{"id":9701,"date":"2013-08-13T17:00:53","date_gmt":"2013-08-13T20:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=9701"},"modified":"2013-08-13T15:38:49","modified_gmt":"2013-08-13T18:38:49","slug":"cristina-iglesias-leva-sua-vegetacao-ficticia-a-casa-franca-brasil-leia-mais-sobre-esse-assunto-em-httpoglobo-globo-comculturacristina-iglesias-leva-sua-vegetacao-ficticia-casa-franca-brasil-948","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cristina-iglesias-leva-sua-vegetacao-ficticia-a-casa-franca-brasil-leia-mais-sobre-esse-assunto-em-httpoglobo-globo-comculturacristina-iglesias-leva-sua-vegetacao-ficticia-casa-franca-brasil-948\/","title":{"rendered":"Cristina Iglesias leva sua vegeta\u00e7\u00e3o fict\u00edcia \u00e0 Casa Fran\u00e7a-Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-9703\" alt=\"Cristina-Iglesias\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Cristina-Iglesias-300x225.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Cristina-Iglesias-300x225.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Cristina-Iglesias-409x307.jpg 409w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Cristina-Iglesias.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>A artista espanhola Cristina Iglesias entra em uma de suas instala\u00e7\u00f5es na Casa Fran\u00e7a-Brasil e pede:<\/p>\n<p>\u2014 Olhe para as palmeiras, olhe para o c\u00e9u, ou\u00e7a o som dos \u00f4nibus, escute a cidade.<\/p>\n<p>Conhecida por esculturas que dialogam com o contexto em que est\u00e3o inseridas, a artista instalou, no p\u00e1tio da Casa Fran\u00e7a-Brasil, a chamada \u201cHabita\u00e7\u00e3o dos abra\u00e7os\u201d (2005), um cubo aberto no teto, coberto de vidro esverdeado por fora e revestido, por dentro, com o que Cristina chama de \u201cvegeta\u00e7\u00e3o inventada\u201d \u2014 algo que j\u00e1 se tornou sua marca, esp\u00e9cie de assinatura da espanhola.<\/p>\n<p>Feita em p\u00f3 de bronze e resina, a floresta fict\u00edcia da artista corre pelas paredes da instala\u00e7\u00e3o a c\u00e9u aberto, forra dois po\u00e7os cheios d\u2019\u00e1gua dentro da institui\u00e7\u00e3o e invade o cofre da Casa Fran\u00e7a-Brasil, para a exposi\u00e7\u00e3o \u201cLugar de reflex\u00e3o\u201d, que ser\u00e1 aberta nesta ter\u00e7a, \u00e0s 19h, para convidados.<\/p>\n<p>As nove obras reunidas foram parte da retrospectiva que o Museu Reina Sof\u00eda, em Madri, dedicou a ela no in\u00edcio deste ano. \u00c9 a primeira vez que a espanhola, uma das mais conceituadas artistas contempor\u00e2neas de seu pa\u00eds, exp\u00f5e no Rio \u2014 mas n\u00e3o no Brasil: ela j\u00e1 teve mostra na Pinacoteca de S\u00e3o Paulo, em 2008, criou um cubo de espelhos na floresta para Inhotim, em 2010, e participou de coletiva na Casa de Vidro, em S\u00e3o Paulo, em 2012.<\/p>\n<p>Os endere\u00e7os das exposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o cruciais, j\u00e1 que seu trabalho se relaciona com o entorno. Assim, ela criou uma obra escult\u00f3rica marcante desde os anos 1980 ao propor percursos f\u00edsicos e mentais ao espectador por meio de labirintos que evocam natureza e arquitetura em composi\u00e7\u00f5es que ela mesma define como \u201cimposs\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>\u2014 Como a Casa Fran\u00e7a-Brasil \u00e9 um lugar com uma mem\u00f3ria e uma presen\u00e7a arquitet\u00f4nica muito fortes, escolhemos trabalhos cujo conjunto desenhe, digamos, todas as pautas da minha linguagem e que, ao mesmo tempo, sintetizem isso e ainda possam viver de forma independente \u2014 explica ela, enquanto percorre a pe\u00e7a central, \u201cHist\u00f3ria natural e moral das \u00cdndias (Santa F\u00e9 1 e 2)\u201d.<\/p>\n<p>Trata-se de uma s\u00e9rie de paredes vazadas. Atrav\u00e9s delas, v\u00ea-se o outro lado e, com elas, Cristina escreve um trecho de um livro do s\u00e9culo XVII, em que um padre relata o que viu e especula sobre o que poder\u00e1 ser descoberto \u201cnesse pa\u00eds maravilhoso, com tanto sol e frutas que, ent\u00e3o, n\u00e3o se conhecia na Europa\u201d, nas palavras dela.<\/p>\n<p>\u2014 A experi\u00eancia de caminhar e estar dentro das pe\u00e7as \u00e9 uma das preocupa\u00e7\u00f5es do trabalho, uma das minhas pesquisas e reflex\u00f5es. E quando falo em \u201creflex\u00e3o\u201d, penso no duplo sentido: o lugar em que se pensa e tamb\u00e9m o lugar que reflete \u2014 diz. \u2014 Trata-se de criar um lugar e tamb\u00e9m um passeio, uma viagem.<\/p>\n<p>De \u201cHist\u00f3ria natural&#8230;\u201d, o espectador chega ao que Cristina define como \u201cpra\u00e7a\u201d: l\u00e1 est\u00e1 um po\u00e7o, revestido outra vez por sua vegeta\u00e7\u00e3o inventada, pelo qual corre \u00e1gua, ora rapidamente, ora em ritmo lento (\u201cTrabalho aqui a quest\u00e3o da passagem do tempo\u201d, diz). No cofre da Casa Fran\u00e7a-Brasil, a vegeta\u00e7\u00e3o inventada pela artista \u201cinvade\u201d, outra vez, as paredes (\u201cDe novo, uso a imagem da parede, que revela e ao mesmo tempo esconde uma vegeta\u00e7\u00e3o que parece continuar indefinidamente\u201d, resume).<\/p>\n<p>H\u00e1, nas salas laterais da institui\u00e7\u00e3o, obras antigas da artista, que despontou nos anos 1990 e tem trabalhos em prestigiadas cole\u00e7\u00f5es, como as do Guggenheim, do Pompidou e da Tate. Nas pe\u00e7as mais antigas, a possibilidade de \u201cadentrar\u201d nas pe\u00e7as \u00e9 menor \u2014 elas s\u00e3o mais fechadas, como no trecho de concreto que parece descolar-se da parede na obra sem t\u00edtulo da s\u00e9rie \u201cMuro XVIII\u201d (1992). Ainda assim, Cristina j\u00e1 mostrava que a experi\u00eancia f\u00edsica do espectador no espa\u00e7o seria, a ela, sempre muito cara:<\/p>\n<p>\u2014 Me interessa ativar o olhar do espectador. Busco uma experi\u00eancia f\u00edsica que est\u00e1 obviamente relacionada com a mental, mas que te afeta. Algo que parece uma coisa e \u00e9 outra. Trabalho o real e a apar\u00eancia, e me interessa a percep\u00e7\u00e3o como um filtro que faz com que sintamos isso ou aquilo. (O Globo)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecida por esculturas que dialogam com o contexto em que est\u00e3o inseridas, a artista instalou, no p\u00e1tio da Casa Fran\u00e7a-Brasil, a chamada \u201cHabita\u00e7\u00e3o dos abra\u00e7os\u201d (2005), um cubo aberto no teto, coberto de vidro esverdeado por fora e revestido, por dentro, com o que Cristina chama de \u201cvegeta\u00e7\u00e3o inventada\u201d \u2014 algo que j\u00e1 se tornou sua marca, esp\u00e9cie de assinatura da espanhola.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9703,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[3225,3226,766],"class_list":["post-9701","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-cristina-iglesias","tag-franca-brasil","tag-vegetacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Cristina-Iglesias.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9701","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9701"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9701\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}