O assunto vem sendo comentado há algumas semanas, mas está longe de sair do papel. Isso porque faltam Organizações Sociais de Saúde (OSS) interessadas em gerir a unidade.
As OSS são instituições filantrópicas do terceiro setor, sem fins lucrativos, responsáveis pelo gerenciamento de serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde.
No ano passado, o Governo do Estado firmou parceria com a OSS do Hospital Tricentenário, para administração dos leitos abertos na Maternidade Brites de Albuquerque, em Olinda, e com o IMIP, para o Hospital de Referência à Covid-19 (antigo Alfa), em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Mas, agora, a gestão não está tendo sucesso.
“Já colocamos o edital na rua por duas vezes para seleção da organização social que iria cuidar do projeto e, infelizmente, não apareceu nenhuma organização social interessada”, disse o secretário de Saúde do Estado, André Longo, em coletiva de imprensa remota, nesta quinta-feira (11).
Cogita-se que a dificuldade em encontrar uma OSS para administrar o hospital de campanha nos Coelhos possar estar relacionada a contratempos ocorridos no ano passado, com operações da Polícia Federal em unidades ligadas, principalmente, às prefeituras do Recife e do Jaboatão dos Guararapes.
“É certo que aquela caça às bruxas que houve em relação a essas organizações naquele período que se abriu hospitais de campanha, com operações, pode ter gerado um temor nessas organizações sociais em relação a esse novo projeto lançado. Mas a gente não pode relacionar diretamente uma coisa com a outra. O que a gente sabe é que lançamos por duas vezes o projeto e foi deserto”, pontuou Longo.
“Estamos procurando seguir todas as recomendações dos orgãoes de controle. Temos conversado, inclusive, com o Tribunal de Contas para que faça o acompanhamento desse processo”, completou o gestor.
As OSS recebem custeio mensal não só pelo atendimento ao paciente, mas para todos os processos, desde a contratação de pessoal, procedimentos e serviço de apoio diagnóstico até o custeio de água e luz, equipagem e abastecimento de insumos básicos. É previsto que haja prestação de contas regulares e, se necessário, ao final do contrato, o ressarcimento ao Estado de valores não utilizados.
Longo disse que o Governo do Estado segue tentando o acerto com uma Organização Social de Saúde, mas que existe um prazo viável para isso.
“Se não aparecer interessado, infelizmente ele vai ser deixado de lado e vamos continuar abrindo leitos nas unidades já existentes e em outras que estamos prospectando. Estamos insistindo ainda, mas, enquanto isso, já abrimos uma quantidade de leitos em quantidade superior ao projeto do hospital de campanha. E vamos continuar abrindo leitos, independente do hospital de campanha”, concluiu.



























