{"id":90281,"date":"2015-10-19T04:59:53","date_gmt":"2015-10-19T07:59:53","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=90281"},"modified":"2015-10-19T04:59:53","modified_gmt":"2015-10-19T07:59:53","slug":"casarao-onde-viveu-clarice-lispector-pode-comecar-a-ser-reformado-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/casarao-onde-viveu-clarice-lispector-pode-comecar-a-ser-reformado-em-2016\/","title":{"rendered":"Casar\u00e3o onde viveu Clarice Lispector pode come\u00e7ar a ser reformado em 2016"},"content":{"rendered":"<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span class=\"gallery_desc\">Sobrado colonial com vista privilegiada para a Pra\u00e7a Maciel Pinheiro est\u00e1 fechado h\u00e1 quatro anos<\/span><\/strong><\/em><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"yellowlight\" href=\"mailto:\">Anamaria Nascimento<\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_90282\" aria-describedby=\"caption-attachment-90282\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-90282 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice1.jpg\" alt=\"clarice1\" width=\"620\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice1.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-90282\" class=\"wp-caption-text\">Im\u00f3vel onde a escritora morou durante a inf\u00e2ncia tem tr\u00eas pavimentos<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"news_body\">\n<div class=\"font_change\">\n<div id=\"abanoticia\" style=\"text-align: justify;\">\nO sobrado colonial onde viveu a escritora Clarice Lispector durante a inf\u00e2ncia pode come\u00e7ar a ser reformado no pr\u00f3ximo ano. O im\u00f3vel, que ocupa a esquina da Rua do Arag\u00e3o com a Travessa do Veras, no bairro da Boa Vista, deve ser transformado em um espa\u00e7o cultural dedicado \u00e0 mem\u00f3ria da fam\u00edlia Lispector e \u00e0 obra da ilustre moradora. O primeiro passo da reforma deve ser a recupera\u00e7\u00e3o do telhado, que ruiu. A troca do teto est\u00e1 or\u00e7ada em R$ 250 mil.<\/p>\n<p>O casar\u00e3o, com vista privilegiada para a Pra\u00e7a Maciel Pinheiro, est\u00e1 fechado h\u00e1 quatro anos, e a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia &#8211; propriet\u00e1ria do im\u00f3vel &#8211; alega estar tendo preju\u00edzo, pois a casa tem sido alvo frequente de depreda\u00e7\u00e3o. \u201cFomos procurados pela sobrinha-neta de Clarice (a cineasta Nicole Agranti), que queria transformar a casa num memorial da fam\u00edlia. Desocupamos o im\u00f3vel, que era alugado, para que ela pudesse captar os recursos necess\u00e1rios\u201d, explicou a diretora da Santa Casa Rilane Dueire.<\/p>\n<p>Como Nicole n\u00e3o conseguiu verba para tirar o projeto do papel, a Santa Casa assumiu a responsabilidade pela requalifica\u00e7\u00e3o da casa. Agora, a entidade procura parcerias e recursos p\u00fablicos para iniciar a transforma\u00e7\u00e3o do sobrado. Rilane disse que procurou a Funda\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico de Pernambuco (Fundarpe) para conseguir verba para o projeto, que est\u00e1 sendo finalizado. O \u00f3rg\u00e3o estadual informou que, por enquanto, n\u00e3o vai se posicionar sobre o assunto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_90283\" aria-describedby=\"caption-attachment-90283\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-90283 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice2.jpg\" alt=\"clarice2\" width=\"620\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice2.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice2-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-90283\" class=\"wp-caption-text\">Depois de ter sido alvo de depreda\u00e7\u00e3o, casar\u00e3o foi fechado pela Santa Casa de Miseric\u00f3rdia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o conseguir recursos com a Fundarpe, a Santa Casa vai submeter, em 2016, o projeto ao Fundo Nacional de Cultura (FNC), mecanismo da Lei Rouanet, do governo federal, que destina recursos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de programas, projetos ou a\u00e7\u00f5es culturais. \u201cO poder p\u00fablico j\u00e1 devia ter se interessado em transformar a casa em um espa\u00e7o cultural, pois a passagem de Clarice pelo Recife foi fundamental em sua obra\u201d, afirmou a escritora e pesquisadora da obra de Lispector, Georgia Alves.<\/p>\n<p>Segundo o professor do curso de Letras da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco (Unicap) Robson Teles, o Recife aparece em 15 a 20% dos contos e cr\u00f4nicas da escritora. \u201cEmbora Clarice tenha produzido muito no Rio de Janeiro, ela n\u00e3o esqueceu o Recife. A cidade tem uma grande import\u00e2ncia simb\u00f3lica em sua vida e obra\u201d, destacou.<br \/>\n<strong><br \/>\nPra\u00e7a tamb\u00e9m precisa de reparos<\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_90284\" aria-describedby=\"caption-attachment-90284\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-90284 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice3.jpg\" alt=\"clarice3\" width=\"620\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice3.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice3-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-90284\" class=\"wp-caption-text\">Lixo, piso desnivelado e fonte desativada na Pra\u00e7a Maciel Pinheiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o atual da Pra\u00e7a Maciel Pinheiro, em frente ao im\u00f3vel, reflete a decad\u00eancia de uma \u00e1rea que j\u00e1 foi um dos principais pontos de conviv\u00eancia do Recife no s\u00e9culo passado. Reduto dos judeus imigrantes que chegavam \u00e0 capital pernambucana, a pra\u00e7a hoje est\u00e1 entregue ao lixo e \u00e0 falta de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A fonte de pedra contendo le\u00f5es, m\u00e1scaras, ninfas e uma \u00edndia est\u00e1 desativada. Esgoto a c\u00e9u aberto ronda a pra\u00e7a. O piso est\u00e1 desnivelado e \u00e9 f\u00e1cil encontrar lixo no espa\u00e7o p\u00fablico. Cascas de frutas, caixas, embalagens e at\u00e9 absorventes usados s\u00e3o descartados entre os bancos. \u201c\u00c9 triste ver uma pra\u00e7a t\u00e3o bonita servindo de lix\u00e3o\u201d, disse a veterin\u00e1ria Maria Barbosa, 36, ao passar pelo local.<\/p>\n<p>A Empresa de Manuten\u00e7\u00e3o e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) informou que enviar\u00e1 uma equipe para verificar a situa\u00e7\u00e3o da Maciel Pinheiro. \u201cO \u00f3rg\u00e3o esclarece que a pra\u00e7a foi requalificada pela gest\u00e3o municipal em mar\u00e7o de 2013. Na ocasi\u00e3o, foram recuperados os jardins, a fonte e a ilumina\u00e7\u00e3o do local e o custo da obra foi de R$ 30 mil. A \u00e1rea, contudo, sofre com a\u00e7\u00f5es de depreda\u00e7\u00e3o recorrentes, o que prejudica a boa conserva\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. A fonte, por exemplo, precisou ser desativada por conta da m\u00e1 utiliza\u00e7\u00e3o\u201d, respondeu por nota.<\/p>\n<figure id=\"attachment_90285\" aria-describedby=\"caption-attachment-90285\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-90285 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice4.jpg\" alt=\"clarice4\" width=\"620\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice4.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice4-300x168.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-90285\" class=\"wp-caption-text\">A Maciel Pinheiro era reduto dos judeus imigrantes no s\u00e9culo passado<\/figcaption><\/figure>\n<p>A historiadora, antrop\u00f3loga e presidente do Arquivo Hist\u00f3rico Judaico de Pernambuco, T\u00e2nia Kaufman, afirmou que o abandono da pra\u00e7a entristece a comunidade judaica do estado. \u201cA Maciel Pinheiro era um ponto de encontro que reunia tanto m\u00e3es com suas crian\u00e7as como ambulantes judeus que, ao fim do expediente, se encontravam para trocar ideias\u201d, contou. \u201cEla permanece na mem\u00f3ria dos judeus quase como um local sagrado e h\u00e1 um sentimento de tristeza com o desprezo da pra\u00e7a pelo poder p\u00fablico\u201d, completou. <strong><\/p>\n<p>Saiba Mais:<\/p>\n<p>Clarice Lispector<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-90286 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice5.jpg\" alt=\"clarice5\" width=\"350\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice5.jpg 350w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice5-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">1920 &#8211; Nasce em Tchetchelnik, na Ucr\u00e2nia. Recebe o nome de batismo de Haia<\/p>\n<p>1922 &#8211; Chegada em Macei\u00f3 da fam\u00edlia Lispector<\/p>\n<p>1925 &#8211; Fam\u00edlia Lispector se transfere para o Recife<\/p>\n<p>1928 &#8211; Clarice passa a frequentar o Grupo Escolar Jo\u00e3o Barbalho<\/p>\n<p>1935 &#8211; Mudan\u00e7a para a cidade do Rio de Janeiro<\/p>\n<p>1942 &#8211; Come\u00e7a a trabalhar como rep\u00f3rter no jornal A Noite<\/p>\n<p>1943 &#8211; Naturaliza-se brasileira e publica o primeiro livro, Perto do cora\u00e7\u00e3o selvagem<\/p>\n<p>1952 &#8211; Assume a p\u00e1gina Entre Mulheres do jornal Com\u00edcio, sob o pseud\u00f4nimo de Tereza Quadros<\/p>\n<p>1967 &#8211; Torna-se cronista do Jornal do Brasil e publica seu primeiro livro infantil, O mist\u00e9rio do coelho pensante<\/p>\n<p>1977 &#8211; Em 9 de dezembro, morre de c\u00e2ncer, \u00e0s v\u00e9speras de completar 57 anos<\/p>\n<p><strong>Pra\u00e7a Maciel Pinheiro<br \/>\n<\/strong><br \/>\nInaugurada em 7 de setembro de 1876<\/p>\n<p>Constru\u00edda em comemora\u00e7\u00e3o \u00e0 vit\u00f3ria das tropas brasileiras na guerra do Paraguai (1864-1870)<\/p>\n<p>Quando foi inaugurada, a pra\u00e7a apresentava um grande chafariz. O jardim era cercado por grades de ferro<\/p>\n<p>Lampi\u00f5es antigos que iluminavam todo o ambiente e havia muitos bancos de madeira<\/p>\n<p>A fonte de pedra cont\u00e9m le\u00f5es, m\u00e1scaras, ninfas e uma \u00edndia<\/p>\n<p>Antes da Segunda Guerra Mundial, com as persegui\u00e7\u00f5es contra os judeus, ocorre uma grande migra\u00e7\u00e3o para Pernambuco<\/p>\n<p>A Pra\u00e7a Maciel Pinheiro se torna o reduto da col\u00f4nia judaica do estado<\/p>\n<p>Era ponto de encontros e debates entre imigrantes e pernambucanos que moravam nos arredores<\/p>\n<p><strong>Trechos da biografia Clarice, (2009), de Benjamin Moser<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_90287\" aria-describedby=\"caption-attachment-90287\" style=\"width: 159px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-90287 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice6.jpg\" alt=\"\" width=\"159\" height=\"245\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-90287\" class=\"wp-caption-text\">Clarice Lispector, escritora<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u201cMeses antes de morrer, Clarice Lispector fez sua \u00faltima viagem ao Recife, para dar uma palestra na universidade. Ela insistiu em se hospedar no Hotel S\u00e3o Domingos, na esquina da pra\u00e7a Maciel Pinheiro, onde ficava o velho banco judaico.\u201d<\/p>\n<p>\u201cPassou horas na janela olhando para a pracinha onde crescera. Para a pequena Clarice, conforme ela lembrou numa entrevista, aquele jardinzinho, onde os motoristas de t\u00e1xi flertavam com as empregadas dom\u00e9sticas, parecia uma floresta, um mundo onde ela escondera coisas que nunca mais conseguiu recuperar.\u201d<\/p>\n<p>\u201cDepois de todos aqueles anos, s\u00f3 a cor da casa tinha mudado: \u2018Minha lembran\u00e7a \u00e9 a de olhar pela varanda da pra\u00e7a Maciel Pinheiro, em Recife, e ter medo de cair: achei tudo alto demais [&#8230;] Era pintada de cor-de-rosa. Uma cor acaba? Se desvanece no ar, meu Deus.\u2019\u201d<br \/>\n<em><br \/>\nFontes: Site oficial Clarice Lispector, Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco e Livro Clarice<\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com informa\u00e7\u00f5es do DP<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobrado colonial com vista privilegiada para a Pra\u00e7a Maciel Pinheiro est\u00e1 fechado h\u00e1 quatro anos<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":90285,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-90281","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/clarice4.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90281"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90281\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90285"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}