{"id":91502,"date":"2015-10-25T16:28:45","date_gmt":"2015-10-25T19:28:45","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=91502"},"modified":"2015-10-25T16:30:33","modified_gmt":"2015-10-25T19:30:33","slug":"cangaceiros-algozes-ou-vitimas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cangaceiros-algozes-ou-vitimas\/","title":{"rendered":"Cangaceiros: algozes ou v\u00edtimas?"},"content":{"rendered":"<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span class=\"gallery_desc\">Livro &#8220;Guerreiros do Sol&#8221; completa 30 anos com a fa\u00e7anha de ter redefinido a vis\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o predominante sobre o canga\u00e7o &#8211; um fen\u00f4meno complexo e essencial para explicar a regi\u00e3o. Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, as m\u00faltiplas facetas do tema se estruturam em duas correntes de pensamento pelas quais o papel hist\u00f3rico do cangaceiro oscila entre o de bandido e her\u00f3i.<\/span><\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-91508 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao-grande.jpg\" alt=\"lampiao grande\" width=\"970\" height=\"475\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao-grande.jpg 970w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao-grande-300x147.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao-grande-620x304.jpg 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 970px) 100vw, 970px\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"yellowlight\" href=\"mailto:fellipetorres.pe@dabr.com.br\">Fellipe Torres<\/a><\/p>\n<div class=\"news_body\">\n<div class=\"font_change\">\n<div id=\"abanoticia\">\n<div style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-91503 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao1.jpg\" alt=\"lampiao1\" width=\"620\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao1.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao1-300x204.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cO velho muito sofreu com aquela morte do menino. E deu no que t\u00e1. Tenho pra mim que vai morrer. (&#8230;) Vem aqui aquele homem de bei\u00e7o lascado. (&#8230;) E ele s\u00f3 vive de conversa. Eu nem quero imaginar. Pois int\u00e9 desconfio de coisa com cangaceiro. Tamb\u00e9m era s\u00f3 o que faltava ao Capit\u00e3o Cust\u00f3dio. Era esta amiga\u00e7\u00e3o com cangaceiro. \u00c9 o diabo. Nem quero imaginar\u201d. O di\u00e1logo entre os personagens Bento e Donata, em\u00a0<em>Cangaceiros<\/em>\u00a0(1938), de Jos\u00e9 Lins do Rego, d\u00e1 um vislumbre do quanto os romances regionalistas da d\u00e9cada de 1930 pintavam as rela\u00e7\u00f5es entre coron\u00e9is e os fora-da-lei do Sert\u00e3o (estes, uns \u201cinjusti\u00e7ados sociais\u201d). O modo controverso de enxergar a participa\u00e7\u00e3o de autoridades no combate (ou aux\u00edlio?) ao canga\u00e7o extrapolou a literatura e passou a dominar os saberes das universidades brasileiras.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 30 anos, o historiador recifense Frederico Pernambucano de Mello resolveu romper com a tradi\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e alterar o rumo de como o fen\u00f4meno social nordestino vinha sendo estudado at\u00e9 ali. Naquela \u00e9poca, o tema, segundo ele, era entregue a muitos preconceitos e vis\u00f5es apaixonadas. Era hegem\u00f4nica uma vis\u00e3o engajada, acostumada a interpretar o canga\u00e7o como fen\u00f4meno econ\u00f4mico, fruto da opress\u00e3o do coronel sobre o cangaceiro. Isso foi derrubado por terra mediante pesquisas de campo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Assim surgiu a primeira edi\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Guerreiros do sol &#8211; Viol\u00eancia e banditismo no Nordeste do Brasil<\/em>(A Girafa, 520 p\u00e1ginas, R$ 55). Para marcar as tr\u00eas d\u00e9cadas da primeira edi\u00e7\u00e3o, a Academia Pernambucana de Letras realiza evento comemorativo no pr\u00f3ximo dia 9 de novembro, \u00e0s 16h.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-91504 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao2.jpg\" alt=\"lampiao2\" width=\"300\" height=\"638\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao2.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao2-141x300.jpg 141w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao2-235x500.jpg 235w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Contribui\u00e7\u00e3o valiosa da obra foi ter explicado o comportamento e as motiva\u00e7\u00f5es daqueles vistos muitas vezes como \u201cfac\u00ednoras\u201d. Isso foi poss\u00edvel por meio de um \u201canteparo para a exist\u00eancia moral\u201d do cangaceiro, cujas justificativas para as pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es variavam. Uns diziam serem decorrentes de um desejo de vingan\u00e7a (pela morte de um parente, por exemplo), de uma necessidade de fugir das autoridades ou de ter alguma fonte de renda por falta de op\u00e7\u00f5es. \u201cNem sempre eram verdades, mas, pelo quadro de valores prevalecentes no Sert\u00e3o, quando se alega estar em miss\u00e3o de vingan\u00e7a, por exemplo, mais do que direito, voc\u00ea \u00e9 visto como detentor de um dever\u201d, diz Frederico.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No pref\u00e1cio da edi\u00e7\u00e3o de 1985, o soci\u00f3logo Gilberto Freyre assinalou um trunfo da mudan\u00e7a de vis\u00e3o, a respeito de \u201chaver dois Nordestes, n\u00e3o um s\u00f3, o que leva \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de existir mais de um banditismo, e n\u00e3o de um s\u00f3, sob o mesmo sol tropical\u201d. E concluiu: \u201cS\u00e3o v\u00e1rios canga\u00e7os, v\u00e1rias honras\u201d.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para o tamb\u00e9m pesquisador do tema e historiador Jo\u00e3o de Sousa Lima, o canga\u00e7o \u00e9 uma p\u00e1gina hist\u00f3rica escrita unicamente no Nordeste brasileiro e, como todo fato do passado, n\u00e3o pode ser julgado. \u201cLampi\u00e3o foi, antes de tudo, hist\u00f3ria. Andou \u00e0 margem da lei, matou, roubou. Contudo, a pol\u00edcia foi muito pior. Mataram mais, roubaram mais e estupraram mais\u201d.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Autor da antologia\u00a0<em>O canga\u00e7o na poesia brasileira<\/em>\u00a0(2009), o professor da UFPE e doutor em literatura Carlos Newton J\u00fanior destaca como escritores como Ariano Suassuna se anteciparam de alguma forma em destacar o lado \u201cv\u00edtima\u201d dos protagonistas do banditismo. \u201cSe voc\u00ea observar o enredo da pe\u00e7a Auto da Compadecida, de 1955, os cangaceiros s\u00e3o os \u00fanicos que v\u00e3o direto para o c\u00e9u. Isso talvez se explique pelo fato de a fam\u00edlia de Ariano ter sido de alguma forma perseguida pelo canga\u00e7o\u201d. De maneira semelhante, poetas das d\u00e9cadas de 1920 e 1930, como Rodrigues de Carvalho e Serrote Preto, j\u00e1 constru\u00edam um mito em torno da figura de Lampi\u00e3o, ao abordar o suposto \u201ccorpo fechado\u201d dele.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>O OUTRO LADO<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-91505 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao3.jpg\" alt=\"lampiao3\" width=\"300\" height=\"714\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao3.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao3-126x300.jpg 126w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/lampiao3-210x500.jpg 210w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Eles eram cangaceiros, mas tamb\u00e9m homens e mulheres como eu e voc\u00ea. Antes de aderirem \u00e0 saga sanguinolenta e bandoleira, tinham vidas comuns, geralmente sofridas. Quem foram essas pessoas? A quest\u00e3o \u00e9 essencial para entender o comportamento de quem viveu no contexto do banditismo sertanejo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em\u00a0<em>Viagens ao Nordeste do Brasil\u00a0<\/em>(1942), o pintor ingl\u00eas Henry Koster descrevia os sertanejos da \u00e9poca do canga\u00e7o: \u201cEram geralmente resolutos e bravos. Corajosos, sinceros, honestos e hospitaleiros, ainda que extremamente ignorantes e dados a cren\u00e7as em encanta\u00e7\u00f5es, rel\u00edquias e coisas da mesma ordem\u201d. Embora ele classifique os sertanejos como \u201cboa ra\u00e7a de homens\u201d, adverte: \u201cEssa gente \u00e9 vingativa. Ofensas muito dificilmente s\u00e3o perdoadas e, em falta de lei, cada um exerce a justi\u00e7a pelas pr\u00f3prias m\u00e3os\u201d.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, Euclides da Cunha, autor do cl\u00e1ssico\u00a0<em>Os sert\u00f5es<\/em>\u00a0(1902), dizia o quanto o sertanejo \u201ccalcula friamente o pugilato (confronto), livre de expans\u00f5es entusi\u00e1sticas (&#8230;) para n\u00e3o desperdi\u00e7ar a mais ligeira contra\u00e7\u00e3o muscular, a mais leve vibra\u00e7\u00e3o nervosa sem a certeza do resultado\u201d. Em suma: \u201c\u00c9 o homem que dorme na pontaria\u201d. O pr\u00f3prio Euclides diagnosticava o atraso na vida sertaneja, segundo Frederico Pernambucano de Mello, classificada como \u201cretr\u00f3grada\u201d por estar \u201cenvolta por toda uma estrutura familiar, pol\u00edtica, econ\u00f4mica, moral e religiosa arcaica e arcaizante, fruto de isolamento de s\u00e9culos\u201d.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A escritora Marilourdes Ferraz, na obra O canto do Acau\u00e3 (1978), descreve o Sert\u00e3o pernambucano testemunhado pelos pais e av\u00f3s: \u201cNos prim\u00f3rdios do s\u00e9culo 20, a regi\u00e3o sertaneja do rio Paje\u00fa permanecia est\u00e1tica no tempo, com seus habitantes vivendo quase t\u00e3o isolados quanto os primeiros colonizadores que ali se estabeleceram\u201d. Em conson\u00e2ncia com o depoimento, Frederico Pernambucano chama a aten\u00e7\u00e3o para a exist\u00eancia, naquela \u00e9poca, de \u201cum Sert\u00e3o tardiamente feudal\u201d, com indiferen\u00e7a em face da morte (derivado do fatalismo religioso) e uma insensibilidade no trato com o sangue (por causa da natureza cruenta da atividade pecu\u00e1ria).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o \u00e9 de se estranhar que canga\u00e7o tenha sido forma de vida criminal orgulhosa, ostensiva, escancarada, carnavalesca\u201d, avalia. E essas caracter\u00edsticas se mostravam nos mais diversos tipos de figuras violentas, para al\u00e9m do canga\u00e7o, como o valent\u00e3o (esp\u00e9cie de justiceiro), o cabra (fiel escudeiro do patr\u00e3o, agressor e defensor), capanga (guarda-costas), pistoleiro (matador) e jagun\u00e7o (profissional \u201cfreelancer\u201d cuja lida di\u00e1ria com as armas era o meio de vida.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Da parte da popula\u00e7\u00e3o, a cultura sertaneja abonava o banditismo dos \u201ccabras da peste\u201d, e at\u00e9 torciam pela vit\u00f3ria dos grupos com os quais simpatizavam, como times de futebol. Nas feiras, as fa\u00e7anhas de guerra dos capit\u00e3es do canga\u00e7o come\u00e7am a povoar os versos dos cantadores de feira, dos emboladores, rabequeiros. De maneira semelhante, chega \u00e0 literatura de cordel e torna Lampi\u00e3o e Maria Bonita \u00edcones pop absolutos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 cinco meses, o cineasta Wolney de Oliveira lan\u00e7ou o document\u00e1rio\u00a0<em>Os \u00faltimos cangaceiros<\/em>, sobre um casal de remanescentes do bando de Lampi\u00e3o. Eles fugiram depois da morte do l\u00edder e guardaram segredo a respeito do passado sangrento por mais de 50 anos. No longa-metragem, o senhor de 95 anos chega a confessar ao menos duas dezenas de crimes. Ainda assim, o cineasta diz ter tido o cuidado de n\u00e3o julgar ele pr\u00f3prio o casal como bandidos, v\u00edtimas ou her\u00f3is. \u201cNo filme eles aparecem das duas maneiras. A edi\u00e7\u00e3o permite ao telespectador tirar as pr\u00f3prias conclus\u00f5es, pois o final \u00e9 aberto\u201d, conta o diretor.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em uma cenas, o ex-cangaceiro Moreno, outrora bra\u00e7o direito para os \u201cservi\u00e7os pesados\u201d de Lampi\u00e3o, retorna \u00e0 cidade natal e \u00e9 tratado como her\u00f3i. D\u00e9cadas atr\u00e1s, ele havia sido acusado injustamente pela pol\u00edcia de ter roubado um carneiro e quase morreu depois de ser espancado. \u201cPara mim, ele \u00e9 produto da \u00e9poca em que viveu. Como era de fam\u00edlia pobre, entra no canga\u00e7o pra se vingar da surra. Do ponto de vista humano, me chamou a aten\u00e7\u00e3o o fato de ele ter sonhado, na juventude, em ser policial. Tentou se alistar, mas, pela estatura e porte f\u00edsico, n\u00e3o foi aceito. Claro, h\u00e1 outros casos em que voc\u00ea pode classificar como bandido profissional, porque isso tamb\u00e9m se tornou meio de vida naquela \u00e9poca\u201d, conclui Wolney de Oliveira.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Sess\u00e3o de homenagem aos 30 anos do livro\u00a0<em>Guerreiros do sol &#8211; Viol\u00eancia e banditismo no Nordeste do Brasil<\/em>, de Frederico Pernambucano de Mello, com palestra da escritora Anna Maria C\u00e9sar.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Quando: 9 de novembro, \u00e0s 16h<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Onde: Academia Pernambucana de Letras (Avenida Rui Barbosa, 1596, Gra\u00e7as)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Informa\u00e7\u00f5es: 3268-2211<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>O CANGA\u00c7O<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>O que\u00a0<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O canga\u00e7o foi uma onda de banditismo em um Nordeste de pobreza, viol\u00eancia e falta de poder constitu\u00eddo. Eles eram combatidos pelas For\u00e7as Volantes do governo, comandadas por policiais, mas formadas por desempregados do setor rural, fortemente armados.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>quando<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">In\u00edcio do s\u00e9culo 20. Teve seu fim definitivo com a morte do l\u00edder Lampi\u00e3o, em 1938.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>onde<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Interior de sete estados do Nordeste, incluindo Pernambuco<\/div>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/e.infogr.am\/cangaco_em_versos?src=embed\" width=\"300\" height=\"150\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/center><center>Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro &#8220;Guerreiros do Sol&#8221; completa 30 anos com a fa\u00e7anha de ter redefinido a vis\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o predominante sobre o canga\u00e7o &#8211; um fen\u00f4meno complexo e essencial para explicar a regi\u00e3o. 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