{"id":96771,"date":"2015-11-21T00:49:07","date_gmt":"2015-11-21T03:49:07","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=96771"},"modified":"2015-11-20T16:05:05","modified_gmt":"2015-11-20T19:05:05","slug":"a-professora-que-luta-para-valorizar-zumbi-em-escola-de-palmares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-professora-que-luta-para-valorizar-zumbi-em-escola-de-palmares\/","title":{"rendered":"A professora que luta para valorizar Zumbi em escola de Palmares"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">Fernanda da Esc\u00f3ssia<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/660\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/11\/19\/151119232920_sp_quilombola_1_640x360_thiagoalexandre_nocredit.jpg\" alt=\"(Foto: Thiago Alexandre)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\" style=\"text-align: justify;\"><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">\u00c2ngela Maria Nunes diz que aprendeu a gostar de seu povo, e hoje passa isso a alunos<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;L\u00e1 v\u00eam os negros do Muqu\u00e9m. Se fazem tanta quest\u00e3o do quilombo, por que n\u00e3o ficam l\u00e1?&#8221; Mais de 20 anos depois, frases assim ecoam na cabe\u00e7a da professora \u00c2ngela Maria Nunes, nascida e criada no Muqu\u00e9m, comunidade formada por fam\u00edlias de descendentes de quilombolas no interior de Alagoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era isso que ela e os amigos ouviam quando iam \u00e0 escola na sede do munic\u00edpio de Uni\u00e3o dos Palmares, na Serra da Barriga, a mesma regi\u00e3o onde por cerca de um s\u00e9culo resistiu o Quilombo dos Palmares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a queda do quilombo, em 1695, os negros que sobreviveram se espalharam. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o local, o Muqu\u00e9m surgiu quando cinco irm\u00e3s negras desceram a serra, se esconderam na \u00e1rea perto do rio (Muqu\u00e9m viria de amuquecar ou amoquecar, com o sentido de esconder-se, fugir) e ali passaram a viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lugar foi oficialmente reconhecido em 2005 pela Funda\u00e7\u00e3o Palmares como uma comunidade de remanescentes do antigo quilombo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As pessoas conheciam a hist\u00f3ria do quilombo e eu tamb\u00e9m. Mas n\u00e3o importava. \u00c9ramos os negros do Muqu\u00e9m, os negros do cabelo duro. Evitavam a gente, e abaix\u00e1vamos a cabe\u00e7a&#8221;, lembra \u00c2ngela, descendente direta de Camila Nunes, a primeira das cinco irm\u00e3s negras a chegar ao lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 37 anos, \u00c2ngela \u00e9 professora da educa\u00e7\u00e3o infantil na Escola Municipal Pedro Pereira da Silva, que funciona dentro da comunidade quilombola. A escola tem 382 alunos da comunidade do Muqu\u00e9m e 135 espalhados nos n\u00facleos da Serra da Barriga. Oferece at\u00e9 o 9\u00ba ano do ensino fundamental. N\u00e3o tem telefone, s\u00f3 internet.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/11\/19\/151119234516_sp_quilombola_5_640x360_thiagoalexandre_nocredit.jpg\" alt=\"(Foto: Thiago Alexandre)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Escola funciona dentro de comunidade quilombola remanescente de Palmares<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diretora, Maria Luciete Santos, que assumiu o posto em 2013, \u00e9 entusiasta da hist\u00f3ria local, mas relata dificuldades. Diz que, embora os jovens conhe\u00e7am a hist\u00f3ria, demonstram \u00e0s vezes desinteresse pelas tradi\u00e7\u00f5es negras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eles t\u00eam baixa autoestima. A gente tem feito um trabalho de autoestima para eles saberem a hist\u00f3ria e o quanto s\u00e3o importantes. N\u00e3o d\u00e3o valor ao que eles realmente s\u00e3o. Eles s\u00e3o remanescentes do quilombo de fato, v\u00eam de uma hist\u00f3ria das ra\u00edzes de Zumbi de fato e de direito. Mas n\u00e3o d\u00e3o valor&#8221;, conta a diretora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comunidade Quilombola do Muqu\u00e9m hoje abriga cerca de 170 fam\u00edlias, todas ou quase todas aparentadas, descendentes das cinco irm\u00e3s. Alguns membros da comunidade casaram-se com brancos, e h\u00e1 crian\u00e7as loiras na escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos jovens, segundo a diretora, ainda t\u00eam vergonha de suas tradi\u00e7\u00f5es, como a fabrica\u00e7\u00e3o de objetos de cer\u00e2mica, e dizem que n\u00e3o querem sujar as m\u00e3os de barro. Na batalha di\u00e1ria para conquistar alunos e pais, a escola investe em aulas e cursos que valorizam a hist\u00f3ria e tradi\u00e7\u00f5es negras, como dan\u00e7a do coco e capoeira. Em toda a rede municipal foi inclu\u00edda a disciplina Cultura Palmarina, com foco na hist\u00f3ria da cidade e do Quilombo dos Palmares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra descendente direta da fundadora Camila Nunes e, portanto, prima da professora \u00c2ngela, \u00e9 Albertina Nunes da Silva, merendeira da escola. Com o apoio da dire\u00e7\u00e3o, ela leva para a merenda ecos da culin\u00e1ria negra, como mungunz\u00e1 (um prato \u00e0 base de gr\u00e3os de milho, conhecido em boa parte do Brasil como canjica branca) e pir\u00e3o de peixe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 participando de um concurso de culin\u00e1ria quilombola com uma receita de fam\u00edlia herdada de Camila: a cabidela de peixe, um assado de forno em que a cabidela n\u00e3o \u00e9 feita com sangue, como na galinha, mas com uma mistura de legumes.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/11\/19\/151119233417_sp_quilombola_3_640x360_thiagoalexandre_nocredit.jpg\" alt=\"Foto: Thiago Alexandre\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Jovens t\u00eam vergonha de tradi\u00e7\u00f5es como a fabrica\u00e7\u00e3o de objetos de cer\u00e2mica, diz diretora<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Albertina presidia a associa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do Muqu\u00e9m quando a enchente de 2010 veio e arrastou as antigas casas do lugar, inclusive a dela. S\u00f3 uma coisa ela salvou das \u00e1guas, o t\u00edtulo de reconhecimento da comunidade como remanescente de quilombo, concedido pela Funda\u00e7\u00e3o Palmares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de 50 pessoas escaparam da enxurrada subindo na jaqueira que \u00e9 hoje um dos pontos mais visitados pelos turistas que v\u00e3o ao Muqu\u00e9m. As casas e a escola foram reconstru\u00eddas em outro local, mais longe do rio e fora da \u00e1rea de risco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 numa dessas casas coloridas que vive hoje a professora \u00c2ngela, a adolescente que n\u00e3o gostava de seu povo. No ensino m\u00e9dio, uma professora de hist\u00f3ria conseguiu convenc\u00ea-la de que a luta de Zumbi n\u00e3o faria sentido se ela tivesse vergonha de sua cor. &#8220;Eu odiava meu cabelo, minha pele. Aquela professora me ensinou a gostar de mim, e aprendi a gostar do meu povo&#8221;, relembra.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Por uma nova hist\u00f3ria<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Longe do Muqu\u00e9m, outros professores se esfor\u00e7am para contar a seus alunos uma vers\u00e3o mais justa da participa\u00e7\u00e3o do negro na constru\u00e7\u00e3o do Brasil. Em 2003, uma lei tornou obrigat\u00f3rio o ensino, em escolas p\u00fablicas e particulares, de hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira, a\u00ed inclu\u00edda a hist\u00f3ria da \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2008, uma nova modifica\u00e7\u00e3o tornou obrigat\u00f3rio tamb\u00e9m o estudo da hist\u00f3ria ind\u00edgena. Entre professores ouvidos, a opini\u00e3o un\u00e2nime foi de que, se o tema da cultura negra no Brasil cresceu de tamanho e import\u00e2ncia nos livros, a hist\u00f3ria do continente africano ainda \u00e9 pouco trabalhada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenador de vestibular do Col\u00e9gio QI, com unidades em v\u00e1rios bairros do Rio de Janeiro, o historiador Renato Pellizzari, 34 anos, avalia que o grande desafio \u00e9 tirar o estudo da \u00c1frica da vis\u00e3o euroc\u00eantrica, segundo a qual o continente s\u00f3 surge nos livros quando os portugueses iniciam sua expans\u00e3o colonial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pellizari entende que falta ainda um material mais direto sobre o tema, embora liste livros que t\u00eam ajudado no trabalho, como <i>A \u00c1frica na Sala de Aula: Visita \u00e0 Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea<\/i>, de Leila Leite Hernandez. As escolas tamb\u00e9m investem em cursos e palestras sobre o tema para capacitar os docentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma hist\u00f3ria contada pelo professor Marcos Dezemone, com passagens por v\u00e1rios col\u00e9gios particulares, d\u00e1 ideia do abismo racial no ensino privado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o faz muito tempo, num interc\u00e2mbio escolar Brasil-Fran\u00e7a, vieram para um col\u00e9gio do Rio v\u00e1rios alunos franceses, a maioria negros. Os alunos brasileiros se surpreenderam com o fato de haver negros entre os franceses. E os franceses, por sua vez, pensaram que tinham sido enviados para uma escola s\u00f3 de brancos&#8221;, relata ele, que leciona nos cursos de hist\u00f3ria da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e na UFF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Alunos \u00e0s vezes perguntam por que estudar \u00c1frica, mas \u00e9 preciso que saibam que o negro tem um papel fundamental na constru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Trouxe, por exemplo, t\u00e9cnicas de pecu\u00e1ria extensiva e minera\u00e7\u00e3o de ouro. Os africanos eram profundos conhecedores do trabalho com o ouro e j\u00e1 dominavam a t\u00e9cnica de pr\u00e9-aquecer o forno, hoje uma coisa banal para n\u00f3s&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Professor do turno noturno da Uerj, Dezemone destaca que a universidade, gra\u00e7as a uma lei aprovada em 2001, tem cotas raciais e para alunos de escolas p\u00fablicas, o que hoje lhe confere um perfil mais popular. H\u00e1 mais negros nos bancos escolares, inclusive no curso de Hist\u00f3ria. Muitos ser\u00e3o os primeiros de suas fam\u00edlias a possuir diploma universit\u00e1rio.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/11\/20\/151120000205_sp_quilombola_6_640x360_thiagoalexandre_nocredit.jpg\" alt=\"(Foto: Thiago Alexandre)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">\u00c2ngela e sua irm\u00e3 ser\u00e3o as primeiras da fam\u00edlia a se formar na faculdade<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Longe da Uerj, de volta ao Muqu\u00e9m, a professora \u00c2ngela chega para mais um dia de trabalho. Ela e a irm\u00e3 tamb\u00e9m ser\u00e3o as primeiras da fam\u00edlia a ter diploma universit\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c2ngela concluiu o magist\u00e9rio e cursa pedagogia na Uneal (Universidade Estadual de Alagoas). M\u00e3e de Henrique Fernando, de 9 anos, Nandiel, de 7, e Luiz In\u00e1cio, de 3, batizado em homenagem ao ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, \u00c2ngela diz que, desde seu tempo de escola, muita coisa mudou \u2013 principalmente ela mesma. Ainda sente o preconceito, mas tenta ensinar aos alunos e filhos o orgulho de suas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensa na professora de hist\u00f3ria que transformou sua forma de encarar a vida e come\u00e7a mais uma manh\u00e3 de aula. Se algu\u00e9m apontar seus filhos e alunos na rua, dizendo, &#8220;L\u00e1 v\u00eam os negros do Muqu\u00e9m&#8221;, quer que eles respondam sem abaixar a cabe\u00e7a, mas sim estufando o peito: &#8220;Sim, somos os negros do Muqu\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: BBC Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensa na professora de hist\u00f3ria que transformou sua forma de encarar a vida e come\u00e7a mais uma manh\u00e3 de aula. 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