Foto: Cássio Oliveira / BlogImagem
Do JC Online
O site da revista Veja publicou ontem a informação que o ex-deputado federal e candidato a prefeito do Recife João Paulo (PT) virou réu em dois processos por improbidade administrativa.
De acordo com a Veja, na última terça-feira, a Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) acatou “por unanimidade de votos uma apelação do Ministério Público e recebeu uma ação de improbidade contra João Paulo por uma viagem de dezoito dias à China, Japão, Índia e França, em outubro de 2007 pafa com dinheiro do contribuinte”. Ele estava no penúltimo ano de seu segundo governo à frente do Recife.
Esse processo é decorrência de um pedido de informações feito pela deputada estadual Priscila Krause (DEM) quando era vereadora do Recife e integrava a oposição à gestão petista. Na briga pela prefeitura da capital pernambucana, a democrata hoje é adversária de João Paulo, do deputado Daniel Coelho (PSDB), do deputado estadual Edilson Silva (PSOL) e do prefeito Geraldo Julio (PSB), que tentará a reeleição.
Em relação à viagem feita por João Paulo, a Veja aponta que a acusação contra o petista afirma que ele “promoveu um verdadeiro turismo de eventos, implicando gastos de R$ 259.717 reais aos cofres públicos sem qualquer efeito concreto em favor da população”.
Ainda segundo a Veja, João Paulo é réu em outro processo por ter contratado “o Instituto de Pesquisas Sociais Aplicadas, sem licitação, no valor de 3,8 milhões de reais”. A publicação afirma que o juiz Haroldo Carneiro Leão, da Oitava Vara da Fazenda Pública de Pernambuco, se baseou em argumentos do Ministério Público e que os promotores Charles Hamilton Lima e Eduardo Cajueiro pedem que João Paulo “perca seus direitos políticos por até cinco anos e pague multa civil equivalente a cem vezes à sua remuneração como agente público na ocasião”.
DEFESA – João Paulo minimizou o assunto, frisou que está tranquilo e que mais esclarecimentos poderiam ser dados pelo advogado Henrique Wanderley, que não foi encontrado para comentar o assunto.
“Não é meu papel analisar a Justiça ou Priscila”, disse. O petista ressaltou que não vê relação da ação da Justiça com a proximidade da campanha eleitoral, mas advertiu que há um “ambiente político carregado”. “Essa campanha a gente sabe como começa, mas não como termina. Vai ser uma guerra”, falou.
Priscila Krause comentou a decisão da Justiça. “‘Esse é o resultado que a gente fez e faz de vigilância. Não sei a questão do trâmite, mas espero que tudo seja averiguado. O ideal é que fosse de forma mais céleres, mas é um resultado positivo mesmo que demorado. Os atos podem ter consequência”, declarou.

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