UPAE/IMIP de Petrolina destaca: o acesso à fisioterapia é um direito das pessoas com deficiência
De acordo com a Constituição Federal de 1988, “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação”. A garantia desse direito também faz parte da luta das pessoas com deficiência, sendo o acesso à fisioterapia um dos aspectos mais importantes, pois além de promover a reabilitação e devolver a independência funcional, promove a inclusão/reinclusão social.
Aproveitando a semana em que se comemora o “Dia Nacional da Pessoa com Deficiência – 21 de setembro”, a Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE/IMIP) ressalta que esse direito é assegurado na instituição. “O serviço de fisioterapia atende mais de mil usuários por mês com as mais diversas patologias e tipos de deficiência. Nós atuamos no sentido de reabilitar esse paciente, fazendo com que ele recupere funções motoras ou aprenda a viver da melhor maneira com as suas deficiências. Dessa forma, conseguimos melhorar a qualidade de vida, a autoestima e incluir socialmente”, avalia a fisioterapeuta Rosemary Gonçalves.
Em 3 anos, muitos são os casos de sucesso da Unidade, como o de Josivan Souza. “Ele sofreu um acidente de carro, teve uma perna amputada, os movimentos dos braços limitados e ainda sofria o risco de mais uma amputação em um dos membros superiores. Através da fisioterapia feita aqui, ele conseguiu se recuperar, já voltou a dirigir e está fazendo a adaptação para o uso de prótese. Sem dúvida, a gente fica feliz em poder contribuir e trazer uma pessoa de volta à vida ativa”, relata Rosemary.
De acordo com o Programa Mundial para Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), a reabilitação é um processo que tem como objetivo permitir que uma pessoa com deficiência alcance o nível físico, mental e/ou social funcional ótimo, proporcionando meios de modificar a sua própria vida; podendo compreender medidas que compensem a perda de uma função ou uma limitação funcional, com a ajuda de técnicas que facilitem os ajustes ou reajustes sociais. “Precisamos entender que a pessoa com deficiência pode aprender a conviver com suas limitações e ser reabilitada. Por isso, a fisioterapia é de extrema importância nesse aspecto”, acrescenta a profissional Misia Ferraz.
Os usuários reconhecem a importância desse trabalho, que também envolve crianças com microcefalia. O Lucas Gabriel Alves de Freitas, de 10 meses, está evoluindo bastante, como afirma a mãe Analice de Freitas. “Ele já está com a musculatura mais firme e segurando o pescoço. Toda conquista é comemorada por nós. Se o Lucas conseguir simplesmente sentar sozinho será maravilhoso”, acredita. Caso semelhante é o de dona Benta Evangelista. O filho dela, Gildemar Neto (44), sofreu um AVC há 4 anos. Logo após o incidente, Gilmar não realizava nenhum tipo de atividade sozinho e vivia em uma cama. Com o trabalho de reabilitação, o filho de dona Benta atualmente consegue andar de muleta e “se virar” no dia a dia. “É uma alegria sem tamanho ver essa recuperação”, admite.
O serviço de fisioterapia da UPAE/IMIP de Petrolina funciona de segunda à sexta-feira, das 7 às 18h, e dispõe de 4 profissionais. Por dia, cada fisioterapeuta atende, em média, 20 pacientes. Cada sessão dura aproximadamente 40 minutos. Para ter acesso é preciso uma avaliação médica do posto de saúde e um encaminhamento via Secretaria Municipal de Saúde.



























