{"id":92890,"date":"2015-11-01T12:03:44","date_gmt":"2015-11-01T15:03:44","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=92890"},"modified":"2015-11-01T12:07:07","modified_gmt":"2015-11-01T15:07:07","slug":"conheca-a-vida-da-filosofa-simone-de-beauvoir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/conheca-a-vida-da-filosofa-simone-de-beauvoir\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a vida da fil\u00f3sofa Simone de Beauvoir"},"content":{"rendered":"<div class=\"ctnHeadline\">\n<div class=\"title headline\"><\/div>\n<div class=\"subtitle subtitle--M\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2><em>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Simone de Beauvoir, expoente do feminismo, que teve um trecho de sua obra inclusa em uma quest\u00e3o do Enem<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"author\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"authorData\">\n<div class=\"authorName\">Voltaire Schilling<\/div>\n<div class=\"authorLocation\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articleData\">\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Tanto pelo lado do pai, Georges Bertrand de Beauvoir, nascido no cora\u00e7\u00e3o do faubourg Saint-Germain, o bairro do alto patriciado parisiense, como pelo lado da sua m\u00e3e, Fran\u00e7oise Brasseur filha de um banqueiro de Verdum, a jovem Simone de Beauvoir n\u00e3o teria nada a reclamar da vida. Pertencia por assim dizer ao que os franceses chamam cr\u00e8me de la cr\u00e8me.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Desde que nascera em 9 de janeiro de 1908, fora cercada pelos carinhos da fam\u00edlia bem como por uma atenta ama que lhe satisfazia os caprichos. Com exce\u00e7\u00e3o de alguns acessos de f\u00faria comuns a uma menina mimada que divertiam sempre o seu pai \u2013 considerava-a jocosamente como \u2018 insoci\u00e1vel\u2019-, nada indicava que no \u00edntimo da encantadora filhinha, mais do que bem-nascida, se gestava a mais profunda defensora da emancipa\u00e7\u00e3o feminina do s\u00e9culo 20, qui\u00e7\u00e1 de todos os tempos.<\/p>\n<div id=\"image_a68d8015c60d9e4b9907032db06b15588lxai3lc\" class=\"expandedElement\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure><source srcset=\"http:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/940\/0\/images.terra.com\/2015\/10\/29\/simone-de-beauvoir.jpg\" media=\"(min-width:1280px)\" \/><source srcset=\"http:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/620\/0\/images.terra.com\/2015\/10\/29\/simone-de-beauvoir.jpg\" media=\"(min-width:1024px)\" \/><source srcset=\"http:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/460\/0\/images.terra.com\/2015\/10\/29\/simone-de-beauvoir.jpg\" media=\"(min-width:768px)\" \/><source srcset=\"http:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/320\/0\/images.terra.com\/2015\/10\/29\/simone-de-beauvoir.jpg\" media=\"(min-width:300px)\" \/><img decoding=\"async\" title=\" Getty Images\" src=\"http:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/460\/0\/images.terra.com\/2015\/10\/29\/simone-de-beauvoir.jpg\" alt=\"Simone de Beauvoir manteve um relacionamento com o fil\u00f3sofo Jean-Paul Sartre\" width=\"460\" \/><figcaption>\n<div class=\"imageInfo\">\n<div class=\"lineSpacer\"><\/div>\n<div class=\"caption\">Simone de Beauvoir manteve um relacionamento com o fil\u00f3sofo Jean-Paul Sartre<\/div>\n<p><small class=\"copyright\">Foto: Getty Images<\/small><\/p>\n<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Ainda entrando na adolesc\u00eancia percebeu que sua intelig\u00eancia pairava sobre a das suas colegas de escola e outros parentes pr\u00f3ximos, o que a levou a uma crescente solid\u00e3o da qual poucos a tiravam, como sua amiga predileta Elizabeth Le Coin (Zaza) e, mais tarde, aquele que lhe serviu inicialmente como tutor intelectual, o seu primo Jacques Champigneulle (que a apresentou aos poemas de\u00a0 Mallarm\u00e8 e outros modernistas menos enigm\u00e1ticos assim como os pintores da moda).\u00a0 O pai, ainda que advogado e funcion\u00e1rio graduado sem maiores ambi\u00e7\u00f5es era um leitor compulsivo e amante do teatro e das representa\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas quando revela seu discreto lado histri\u00f4nico, certamente a influenciou na sua inclina\u00e7\u00e3o pelo abstrato e no gosto pelos livros.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Bem ao contr\u00e1rio da maioria das meninas e mo\u00e7as da sua classe social e do seu tempo que seguiam obedientes os ditames e os interditos de uma educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica e aos mitos de um \u2018cristianismo m\u00edstico\u2019 que tinha por fim formar boas e \u2018respeit\u00e1veis esposas\u2019, \u2018mulheres direitas\u2019, d\u00f3ceis e crentes. E se isto n\u00e3o fosse alcan\u00e7ado, lhes restava a vida de solteira ou a clausura no convento.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">O futuro que a aguardava n\u00e3o as fazia escapar de um matrim\u00f4nio arranjado (sim, mesmo na Paris do s\u00e9culo 20, as fam\u00edlias cat\u00f3licas tramavam casamentos de conveni\u00eancia), administra\u00e7\u00e3o do lar, filhos, festas e f\u00e9rias com a fam\u00edlia, etc., causou-lhe crescente avers\u00e3o.\u00a0 Indignou-se que os interditos feitos \u00e0s mulheres em geral n\u00e3o era estendidos aos homens, como se eles pertencessem a outro planeta.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Os prim\u00f3rdios desta sua trajet\u00f3ria rumo \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o completa (negou-se a casar, ser dona de casa e a ter filhos) acha-se magistralmente relatado no livro <em>M\u00e8moires d&#8217;une jeune fille rang\u00e8e <\/em>, <em>\u2018Mem\u00f3rias de uma mo\u00e7a bem comportada\u2019 <\/em>, de 1958, escrito na plena maturidade da autora.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Este magn\u00edfico livro, que contou com afiada lembran\u00e7a da autora, \u00e9 literatura de alta elabora\u00e7\u00e3o. Serviu n\u00e3o apenas como testemunho da fa\u00e7anha pessoal dela em enfrentar os condicionamentos socio-religiosos de uma \u00e9poca \u2018e o destino abjeto que a aguardava\u2019. Funcionou, por igual, como uma esp\u00e9cie de roteiro no qual milhares de outras tantas mulheres, suas leitoras, dispersadas pelo mundo Ocidental, se inspiraram. Insatisfeitas com o dia-a-dia que as decepcionava, recorreram \u00e0 trajet\u00f3ria oferecida por Simone. O \u2018eterno feminino\u2019, t\u00e3o alardeado pelos rom\u00e2nticos e outros m\u00edsticos, tinha um prop\u00f3sito conformista. Uma capsula ideol\u00f3gica que obrigava as mulheres seguirem comportadas conforme o que o mundo masculino determinara. Era preciso romper com aquilo.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Por certo, inconscientemente,\u00a0ela seguia os prop\u00f3sitos dos famosos versos de Lou-Andreas Salom\u00e9 (1850-1937), umas raras mulheres admitidas como igual num meio majoritariamente masculino como aquele liderado por Sigmund Freud em Viena. Os versos de Lou praticamente s\u00e3o uma convoca\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o das mulheres:<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\"><em>Ouse, ouse&#8230; ouse tudo!!<\/em><\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\"><em>N\u00e3o tenha necessidade de nada!<br \/>\nN\u00e3o tente adequar sua vida a modelos,<br \/>\nnem queira voc\u00ea mesmo ser um modelo para ningu\u00e9m.<br \/>\nAcredite: a vida lhe dar\u00e1 poucos presentes.<br \/>\nSe voc\u00ea quer uma vida, aprenda&#8230; a roub\u00e1-la!<br \/>\nOuse, ouse tudo! Seja na vida o que voc\u00ea \u00e9, aconte\u00e7a o que acontecer.<br \/>\nN\u00e3o defenda nenhum princ\u00edpio, mas algo de bem mais maravilhoso:<br \/>\nalgo que est\u00e1 em n\u00f3s e que queima como o fogo da vida!!<\/em><\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\"><em>(Lou Salom\u00e9 &#8211; Reflex\u00f5es sobre o problema do amor.)<\/em><\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">A partir de Simone, milhares passaram a ambicionar uma vida diferente do que lhes programava a fam\u00edlia e a sociedade. Queriam independ\u00eancia, ser aut\u00f4nomas, ter sua profiss\u00e3o, seu sustento pr\u00f3prio, buscavam a felicidade e n\u00e3o a comodidade do lar sem sal em que a maioria delas vivia. Insistiam, como Simone o fez, no prazer de querer viver, \u2018de estar no mundo\u2019, de escolher e tra\u00e7ar elas pr\u00f3prias os caminhos a seguir em sua exist\u00eancia, ainda que assumindo os riscos decorrentes disto.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Os primeiros passos<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cInaugurei minha nova exist\u00eancia subindo as escadas da Biblioteca Sainte-Genevi\u00e8ve&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">O convento de Saint-Genevi\u00e8ve, na Place du Panth\u00e9on,\u00a0 desativado pela Revolu\u00e7\u00e3o de 1789, ficou sem destino por um bom tempo at\u00e9 que a prefeitura de Paris encarregou o arquiteto Henri Labrouste de transformar o belo pr\u00e9dio numa biblioteca. Obra realizada entre 1838-1858. Nenhuma solu\u00e7\u00e3o poderia ser melhor. Foi neste local magnifico com um impressionante acervo, n\u00e3o muito distante de onde Simone residia, que se transformou no templo da cultura da jovem estudante.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Subir aquelas escadas, disse a escritora, foi o passo mais decisivo em sua vida. L\u00e1, na sala de leitura, devorando a \u2018Com\u00e9dia Humana\u2019 de Balzac, e uma quantidade incont\u00e1vel de tantos outros cl\u00e1ssicos, come\u00e7ou a ser forjada uma das mais brilhantes cabe\u00e7as do s\u00e9culo 20. O contato dela com os grandes textos fez com que ela se sentisse suficientemente apta a frequentar as rodas intelectuais masculinas. Aquele seria o mundo dela.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Seus pais n\u00e3o faziam gosto dela seguir carreira no meio intelectual, mas n\u00e3o lhe criaram obst\u00e1culos maiores quando ela se decidiu seguir o Caminho das Letras. Formou-se em Filosofia e a seguir preparou-se para o aggregation, o rigoroso concurso p\u00fablico feito para o ingresso na Normale Supe, a \u00c9cole Normale Superieur, a mais prestigiada entidade francesa para as \u00e1reas humanas e cient\u00edficas (Louis Pasteur e o fil\u00f3sofo Henri Bergson foram um dos tantos g\u00eanios que por ela passaram) que formava a elite intelectual do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas outros tamb\u00e9m candidatos, Paul Nizan, Jean-Paul Sartre e Ren\u00e9 Maheu (este, ainda que casado, fora um esp\u00e9cie de namorado de Simone) compunham um grupo apartado do restante. (*)<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Inteligent\u00edssimos, sentiam-se a elite, aristocratas do pensamento. Os crescentes contatos que a jovem rec\u00e9m-formada fez com que reconhecessem nela uma parceira digna de privar com eles. Sartre sugeriu aos outros dois que Simone, ent\u00e3o com 21 anos, fizesse uma apresenta\u00e7\u00e3o privada de Leibniz para ajud\u00e1-los nas provas. Simone confessou que Sartre foi o primeiro homem que ela conhecera a intimidara intelectualmente.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">\u00c0quelas alturas ela j\u00e1 se indignava que o aborto fosse considerado crime, rejeitava as hierarquias, os valores correntes e as cerim\u00f4nias que distinguiam a elite, assim como a frivolidade dos amores burgueses. Sentiu ent\u00e3o uma forte compuls\u00e3o para colocar em palavras este sentimento cada vez mais ativo de rebeldia. Nascia a escritora.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Aprovados, Simone e Sartre, aquelas duas almas g\u00eameas fizeram um pacto (sentados num banco do Jardim Luxemburgo)\u00a0 de n\u00e3o se casar, de n\u00e3o ter filhos e de se dedicarem inteiramente \u00e0 filosofia. Seu compromisso era um Pacto pela Liberdade, uma rela\u00e7\u00e3o aberta que rejeitava qualquer amarra que os afastasse da atividade de pensar e naturalmente da escrita. Na \u00e9poca foi um esc\u00e2ndalo. Admitiam que um marido ou uma esposa tivessem amantes, mas jamais que um homem pudesse viver maritalmente com uma mulher das classes m\u00e9dias de estar com ela sem registro passado por um juiz de paz ou a ben\u00e7\u00e3o de um sacerdote.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Como palavra de ordem deixada \u00e0s demais mulheres, Simone escreveu no seu famoso ensaio \u2018O Segundo Sexo\u2019: \u201cN\u00f3s n\u00e3o nos deixaremos intimidar pelos ataques violentos dirigidos \u00e0 mulher nem deixar-se levar pelos elogios interesseiros que s\u00e3o destinados \u00e0 \u2018 verdadeira mulher\u2019&#8230;.<em>(&#8220;Deuxi\u00e8me sexe&#8221; : l&#8217;Introduction, La femme ind\u00e9pendante\u00a0)<\/em><\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\"><em>(*) Paul Nizan aderiu ao Partido Comunista, com quem rompeu em 1939 e morreu um ano depois como soldado franc\u00eas em Calais quando se deu a invas\u00e3o alem\u00e3 de 1940. Maheu tornou-se um alto burocrata que chegou a dirigir a UNESCO e Jean Paul Sartre, tornou-se Sartre.<\/em><\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Terra<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Simone de Beauvoir, expoente do feminismo, que teve um trecho de sua obra inclusa em uma quest\u00e3o do Enem<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":92891,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-92890","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/simone-de-beauvoir.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92890","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92890"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92890\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92891"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}