Trabalhadores de UBS em Juazeiro levam calote

Da Redação do AP

O ano de 2018 para o prefeito Paulo Bomfim (PCdoB) não foi tão bom como vem sendo destacado pelo mesmo nas emissoras de rádio da cidade e em blogs neste final de ano. O sofrimento da população está estampado em todos os lugares, são reclamações que partem da sede e da zona rural. E como se não bastasse, o governo vem sempre se atrapalhando em suas respostas olhando sempre pelo retrovisor em atacar grupos políticos anteriores ao do seu líder, Isaac Carvalho (PCdoB) alegando que encontrou o município ‘com um deficit [no atraso] em obras com mais de 50 anos’, e que muito foi feito, como se os antecessores fossem apenas figuras decorativas em não terem a competência  de colocar uma pedra no meio de rua em mais de 130 anos de história do município. Os ataques dos forasteiros tem provocado a ira de muitos filhos da terra.

A reportagem do AP manteve contato com um empreiteiro que foi convidado por um preposto da Prefeitura Municipal para prestar serviços na execução das obras de construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) que fica localizada dentro do abandonado espaço do Ginásio de Esportes. O relato triste do mini-empresário mostra a verdadeira face de como a administração do prefeito Paulo Bomfim trata a coisa pública e as pessoas que lutam pela sobrevivência.

“Eu e minha equipe de seis homens fomos convidados à prestarmos serviços na construção do prédio da UBS do Novo Encontro. O responsável pela execução da obra (um empreiteiro) nos garantiu que o dinheiro era certo, que saia por quinzena. Então foi fechado o acordo, mas nunca cumpriu com a palavra porque a prefeitura não repassava para a empresa”, lamentou o trabalhador que evitou não citar o nome.

Ele informou que a condução administrativa da obra pela empreiteira era desorganizada. “Tinha dia que tinha serviço, outro parava, era tudo bagunçado”. Desolado e sem saber o que fazer, o trabalhador e seus homens começaram a entrar em desespero.”Diante da situação ficamos apenas um mês e até hoje não pagaram o que nos devem. Eles sempre nos enrolava em dizer que o dinheiro iria sair mais tarde, amanhã, no outro dia cedo, e nada. Nunca chegou este dinheiro, e a gente preocupado porque temos famílias, pagar nossas contas e colocar comida na mesa para nossos filhos”, falou emocionado.

Ele ainda afirmou que foi obrigado a tirar dinheiro do próprio bolso, adquirido do suor derramado de outros serviços, para honrar com os trabalhadores. “Não tinha sossego na minha casa e no trabalho com eles me cobrando, fui obrigado a pagar até o último centavo. Agora gostaria de saber se falta dinheiro no bolso do prefeito e seus secretários”.

De acordo levantamentos da reportagem do AP, esta foi a segunda vez que a obra da UBS do Novo Encontro foi abandonada. Por um lado consta que o Governo Federal fez o repasses, mas a administração municipal, por sua vez, nega. “O serviço ficou inacabado e tudo está abandonado no meio do tempo”, lamentou.

A reportagem ainda recebeu a informação de que trabalhadores estariam sendo obrigados à venderem o material para tentarem cobrir cobrir despesas, e assim comprar alimentos para suas casas. “Eu não sei sobre isso”. O trabalhador concluiu afirmando que “eles ainda prometeram que a obra iria retornar mesmo nos devendo”. A obra está orçada em R$ 664.816,11 e com previsão de conclusão para o dia 25 de outubro de 2017.

Mais descaso

A reportagem do AP obteve ainda informações sobre mais outro descaso praticado pela administração da ‘mudança’, sendo que desta vez é com relação ao fechamento e abandono do prédio onde funcionou 81ª Junta Militar de Serviços. Com o fechamento da junta, o local está servindo de depósito para material de construção, sendo que por algumas vezes já foi arrombado por ladrões quando levaram material. Em época de festa do vaqueiro, o local se transforma em bar e restaurante.

Mais sobre o assunto

O prédio abandonado da UBS está servindo de esconderijo para  usuários de drogas, bandidos, sanitário público e motel. A noite o perigo aumenta devido a escuridão e por ser deserto. Por várias vezes policiais militares foram acionados por moradores, ou fazem rondas rotineiramente por saberem que naquela região do bairro existe muitas pessoas perigosas com passagens pela justiça.

Esta e outras obras foram paralisada em pleno ano eleitoral em Juazeiro causando um prejuízo enorme a sociedade.

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