João Paulo foi mais um petista agredido em recinto público por um adversário confesso do seu partido. Antes dele, os ex-ministros Guido Mantega e Alexandre Padilha foram hostilizados em restaurantes de São Paulo e o ex-senador Eduardo Suplicy numa livraria. Sem contar também a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), aliada dos petistas, agredida no aeroporto de Curitiba na semana passada quando aguardava um voo para Brasília. Esses são exemplos de intolerância que passaram a existir nos meios políticos em decorrência da Operação Lava Jato, lembrando que os intolerantes não são apenas os antipetistas. Petistas também têm dado provas de radicalismo em relação a seus adversários, conforme se viu, na semana passada, na Comissão de Educação do Senado. O senador Cristovam Buarque (PP-DF) foi obrigado a encerrar uma audiência pública porque uma claque do PT que estava lá passou a chamá-lo de “golpista”.
A agressão que o PT queria
A tentativa de agressão a João Paulo, a menos de mês das eleições, pode ser positiva para ele, eleitoralmente falando. Há precedentes que comprovam que as vítimas de agressão geralmente aumentam seus votos. Um deles teve como protagonista o então deputado Clodoaldo Torres, hoje secretário da prefeitura de Olinda. Ele foi o campeão de votos em 82 para a Alepe após levar um tiro no bairro de Afogados.

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