Técnicos do setor elétrico apontam precipitação na venda da Eletrobras

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Técnicos da Gestão Integrada do São Fransciso (Gisf) produziram um documento que aponta, segundo eles, uma precipitação do governo do presidente Michel Temer (MDB) ao colocar em pauta o projeto de privatização da Eletrobras e suas subsidiárias, incluindo a Chesf, antes do estabelecimento do novo Marco Regulatório do Setor Elétrico brasileiro.

“As mudanças contempladas no Novo Marco Regulatório podem alterar significativamente os resultados das empresas a curto/médio prazos e sua discussão, já em andamento há mais de dois anos, deverá se prolongar no âmbito do Congresso Nacional”, afirma o documento.

Para eles, a discussão “está invertida e “com incertezas e riscos para o futuro das empresas”. Com o título “Estão colocando o carro na frente dos bois”, o documento elenca “alguns princípios básicos” que deveriam ser atendidos na “forma mais adequada” de abordar a privatização do setor. De acordo com técnicos da Gisf, a discussão deveria começar pelo estabelecimento do novo Marco Regulatório com a definição do novo modelo, deixando claro os riscos a serem enfrentados pelos investidores do setor.

Apenas a partir disso, na avaliação deles, o governo poderia discutir a “possibilidade ou não de alteração do controle acionário total ou parcial do Grupo Eletrobrás”.

“Não há dúvida que a atratividade dos investidores, por um eventual processo de modificação do controle acionário total ou parcial do Grupo Eletrobrás, será profundamente reduzida face às incertezas quanto à aprovação dos novos conceitos regulatórios que esta proposta introduz”, argumenta.

“Diante da incerteza que se apresenta, a prudência recomenda, mais uma vez, que se trabalhe no sentido do geral para o particular, do global para o especifico, afim de que sejam obtidos resultados mais adequados para o processo e para a sociedade como um todo, afinal o custo do arrependimento pode ser elevado. Ainda há tempo de redirecionar as ações. Do jeito em que está, estão colocando o carro na frente dos bois…”, finaliza.

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