Evo Morales: está provado que o golpe foi dado para roubar o lítio da Bolívia

Ex-presidente da Bolívia, Evo Morales

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou estar provado que o golpe na Bolívia, ocorrido no ano passado, ocorreu pelo interesses no lítio do país, após o bilionário Elon Musk afirmar que golpeará quem quiser.

Após ser criticado por envolvimento no golpe na Bolívia, o bilionário Elon Musk, um dos homens mais ricos do mundo, CEO da Tesla e da SpaceX, reagiu a um comentário de um seguidor afirmando que não é do interesse do povo norte-americano “o governo dos EUA organizando um golpe contra Evo Morales na Bolívia” para que ele “possa obter lítio”. Musk afirmou: “nós iremos golpear quem quisermos. Lidem com isso!”

Armani
@historyofarmani

Jul 24, 2020

Replying to @elonmusk

You know what wasnt in the best interest of people? the U.S. government organizing a coup against Evo Morales in Bolivia so you could obtain the lithium there.

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Elon Musk
@elonmusk
We will coup whoever we want! Deal with it.
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Para Evo Morales, a declaração é mais uma “prova de que o golpe foi dado pelo lítio boliviano”. “Defenderemos sempre nossos recursos”, reforçou o ex-presidente, que foi deposto pelo golpe militar no ano passado.

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Evo Morales Ayma
@evoespueblo
.@elonmusk, dueño de la fábrica más grande de autos eléctricos, dice sobre el golpe de Estado en #Bolivia: “Nosotros golpearemos a quien queramos”. Otra prueba más de que el golpe fue por el litio boliviano; y dos masacres como saldo. ¡Defenderemos siempre nuestros recursos!

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“Mais de 50% dos depósitos de lítio globais se encontram no ‘Triângulo do Lítio’ – com fontes do material concentradas na Argentina, Bolívia e Chile. Os desertos montanhosos da Bolívia – o Salar de Uyuni – têm de longe as maiores reservas conhecidas”, segundo reportagem do Brasil de Fato.

Morales denunciava, quando estava no poder, que o lítio não deveria ser vendido a multinacionais. Após o golpe, a tendência, como acenou o candidato a vice da atual presidente usurpadora Jeanine Áñez, é a abrir as portas para que empresas como a Tesla explorem o recurso no país.

O empresário boliviano Samuel Doria Medina, candidato a vice de Áñez, defendeu, com a possível vinda da Tesla para a América do Sul, a  construção de “uma gigante fábrica no Salar de Uyuni para fornecer baterias de lítio”.

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