Trabalhadores de Juazeiro protestam contra a PEC que limita gastos

Da Redação/Thalita Bezerra

A manhã desta sexta-feira (11) foi marcada por manifestações em Juazeiro contra a proposta de emenda constitucional a PEC 241, que no Senado mudou para PEC 55 e que prevê o congelamento dos investimentos públicos para os próximos 20 anos. Trabalhadores das áreas da educação, saúde, comércio, estudantes, associações e demais categorias paralisaram suas atividades em adesão ao Dia Nacional de Greve, organizada pelas organizações Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo.

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Renato Sena

O presidente do Sindicato dos Comerciários de Juazeiro, Renato Senna, destacou que as manifestações significam a revolta popular contra o retrocesso imposto pelo governo Michel Temer. “Essa sexta-feira foi o Dia Nacional de Greve e Paralisações contra a PEC que congela o orçamento, contra o desmonte da Previdência e os ataques à Consolidação das Leis de Trabalho. Não podemos aceitar isso”, disse Renato.

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Gilmar Ney

O diretor da APLB/Sindicato de Juazeiro, Gilmar Nery, disse que os trabalhadores em educação se juntaram com demais trabalhadores para dizer não as propostas impostas pelo atual governo. “Todos os trabalhadores precisam apoiar a luta contra a PEC 55, conhecida como ‘PEC da morte’ e se engajar nesta luta. O Governo Temer é golpista e veio para atender interesses do capital e com isso deixando de lado o social, a educação já teve vários avanços nestes anos e neste momento a gente ver como uma ameaça grave e eminente ao plano nacional da educação”.

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Ainda assim, ele alertou à parte da categoria que não compareceu ao movimento. “Não adianta o trabalhador parar e programar uma viagem, ir ao shopping, resolver seus problemas pessoais neste dia de luta, isso não é dia de folga e sim dia de discussão. O trabalhador que faz isso está praticando um ato de corrupção, ele está mentindo para escola, sindicato e seus colegas. Vamos sair da zona de conforto e levantar a bandeira da rua, o que vem por aí é muito perigoso e prejudicial para todos os trabalhadores”, lamentou Gilmar.

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Cícero Sales

Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juazeiro – Sinserp, Cícero Sales, avaliou o movimento e disse que os trabalhadores atenderam o chamado. “Conseguimos trazer quase que 100% dos sindicatos hoje para o movimento. Os trabalhadores precisam está consciente do que é esta PEC 241 que hoje é a PEC 55 e as malvadezas que constam nela, não aceitaremos nenhum direito a menos. Não estamos satisfeitos com as medidas que o governo vem tomando e vamos nos unir e lutar pelos nossos direitos”, disse Cícero.

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Concentração no Sinserp

“A PEC 55 prevê o congelamento dos investimentos públicos para os próximos 20 anos. A medida irá impactar diretamente nos recursos destinados pela União à áreas como saúde e educação, já que os repasses do orçamento serão reajustados apenas de acordo com a inflação do ano anterior. Vai ser um caos geral e nós não podemos permitir que isso aconteça, isso é rasgar a constituição, retroceder e exterminar a classe trabalhadora”, lamentou Sales.

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Os trabalhadores rurais reforçaram a luta
Maribaldes Silva
Maribaldes Silva

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Presente no ato, o Presidente do Sindicato dos Bancários de Juazeiro, Maribaldes da Silva, disse que a categoria também é contra. “Esse governo é golpista e só vem colocando projetos contra os trabalhadores, temos que barrar esse congelamento de investimentos na saúde e na educação que só atingirá o trabalhador, a exemplo, do filho do pobre que está precisando, não podemos deixar isso acontecer, estamos na luta e iremos fazer outras manifestações”, concluiu.

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Em outras ocasiões, o movimento sindical na Bahia era mais combativo

O movimento em Juazeiro, Petrolina e capitais de todos o país não foi o esperado. Isso significa o resultado do desgaste da esquerda que não consegue levar o povo para as ruas através de sindicatos para impedir a aprovação de um projeto danoso à sociedade. Quem mais será prejudicado com a aprovação da PEC é o trabalhador ignorante, que mesmo sabendo do grave problema fica em suas casas ou em mesas de bares dando risada de sua própria miséria.

Diante da gravidade da situação, até a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (FRENTAS) lançou contra contra a aprovação do projeto.

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