Congresso de oncologia discute uso de robótica no tratamento do câncer

Rio de Janeiro – O Congresso Internacional Oncologia D’Or chega à quinta edição olhando para o futuro e discutindo o presente. Cerca de 4 mil pessoas (incluindo 16 palestrantes internacionais) estiveram no Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca (RJ), para aprende​​r como o câncer é tratado ao redor do mundo e os impactos das novas tecnologias no dia a dia de médicos e pacientes.

Durante dois dias de evento, falou-se sobre vários tipos de câncer: pulmão, mama, gástricos, neuro, ginecológico e hematológicos, além de outros assuntos como radiologia, medicina nuclear, pesquisa clínica e robótica.

A robótica foi um dos assuntos mais abordados e apareceu em vários dos painéis.O uso de uma máquina que faz a cirurgia (o médico a opera longe do paciente) é considerada uma prática bastante moderna. Diferentemente da laparoscopia, as “mãos” do robô são mais flexíveis e com mais instrumentos disponíveis. A utilização de fios menos grossos, por exemplo, é outra boa inovação.

A tecnologia (ainda cara) impõe desafios ao médico, que precisa passar por processo de capacitação. O resultado para o paciente é um procedimento mais rápido e com menos efeitos colaterais por se tratar de uma cirurgia menos invasiva.

Reduz o tempo de internação e o paciente tem menos sangramento e dor

Andrea Melo, ginecologista

A inovação também permite aos cirurgiões uma nova gama de possibilidades e recursos para melhorar ainda mais a performance durante o procedimento. “A cirurgia robótica não se insere como um novo brinquedo, mas para nos ajudar em questões complexas, a trazer menor morbidade”, afirma o oncologista Rubens Sallum.

Operar é sempre a solução?
Na discussão sobre câncer de mama, o oncologista Eduardo Millen lançou um tema para reflexão. A palestra “Mastectomia bilateral com reconstrução: indicamos mais do que deveríamos?” questionou se o avanço nas cirurgias de reconstrução mamária acaba tornando a mastectomia um caminho mais popular.

“Conseguimos bons resultados com cirurgias menos complicadas e que custam menos”, opina o médico. Segundo ele, é preciso prestar atenção no tipo de câncer e no perfil da paciente antes de decidir por um tratamento radical.

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