{"id":90884,"date":"2015-10-21T19:39:00","date_gmt":"2015-10-21T22:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=90884"},"modified":"2015-10-21T19:39:00","modified_gmt":"2015-10-21T22:39:00","slug":"tcm-rejeita-contas-de-ex-prefeito-de-camacari","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/tcm-rejeita-contas-de-ex-prefeito-de-camacari\/","title":{"rendered":"TCM rejeita contas de ex-prefeito de Cama\u00e7ari"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-left noticia_subtitle\"><\/h2>\n<div class=\"clearfix\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Tribunal de Contas dos Munic\u00edpios, nesta quarta-feira (21\/10), rejeitou as contas da prefeitura de Cama\u00e7ari, na gest\u00e3o de Luiz Carlos Caetano, referentes ao exerc\u00edcio de 2012. Pelas irregularidades constatadas, a relatoria solicitou a formula\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio P\u00fablico contra o ex-prefeito para apurar suposta pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa, imputou multa no valor de R$ 36.069,00 e determinou o ressarcimento aos cofres municipais, com recursos pessoais, do montante de R$ 4.542.044,09, referentes a gastos com publicidade sem comprova\u00e7\u00e3o e de R$ 94.966,05, devido ao pagamento de subs\u00eddios a maior a secret\u00e1rios municipais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-90885 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/prefeito-caetano.jpg\" alt=\"prefeito caetano\" width=\"275\" height=\"183\" \/><br \/>\nO relator do parecer, conselheiro Paolo Marconi, justificou que essa presta\u00e7\u00e3o de contas n\u00e3o foi julgada no prazo legalmente fixado por absoluta necessidade de uma melhor instru\u00e7\u00e3o processual, sendo determinada a realiza\u00e7\u00e3o de duas auditorias operacionais, uma nos gastos com publicidade que alcan\u00e7aram o montante de R$ 7.531.416,81 e outra na presta\u00e7\u00e3o de contas dos recursos repassados \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Social Instituto Professor Raimundo Pinheiro, conhecida como Cidade do Saber, no importe de R$ 7.212.833,18, cujas presta\u00e7\u00f5es de contas nunca haviam sido analisadas e julgadas desde sua cria\u00e7\u00e3o em 2007.<br \/>\nO resultado da auditoria nas contas da Cidade do Saber foi a comprova\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de irregularidades, que foram julgadas \u00e0 parte em 08\/10\/2015, como repasse de recurso a organiza\u00e7\u00e3o social, quando se considerou irregular a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos, imputando multa \u00e0 diretora geral do instituto, Ana L\u00facia Alves da Silveira, tamb\u00e9m condenada a ressarcimento com recursos pessoais ao munic\u00edpio, e aplica\u00e7\u00e3o de multa tamb\u00e9m ao ex-prefeito Luiz Carlos Caetano, al\u00e9m de formula\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado da Bahia e uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es. J\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es da auditoria nas despesas com publicidades est\u00e3o inseridas no relat\u00f3rio da presta\u00e7\u00e3o de contas.<br \/>\nO parecer registrou como motivos que ensejaram a rejei\u00e7\u00e3o das contas, a prorroga\u00e7\u00e3o de contratos no total de R$ 29.544.868,59, sem apresenta\u00e7\u00e3o da documenta\u00e7\u00e3o comprovando o atendimento dos requisitos legais; contrato com Funda\u00e7\u00e3o Escola de Administra\u00e7\u00e3o da UFBA \u2013 FEA, no valor de R$ 553.334,00, com caracter\u00edstica de contrato tipo \u201cguarda-chuva\u201d (ou seja, com diversos objetivos inclusive contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra), contrato com a empresa Menezes Magalh\u00e3es Coelho e Zarif Sociedade de Advogados Ltda., no valor de R$ 480.000,00, com caracter\u00edstica de \u201ccontrato de risco\u201d, cujos processos administrativos n\u00e3o foram apresentados, embora explicitamente requisitados; e n\u00e3o apresenta\u00e7\u00e3o dos processos de pagamentos referentes a gastos com publicidade, R$ 4.542.044,09, apontados em relat\u00f3rio de auditoria.<br \/>\nO relat\u00f3rio t\u00e9cnico tamb\u00e9m apontou a realiza\u00e7\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o direta por inexigibilidade sem comprova\u00e7\u00e3o dos requisitos exigidos na Lei n\u00ba 8.666\/93 para essa modalidade, impropriedades nas licita\u00e7\u00f5es, dispensas e\/ou inexigibilidade, despesa excessiva com contrata\u00e7\u00e3o de bandas e artistas durante o exerc\u00edcio, aus\u00eancia de inser\u00e7\u00e3o de dados e informa\u00e7\u00f5es no SIGA relativos a licita\u00e7\u00f5es.<br \/>\nCabe recurso da decis\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Contas dos Munic\u00edpios, nesta quarta-feira (21\/10), rejeitou as contas da prefeitura de Cama\u00e7ari, na gest\u00e3o de Luiz Carlos Caetano, referentes ao exerc\u00edcio de 2012. 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