
Às vezes, livrar-se das olheiras parece um desafio. Mas tem como! (Foto: Anatolii Riepin/Shutterstock)
Notou uma mancha escura ao redor dos olhos? Pois é melhor ler esta matéria antes de correr para a farmácia para comprar um creme clareador de olheiras. Isso porque existem muitas causas para esse fenômeno, e cada uma exige um tratamento diferente.
Primeiro, há as olheiras amarronzadas, provocadas pelo excesso de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Essas podem ser genéticas – certos povos, como os árabes e indianos, têm tendência a elas – ou facilitadas pelo excesso de sol e pela coceira. “A fricção favorece o depósito de melanina no local”, explica Tatiana Gabbi, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Também é comum encontrar olheiras azuladas ou roxas. Essas têm origem nos finos vasinhos sanguíneos que irrigam a região. “Eles podem aumentar de tamanho por diversos motivos, tanto genéticos quanto factuais, e ficarem mais aparentes”, detalha Caio Lamunier, dermatologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Como a pele dali é muito fina e, logo, mais transparente, qualquer alteração vascular ou de pigmentação fica bem visível.
Pessoas com alergias como rinite e sinusite ou ainda com a derme muito clara são as mais atingidas pelas olheiras vasculares. Mas elas também surgem depois de uma noite maldormida. “Durante o sono, ocorre uma drenagem linfática na região. Quando isso não acontece, surge um inchaço que deixa os vasinhos maiores e mais nítidos”, aponta Tatiana.
É por isso que cansaço é sinônimo de olheira e realça todas as versões dessa chateação, inclusive a relacionada com o formato do rosto. Sim, isso também existe.
“Pessoas podem ter uma anatomia que diminui o volume de gordura local, e essa falta provoca ali uma sombra profunda”, conta Emilly Albernaz, dermatologista da Clínica Goa, no Rio de Janeiro. Outra situação em que isso ocorre é com a idade, que favorece a perda de gordura da região e a flacidez.


























