{"id":94484,"date":"2015-11-09T01:08:25","date_gmt":"2015-11-09T04:08:25","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=94484"},"modified":"2015-11-09T01:08:25","modified_gmt":"2015-11-09T04:08:25","slug":"banco-e-condenado-por-condicionar-promocao-a-renuncia-a-sindicato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/banco-e-condenado-por-condicionar-promocao-a-renuncia-a-sindicato\/","title":{"rendered":"Banco \u00e9 condenado por condicionar promo\u00e7\u00e3o a renuncia a sindicato"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\"><\/h2>\n<div class=\"clearFix\"><time datetime=\"2015-11-08T10:48-0200\"><\/time>Empresa que exige que funcion\u00e1rio renuncie a cargo no sindicato de sua categoria prejudica a carreira dele e viola o direito \u00e0 livre associa\u00e7\u00e3o sindical, garantido no artigo 8\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Com esse entendimento, a 2\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou um banco\u00a0a indenizar empregado de uma ag\u00eancia em Barra Mansa (RJ).<\/div>\n<div class=\"clearFix\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-94485 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bancos-caixas-eletronico-funcionando.jpg\" alt=\"bancos caixas eletronico funcionando\" width=\"470\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bancos-caixas-eletronico-funcionando.jpg 470w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bancos-caixas-eletronico-funcionando-300x147.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bancos-caixas-eletronico-funcionando-464x227.jpg 464w\" sizes=\"auto, (max-width: 470px) 100vw, 470px\" \/><\/div>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p>O banc\u00e1rio foi admitido como escritur\u00e1rio em 1989 e, em 1992, foi promovido a caixa, fun\u00e7\u00e3o exercida nos \u00faltimos 20 anos. Em 2007, o setor de recursos humanos deu parecer favor\u00e1vel a sua promo\u00e7\u00e3o, ressaltando que sempre teve \u00f3tima conduta pessoal e profissional e comprometimento com as atribui\u00e7\u00f5es do cargo. Todavia, segundo ele, seu superior prop\u00f4s que renunciasse ao cargo de dirigente sindical para somente depois pretender qualquer promo\u00e7\u00e3o no banco.<\/p>\n<p>Considerando que a conduta foi discriminat\u00f3ria, pois v\u00e1rios colegas contempor\u00e2neos foram promovidos, ajuizou reclama\u00e7\u00e3o trabalhista pedindo indeniza\u00e7\u00e3o pela perda de uma chance e ass\u00e9dio moral. O banco, em sua defesa, negou a discrimina\u00e7\u00e3o e afirmou que n\u00e3o era obrigado a promover o empregado, sustentando n\u00e3o haver prova de que ele estivesse qualificado para a promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo da Vara do Trabalho de Barra Mansa, diante das provas e depoimentos que confirmaram as alega\u00e7\u00f5es do banc\u00e1rio, condenou o banco a pagar indeniza\u00e7\u00e3o equivalente a cem sal\u00e1rios m\u00ednimos. O Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (RJ) manteve a senten\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Conduta antijur\u00eddica<\/strong><br \/>\nPara o relator do agravo pelo qual o banco pretendia trazer a discuss\u00e3o ao TST, desembargador convocado Cl\u00e1udio Couce de Menezes, o quadro descrito pelo TRT-1 evidenciou a antijuridicidade da conduta.<\/p>\n<p>&#8220;A n\u00e3o promo\u00e7\u00e3o do banc\u00e1rio em retalia\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o sindical representou conduta il\u00edcita intencional, o que pode ser deduzido pela progress\u00e3o dos colegas, gerando consequ\u00eancias danosas para o dirigente e a coletividade, servindo como advert\u00eancia aos demais&#8221;, afirmou. &#8220;Infelizmente, ainda presenciamos atos e procedimentos antissindicais, como o narrado neste caso, traduzidos em discrimina\u00e7\u00e3o, puni\u00e7\u00e3o ou despedida de dirigentes e ativistas sindicais ou, mais grave ainda, daqueles que simplesmente participaram de movimentos grevistas.&#8221;<\/p>\n<p>Cl\u00e1udio Couce lembrou que as rela\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o marcadas pela desigualdade, e apenas no plano coletivo o trabalhador obt\u00e9m resultados em suas reivindica\u00e7\u00f5es. &#8220;A precariedade, a flexibiliza\u00e7\u00e3o, o regime de instabilidade no emprego, a flutua\u00e7\u00e3o e o deslocamento das empresas j\u00e1 s\u00e3o suficientes para o enfraquecimento dos movimentos coletivos e sindicais&#8221;, observou. &#8220;Os trabalhadores n\u00e3o precisam da dose extra que \u00e9 a repress\u00e3o das atividades sindicais e da atua\u00e7\u00e3o de seus dirigentes&#8221;, concluiu. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresa que exige que funcion\u00e1rio renuncie a cargo no sindicato de sua categoria prejudica a carreira dele e viola o direito \u00e0 livre associa\u00e7\u00e3o sindical, garantido no artigo 8\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. 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