Inep classifica como ‘ilação’ suposta interferência no Enem

Instituto se manifestou em ação que tramita na Justiça Federal

Redação
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), respondeu à Justiça Federal de São Paulo que é “ilação” dizer que houve acesso de pessoas estranhas nos ambientes de preparação e impressão das provas.

De acordo com a CNN Brasil, a suspeita veio à tona após a série de demissões que ocorreu no instituto. O instituto afirma que no dia da prova haverá a presença de peritos da Polícia Federal, com conhecimento em logística e tecnologia da informação, no prédio do instituto, em Brasília.

O Inep encaminhou a manifestação à Vara Cível Federal de São Paulo na quinta-feira (18). Segundo a emissora, nela o instituto pede para a Justiça não aceitar a ação movida pela Defensoria Pública da União, que cobra do governo, no prazo de 24 horas, várias informações sobre a organização do Enem.

“O que se constata é que a parte autora, partindo de meras ilações, pretende, sem qualquer justificativa, valer-se do expediente para instaurar verdadeiro inquérito judicial no caso concreto”, afirma o Inep, argumentando que o envio das informações poderia contribuir para a produção de provas contra si, que poderiam ser utilizadas para fundamentar uma ação futura dos defensores públicos.

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