Bruno diz concordar com toque de recolher do governo e cogita endurecer restrições na capital
Prefeito afirma que a gestão municipal atuará para que o decreto estadual seja cumprido

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou nesta quarta-feira (17) concordar o decreto de toque de recolher anunciado pelo governador Rui Costa (PT) e disse que não descarta adotar medidas mais duras para conter o avanço no número de casos de Covid-19 na capital. O chefe do Executivo assegurou ainda que a gestão municipal atuará para que o decreto estadual seja cumprido.
“Os decretos estaduais se sobrepõem aos decretos municipais. Concordo com a medida que o governador tomou ontem [terça-feira]. Então das 22h às 5h da manhã, ninguém na rua. Vou ter que reforçar mais as equipes, contratar mais pessoas. Isso, na prática, representa fechar bares, restaurantes e todo o comércio às 22h. Conforme estabelecido o decreto, o que cabe à prefeitura? Interditar e cassar alvará”, declarou o prefeito em uma coletiva de imprensa.
Ao justificar a possibilidade de retomar medidas restritvas mais duras, Bruno Reis mencionou que, nas últimas 24 horas, as UPAs da capital tiveram recorde de pacientes à espera de regulação para UTIs destinadas ao tratamento do novo coronavírus.
“Eu não descarto, até sexta-feira, a gente ter que anunciar medidas mais duras e necessárias em nossa cidade. Para vocês terem ideia, nessas últimas 24 horas nós batemos recorde em Salvador de demandas por leitos de Covid. Foi um total de 97 solicitações. No auge da pandemia, na primeira onda, o dia que nós tivemos a demanda maior foram 60 regulações. Ontem nós regulamos 60 pacientes e tem mais 34 aguardando nesse momento: 19 leitos de enfermaria, uma pediátrica e 14 leitos de UTI, além de 12 que estão em transporte e um que foi aceito e iniciaria transporte. Isso totaliza 97 solicitações em 24 horas”, detalhou.


























