div id=\"fotoVert\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"flexslider\">\n<ul class=\"slides\">\n<li><img decoding=\"async\" title=\"Um ano ap\u00f3s retirar tumor, professor Maur\u00edcio Tavares exibe cicatriz da cirurgia - Foto: Luciano da Matta | Ag. A TARDE\" src=\"http:\/\/fw.atarde.uol.com.br\/2015\/10\/340x650_cancer-homem_1572006.jpg\" alt=\"Um ano ap\u00f3s retirar tumor, professor Maur\u00edcio Tavares exibe cicatriz da cirurgia - Foto: Luciano da Matta | Ag. A TARDE\" \/>\n<p class=\"flex-caption\">Um ano ap\u00f3s retirar tumor, professor Maur\u00edcio Tavares exibe cicatriz da cirurgia<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor Maur\u00edcio Tavares intercala emo\u00e7\u00e3o e um humor \u00e1cido ao falar do c\u00e2ncer de mama que precisou enfrentar no ano passado, aos 59 anos. Na \u00e9poca do diagn\u00f3stico, no entanto, o sentimento predominante, passado o susto da not\u00edcia, foi o medo da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tavares literalmente perdeu o sono &#8211; ficou dois meses sem pregar o olho, conta ele \u00e0 equipe de reportagem de A TARDE &#8211; s\u00f3 de pensar nessa possibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Fiquei muito tempo com ins\u00f4nia e nem podia tomar rem\u00e9dio forte, porque sou diab\u00e9tico. Tomo insulina e, caso tivesse hipoglicemia, poderia n\u00e3o acordar \u00e0 noite&#8221;, ele relata, emocionado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor faz parte de um grupo restrito de homens baianos, j\u00e1 que o c\u00e2ncer de mama \u00e9 doen\u00e7a rara no mundo masculino. No ano passado, a Secretaria Estadual da Sa\u00fade (Sesab) registrou apenas 29 casos do tipo. Em 2013, foram 35 e, em 2012, 45. J\u00e1 em 2015, at\u00e9 o m\u00eas de junho, a secretaria contabilizou 12 casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com levantamento feito pelo N\u00facleo de Oncologia da Bahia (NOB), a cada mil casos de tumor de mama feminino, um caso igual \u00e9 registrado entre os homens no estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 mais ou menos equivalente ao que a literatura m\u00e9dica vem publicando&#8221;, explica a oncologista Clarissa Mathias, uma das diretoras do NOB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Maur\u00edcio Tavares, o diagn\u00f3stico foi r\u00e1pido, apesar da desinforma\u00e7\u00e3o que existe sobre o assunto. Ele identificou um n\u00f3dulo duro no seio esquerdo enquanto se apalpava e, ao pesquisar na internet a textura de um tumor canceroso, desconfiou que tratava-se de um c\u00e2ncer. A confirma\u00e7\u00e3o veio com a realiza\u00e7\u00e3o de mamografia e ultrassonografia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois, uma bi\u00f3psia identificou o est\u00e1gio inicial da doen\u00e7a. &#8220;Tinha menos de dois cent\u00edmetros, mas tinha\u00a0 urg\u00eancia em tirar logo&#8221;, lembra Tavares. Em cerca de dois meses, contando a partir do dia descoberta, ele fez a cirurgia. Entrou no hospital pela manh\u00e3 e no final do mesmo dia teve alta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois, veio o per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o e a continuidade do tratamento. O professor ainda precisou usar um cateter e teve uma cicatriza\u00e7\u00e3o mais lenta, por causa da diabetes, doen\u00e7a com a qual convive h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fez, ainda, seis sess\u00f5es de quimioterapia &#8211; uma a cada 21 dias, sofrendo com enjoos &#8211; e atualmente toma horm\u00f4nios para evitar que o c\u00e2ncer retorne. Esse, segundo os especialistas, \u00e9 um tratamento-padr\u00e3o e dura cinco anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, passado o impacto\u00a0 do diagn\u00f3stico e do tratamento, Maur\u00edcio usa o humor para lidar melhor com a experi\u00eancia que teve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao falar sobre os efeitos colaterais dos fortes rem\u00e9dios usados durante a quimioterapia e da baixa autoestima ap\u00f3s a retirada de parte do seio esquerdo, faz piada: &#8220;Meu cabelo n\u00e3o caiu, mas era o que eu tinha mais medo, porque tenho um cabe\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ia ficar bom careca&#8221;, diverte-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele exibe a cicatriz sem vergonha, apesar de, certas vezes, evitar o banho de mar sem camisa. &#8220;O problema n\u00e3o \u00e9 mostrar, mas as pessoas ficarem perguntando o que \u00e9 isso&#8221;, afirma. &#8220;Esse problema de vaidade, que afeta as mulheres, eu n\u00e3o tive. N\u00e3o sou exatamente um gal\u00e3 e minha barriga j\u00e1 tinha destru\u00eddo minha autoestima&#8221;, ri alto, mostrando-se aliviado.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois, uma bi\u00f3psia identificou o est\u00e1gio inicial da doen\u00e7a. &#8220;Tinha menos de dois cent\u00edmetros, mas tinha  urg\u00eancia em tirar logo&#8221;, lembra Tavares. Em cerca de dois meses, contando a partir do dia descoberta, ele fez a cirurgia. 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