
O governador Paulo Câmara vinha avaliando com sua equipe a possibilidade de adotar medidas mais rígidas para evitar a escalada de contágio da Covid-19 em Pernambuco. Apesar de relutar um pouco, haja vista a preocupação também com a economia, o governador enfim anunciou a decisão de adotar o que chamou de quarentena pelos próximos onze dias no sentido de reduzir o aumento de casos e de mortes por conta da pandemia.
A medida não agrada nem mesmo ao governador, que a partir do momento em que restringe o funcionamento do comércio, reduz por tabela a arrecadação do estado, sobretudo porque neste momento há um aumento significativo do custeio da máquina pública para combater a pandemia com a abertura de leitos de UTI, ofertar crédito para empresas e ainda abrir mão de receita com a prorrogação do ICMS por quatro meses.
Porém, a medida se faz extremamente necessária não só por conta da escalada de casos, como também da ausência de cuidado de parte da população que não adota o distanciamento social, não usa máscaras e nem faz a higienização necessária, outra parcela inclusive tem realizado festas clandestinas sem o menor respeito à própria vida e muito menos à vida do próximo.
Diferentemente das medidas adotadas em 2020 de quarentena para restringir o avanço da pandemia quando o grau de incerteza era ainda maior, a redução de casos e óbitos nesta nova quarentena ajudará a ampliar a oferta de vacinas e consequentemente viabilizar o quanto antes a imunidade de rebanho em Pernambuco. Apesar de dura, a medida poderá não só salvar vidas como principalmente ser o ponto de partida para que possamos vencer a pandemia e voltarmos à normalidade ainda este ano com a chegada das vacinas.
Por: Edmar Lyra


























