A Câmara Federal pode até ter seus defeitos, mas seus 513 componentes foram eleitos pelo voto popular
Recentemente, ao opinar sobre a queda de Geddel Vieira Lima do ministério de Michel Temer, o ex-presidente FHC reconheceu a fragilidade do atual governo, carente de apoio popular, mas fez uma observação: “O importante é atravessar o rio. Essa ponte pode ser uma pinguela, mas é o que temos”. Na visão dele, o mais lúcido e esclarecido político brasileiro na atualidade, o governo Michel Temer pode ser fraco, em razão das circunstâncias em que foi constituído, “mas é o que temos”. Por isso, beira a raia da irresponsabilidade movimentos encabeçados pelo PT e o PSOL em defesa do impeachment do atual presidente por suposto crime de responsabilidade. O país aguenta trocar de presidente a cada seis meses? Isso vale também para procuradores da República que tentaram impor ao Congresso um pacote de medidas anticorrupção que saiu da cabeça deles. A Câmara que o emendou não presta? Pode até ser. Mas é o que temos.
























