{"id":94866,"date":"2015-11-10T09:01:48","date_gmt":"2015-11-10T12:01:48","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=94866"},"modified":"2015-11-10T09:01:48","modified_gmt":"2015-11-10T12:01:48","slug":"iphan-relanca-livro-para-marcar-70-anos-da-morte-de-mario-de-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/iphan-relanca-livro-para-marcar-70-anos-da-morte-de-mario-de-andrade\/","title":{"rendered":"Iphan relan\u00e7a livro para marcar 70 anos da morte de M\u00e1rio de Andrade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-94867\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/10112015-capa_livro-300x201.jpg\" alt=\"10112015-capa_livro\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/10112015-capa_livro-300x201.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/10112015-capa_livro-459x307.jpg 459w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/10112015-capa_livro.jpg 580w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Em homenagem aos 70 anos da morte do escritor M\u00e1rio de Andrade, o livro\u00a0<em>O Turista Aprendiz<\/em>ser\u00e1 relan\u00e7ado pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) e pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), na pr\u00f3xima quinta-feira (12), na biblioteca que leva o nome do escritor, na capital paulista.<\/p>\n<p>Em\u00a0<em>O Turista Aprendiz<\/em>, o autor narra duas viagens pelo Brasil, o que representa o descobrimento de um pa\u00eds pouco conhecido e de culturas locais pouco disseminadas. \u201cEste \u00e9 um livro composto por um conjunto de cartas, cr\u00f4nicas, ensaios, que o M\u00e1rio de Andrade produziu ao longo de alguns anos sobre as viagens que ele empreendeu primeiro ao Norte do pa\u00eds, at\u00e9 a fronteira com Peru e a Bol\u00edvia, em 1927, e depois, em 1928, na viagem a alguns estados do Nordeste: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia\u201d, contou Luiz Philippe Torelly, diretor de Articula\u00e7\u00e3o e Fomento do Iphan.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma obra muito importante do ponto de vista da preserva\u00e7\u00e3o do nosso patrim\u00f4nio cultural. Foi uma das primeiras obras que ensinou aos brasileiros a olhar para o seu pr\u00f3prio pa\u00eds, a valorizar a sua cultura, as suas manifesta\u00e7\u00f5es e a mostrar que, embora estiv\u00e9ssemos t\u00e3o distantes, t\u00ednhamos tra\u00e7os em comum muito fortes. Esse \u00e9 o grande valor de\u00a0<em>O Turista Aprendiz<\/em>\u201d, disse Torelly.<\/p>\n<p>Na primeira viagem, o escritor teve a companhia da aristocrata do caf\u00e9 e mecenas dos modernistas Ol\u00edvia Guedes Penteado, de sua sobrinha Margarida Guedes Penteado e da filha de Tarsila do Amaral, Dulce do Amaral Pinto. Durante tr\u00eas meses, a partir de maio de 1927, seguiram do Rio de Janeiro a Iquitos, no Peru, navegando pelos rios Amazonas, Solim\u00f5es e Madeira.<\/p>\n<p>Na segunda, o escritor partiu sozinho para o Nordeste, em novembro de 1928, onde permaneceu at\u00e9 fevereiro do ano seguinte. L\u00e1, foi recebido por Ascenso Ferreira, Jorge de Lima, C\u00edcero Dias e C\u00e2mara Cascudo, entre outros. O contato com a floresta e com o sert\u00e3o, com as diversas pessoas e manifesta\u00e7\u00f5es culturais, incluindo a religiosidade, os folguedos, as dan\u00e7as, as m\u00fasicas, tiveram grande impacto em M\u00e1rio e consolidaram sua vis\u00e3o de nacionalidade abrangente.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 a d\u00e9cada de 20, os olhares sobre o pa\u00eds eram de duas naturezas. Primeiro, um olhar para a Europa, para al\u00e9m-mar, para os padr\u00f5es e refer\u00eancias europeias e, segundo, um olhar regional, local. O pa\u00eds era muito grande e as comunica\u00e7\u00f5es eram dif\u00edceis, ent\u00e3o n\u00e3o havia ainda um interc\u00e2mbio de valores, pr\u00e1ticas e experi\u00eancias culturais entre as diferentes regi\u00f5es e estados\u201d, disse Torelly. Segundo ele, as viagens e os escritos de M\u00e1rio tiveram o papel de mostrar a cultura e as tradi\u00e7\u00f5es locais aos brasileiros de todas as regi\u00f5es.<\/p>\n<p>A obra, que foi publicada pela primeira vez em 1976, n\u00e3o era reeditada h\u00e1 32 anos. A publica\u00e7\u00e3o conta com um novo projeto editorial e dois materiais in\u00e9ditos. O primeiro \u00e9 um CD com o acervo fotogr\u00e1fico de M\u00e1rio, o outro \u00e9 um DVD com o curta\u00a0<em>A Casa Do M\u00e1rio<\/em>, de Luiz Bargmann.<\/p>\n<p>O relan\u00e7amento da obra ser\u00e1 na Biblioteca M\u00e1rio de Andrade, Rua da Consola\u00e7\u00e3o, 94, quinta-feira (12), \u00e0s 20h. A entrada \u00e9 gratuita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em homenagem aos 70 anos da morte do escritor M\u00e1rio de Andrade, o livro\u00a0O Turista Aprendizser\u00e1 relan\u00e7ado pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) e pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), na pr\u00f3xima quinta-feira (12), na biblioteca que leva o nome do escritor, na capital paulista. 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