{"id":97007,"date":"2015-11-23T02:19:22","date_gmt":"2015-11-23T05:19:22","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=97007"},"modified":"2015-11-23T02:19:22","modified_gmt":"2015-11-23T05:19:22","slug":"trabalho-urbano-esporadico-nao-derruba-direito-a-aposentadoria-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/trabalho-urbano-esporadico-nao-derruba-direito-a-aposentadoria-rural\/","title":{"rendered":"Trabalho urbano espor\u00e1dico n\u00e3o derruba direito \u00e0 aposentadoria rural"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato de um\u00a0 trabalhador rural exercer uma atividade urbana esporadicamente, para complementar a renda e melhorar a qualidade de vida de sua fam\u00edlia, n\u00e3o descaracteriza a condi\u00e7\u00e3o de segurado especial dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-97008 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/trabalho-escravo-464x155.jpg\" alt=\"trabalho escravo\" width=\"464\" height=\"155\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, a 5\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/trf-mantem-aposentadoria-especial.pdf\">determinou<\/a>que o Instituto Nacional do Seguro Social conceda aposentadoria a uma agricultora que teve o pedido negado administrativamente porque n\u00e3o teria conseguido provar que, de fato, sobrevivia da agricultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o INSS, o marido da agricultora exercia atividades urbanas, o que descaracterizaria o regime de economia familiar. Segundo a Lei da Previd\u00eancia Social (8.213\/91), o trabalhador rural pode aposentar-se sem ter contribu\u00eddo, desde que comprove que subsistia, juntamente com sua fam\u00edlia, da remunera\u00e7\u00e3o obtida no campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A agricultora buscou o direito judicialmente e apresentou testemunhas, que confirmaram sua vers\u00e3o de que o marido fazia apenas trabalhos eventuais na cidade e que ela ficava todo o tempo trabalhando na propriedade da fam\u00edlia, de onde o casal tirava seu sustento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o foi julgada procedente e o INSS apelou ao tribunal. Segundo o relator do recurso, desembargador federal Rogerio Favreto, &#8220;somente ser\u00e1 descaracterizado o regime de economia familiar caso reste comprovado que a remunera\u00e7\u00e3o proveniente do labor urbano do c\u00f4njuge importe em montante tal que dispense a renda do labor rural para a subsist\u00eancia do\u00a0grupo familiar&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a confirma\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, o INSS deve implementar o benef\u00edcio em at\u00e9 45 dias, bem como pagar os sal\u00e1rios atrasados desde a data do requerimento administrativo, ocorrido em novembro de 2012. O ac\u00f3rd\u00e3o foi lavrado na sess\u00e3o de 10 de novembro. <em>(Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TRF-4).<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conforme o INSS, o marido da agricultora exercia atividades urbanas, o que descaracterizaria o regime de economia familiar. 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