{"id":90325,"date":"2015-10-19T06:50:32","date_gmt":"2015-10-19T09:50:32","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=90325"},"modified":"2015-10-19T06:50:32","modified_gmt":"2015-10-19T09:50:32","slug":"em-periodo-mais-quente-do-ano-4-cidades-da-bahia-registram-mais-de-40-oc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/em-periodo-mais-quente-do-ano-4-cidades-da-bahia-registram-mais-de-40-oc\/","title":{"rendered":"Em per\u00edodo mais quente do ano, 4 cidades da Bahia registram mais de 40 \u00baC"},"content":{"rendered":"<header class=\"single-header\">\n<h1 class=\"single-title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p class=\"single-subtitle\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Uma s\u00e9rie de fatores contribui para que o Oeste baiano tenha temperaturas elevadas entre setembro e outubro<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"single-subtitle\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-90326 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/sol-da-tarde-464x278.jpg\" alt=\"sol da tarde\" width=\"464\" height=\"278\" \/><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"single-meta\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"meta-author\">\n<div class=\"meta-author-name\">Yne Manuella<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"single-text\">\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A comerciante Iraci de Souza, 60 anos, tem hora marcada para tomar banho \u2013 entrar no chuveiro s\u00f3 de manh\u00e3 bem cedo ou no per\u00edodo da noite. Durante o dia, com o sol a pino, nem pensar. \u201cA gente entra e a \u00e1gua t\u00e1 pegando fogo. Tem que deixar para tomar banho em uma hora mais fresca\u201d, conta. Iraci mora em Bom Jesus da Lapa, no Oeste do estado, uma das quatro cidades baianas\u00a0 que registraram temperaturas acima de 40 \u00b0C nas \u00faltimas duas semanas.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no \u00faltimo dia 5, os term\u00f4metros chegaram a registrar 41,3 \u00b0C\u00a0 na cidade. No dia anterior, o calor tamb\u00e9m foi grande em Ibotirama e Santa Rita de C\u00e1ssia, ambas atingindo 40,8 \u00b0C .\u00a0 Uma semana antes, no dia 26 de setembro, Carinhanha sofria sob o calor de 40,2 \u00b0C . \u201cEst\u00e1 todo mundo queimado do sol por aqui. O pessoal usa blusa de manga comprida e sombrinha para se proteger do sol\u201d, comenta Iraci.<br \/>\nOutras cidades do Oeste\u00a0 tamb\u00e9m t\u00eam registrado calor excessivo nos \u00faltimos dias: Correntina, Barreiras, Buritirama e Barra tiveram m\u00e1ximas acima de 39 \u00b0C\u00a0 no dia 4.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/e-c2.sttc.net.br\/uploads\/RTEmagicC_picoscalor.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"414\" \/><\/p>\n<p>Motivos<br \/>\nUma s\u00e9rie de fatores contribui para que o Oeste baiano tenha temperaturas elevadas entre setembro e outubro, \u00e9poca do ano que antecede o per\u00edodo de chuvas no local, que vai\u00a0 de novembro at\u00e9 abril. Por estar afastada do mar, a regi\u00e3o apresenta baixos \u00edndices de umidade atmosf\u00e9rica, o que influencia na forma\u00e7\u00e3o de nuvens e no equil\u00edbrio t\u00e9rmico.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cAquela regi\u00e3o \u00e9 um local onde n\u00e3o h\u00e1 influ\u00eancias do litoral, ent\u00e3o, o clima fica bastante seco, com baixa umidade no ar. Sem isso, n\u00e3o h\u00e1 muita forma\u00e7\u00e3o de nuvens, o que ajuda na eleva\u00e7\u00e3o da temperatura\u201d, explica Cl\u00e1udia Val\u00e9ria, meteorologista do Inmet.<\/p>\n<p>Her\u00e1clio Alves, meteorologista do Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos da Bahia (Inema), conta que, no Oeste, esse \u00e9 o per\u00edodo mais seco do ano. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nebulosidade naquela regi\u00e3o, o que faz com que as temperaturas j\u00e1 aumentem. Isso, associado \u00e0 atua\u00e7\u00e3o frequente das massas de ar seco, contribui para que se registrem as altas temperaturas\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O relevo e a vegeta\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, onde predomina o cerrado, tamb\u00e9m ajudam a esquentar o clima. \u201cNessa \u00e1rea, chove at\u00e9, pelo menos, mar\u00e7o ou abril. A partir da\u00ed, a vegeta\u00e7\u00e3o fica bastante rasteira e durante o per\u00edodo seco ela praticamente n\u00e3o existe. O solo nu nas extensas \u00e1reas planas, onde h\u00e1 uma maior incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o solar, contribui para aumentar a temperatura\u201d.<\/p>\n<p>Sensa\u00e7\u00e3o<br \/>\nApesar de se tratar de um fen\u00f4meno comum nessas cidades, a impress\u00e3o dos moradores \u00e9 de que o calor se agravou nos \u00faltimos anos. \u201cO sol chega a cozinhar a gente. Sempre fez calor por aqui, mas nos \u00faltimos anos parece que ficou mais quente\u201d, diz a auxiliar de escrit\u00f3rio Vilma de Oliveira, 24, de Santa Rita de C\u00e1ssia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Segundo Her\u00e1clio, a impress\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o se deve ao encurtamento do per\u00edodo das chuvas, que esse ano acabou em fevereiro, dois meses antes do normal. \u201cEm 2015, como o per\u00edodo de chuva terminou mais cedo, o per\u00edodo de estiagem foi maior. Mas n\u00e3o temos esse hist\u00f3rico de que a temperatura vem crescendo. Ela se mant\u00e9m est\u00e1vel nos \u00faltimos cinco anos\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Consequ\u00eancias<br \/>\nAl\u00e9m do calor, a alta nos term\u00f4metros traz desdobramentos maiores, como crescimento no consumo de energia el\u00e9trica e \u00e1gua, preju\u00edzos \u00e0 agricultura e pecu\u00e1ria e aumento no n\u00famero de queimadas.<\/p>\n<p>\u201cEssa temperatura alta tem diversas influ\u00eancias negativas. A maior delas \u00e9 o alto consumo de \u00e1gua, que j\u00e1 \u00e9 escassa na regi\u00e3o. A popula\u00e7\u00e3o tem perfurado muitos po\u00e7os artesianos nos \u00faltimos anos, mas temos notado que a vaz\u00e3o deles j\u00e1 est\u00e1 diminuindo\u201d, conta Jos\u00e9 Rodrigues, secret\u00e1rio da Agricultura, Recursos H\u00eddricos e Meio Ambiente de Ibotirama.\u00a0 Segundo ele, por conta da estiagem e calor, o\u00a0 rebanho de gado da cidade passou de 25 mil para 15 mil em cinco anos.<\/p>\n<p>Na zona rural, o clima seco tem prejudicado tamb\u00e9m as planta\u00e7\u00f5es. \u201cNossa agricultura aqui \u00e9 de subsist\u00eancia: a gente planta com a chuva. Hoje, a gente s\u00f3 v\u00ea tudo seco no lugar onde antes tinha planta\u00e7\u00e3o\u201d, conta o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na casa onde mora com o marido, em Bom Jesus da Lapa, a comerciante Iraci viu a conta de energia subir junto com a temperatura. De R$ 110, valor que costumava pagar antes da alta do calor, passou para R$ 250 por m\u00eas, em m\u00e9dia. \u201cA gente dorme com o ar condicionado ligado porque o ventilador n\u00e3o adianta mais\u201d, justifica.<\/p>\n<p>Duas das quatro cidades que t\u00eam enfrentado m\u00e1ximas acima de 40 \u00b0C est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, por conta da estiagem prolongada.<\/p>\n<p>Focos de calor<br \/>\nO tempo seco tamb\u00e9m contribui para o aumento no n\u00famero de queimadas na regi\u00e3o. Do in\u00edcio de agosto at\u00e9 a \u00faltima quinta-feira, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 2.710 focos de calor na \u00e1rea afetada. \u201cAl\u00e9m das altas temperaturas e da a\u00e7\u00e3o de ca\u00e7adores e agricultores, o bioma cerrado agiliza o processo, j\u00e1 que muitas esp\u00e9cies precisam dos inc\u00eandios para florir, ent\u00e3o, os focos de inc\u00eandio acabam ocorrendo mais r\u00e1pido\u201d, conta Fab\u00edola Cotrin, coordenadora do programa Bahia sem Fogo. Mais de 70 pessoas, entre t\u00e9cnicos do Inema\/Sema, bombeiros e brigadistas volunt\u00e1rios atuam no combate aos inc\u00eandios atrav\u00e9s do programa.<\/p>\n<p>Segundo Her\u00e1clio, o per\u00edodo de chuvas deve come\u00e7ar em breve, a partir da segunda quinzena deste m\u00eas. \u201cQuando as frentes frias do Sul do pa\u00eds e a umidade que vem da Amaz\u00f4nia chegam ao mesmo tempo naquela regi\u00e3o, somado \u00e0s temperaturas altas, inicia-se o per\u00edodo de chuvas. Com elas, essas temperaturas ficam mais amenas\u201d, afirma o meteorologista, para al\u00edvio de quem anda sofrendo com o calor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Chapada e Planalto da Conquista s\u00e3o \u00e1reas mais frias<br \/>\nEnquanto a regi\u00e3o Oeste sofre com o calor excessivo, com temperaturas acima de 40 \u00b0C , as cidades localizadas na Chapada Diamantina e no Planalto da Conquista, no Sudoeste, enfrentam uma temporada de frio, principalmente \u00e0 noite. No dia 10 deste m\u00eas, a temperatura chegou a 11,8 \u00b0C\u00a0\u00a0 em Vit\u00f3ria da Conquista. Na segunda-feira (5), Itiru\u00e7u registrou 15,8 \u00b0C. No domingo (11), Itaberaba marcou 16,2 \u00baC. Frio tamb\u00e9m na ter\u00e7a-feira (6) em Morro do Chap\u00e9u: 17,6 \u00b0C.<\/p>\n<p>De acordo com a meteorologista Cl\u00e1udia Val\u00e9ria, as baixas temperaturas nessas \u00e1reas s\u00e3o provocadas pela altitude. \u201cNormalmente, as menores temperaturas do estado acontecem na Chapada ou no Planalto da Conquista ao longo do ano. As temperaturas ficam mais baixas por conta da altitude dessas cidades, que \u00e9 bem acima do n\u00edvel m\u00e9dio do mar\u201d, explicou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Fonte: Correio<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na zona rural, o clima seco tem prejudicado tamb\u00e9m as planta\u00e7\u00f5es. \u201cNossa agricultura aqui \u00e9 de subsist\u00eancia: a gente planta com a chuva. 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