Opinião: Transposição assaltada pelo PT
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Opinião
Em discurso, ontem, na inauguração do Ramal do Agreste, em Sertânia, o presidente Bolsonaro disse que o vermelho da corrupção, do descaso e do retrocesso é página virada no País. Foi uma referência aos escândalos da era petista no Brasil, que começaram com o mensalão, que, por pouco, não foi base para abertura de impeachment contra Lula, à mega roubalheira da Lava Jato.
Ninguém que pense no Brasil e zele pelos cofres públicos pode desejar tamanho mal ao País. Nunca se roubou tanto na história republicana quanto na era PT, de Lula e Dilma. A própria Transposição do São Francisco, com mais uma etapa concluída ontem, foi assaltada. Teve um custo de R$ 4 bilhões a mais. No curso da obra até um general do Exército deu um tiro na cabeça em Cabrobó, envolvido em corrupção.
E não foi apenas roubo. Entregue a empreiteiras por meio de contratos viciados, vários trechos viraram verdadeiros elefantes brancos. Uma enorme quantidade de erros primários de engenharia foi observada. O mais grave estaria por vir, mais na frente: o abandono da obra em vários trechos no segundo mandato de Dilma.
Não fosse Michel Temer, que em pouco tempo de gestão fez o impossível, retomando as obras – inaugurou dois trechos – o elefante branco ainda estaria enterrado lá. Só na operação Vidas Secas, houve um desvio de R$ 200 milhões, segundo relatório da delegada Mariana Cavalcanti, da Polícia Federal. Isso se deu em dois lotes das obras, um megaempreendimento do governo federal para levar água para a população do sertão.
A investigação constatou desvio em um contrato de R$ 680 milhões do Ministério da Integração Nacional com o consórcio formado por OAS, Galvão Engenharia, Barbosa Mello e Coesa. As investigações mostraram que essas empresas receberam verba do Ministério para as obras e repassaram cerca de R$ 200 milhões para as empresas de fachada dos doleiros Alberto Youssef e Adir Assad, já condenados na Lava Jato por lavarem dinheiro e operarem o pagamento de propinas no esquema de corrupção na Petrobras.
Por: Magno Martins

























