Escola é invadida 6 vezes apenas neste mês: ‘Receio de que ocorra uma tragédia’

APLB diz ter denunciado a precarização das escolas municipais de Salvador e cobrado providências, mas nada resolvido em relação a segurança

Redação
Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

 

A Escola Municipal Julieta Vianna tem virado sinônimo de insegurança para pais, alunos, professores e funcionários que frequentam a unidade. Nesta manhã, a escola foi vítima de mais um arrombamento, o terceiro apenas este mês, seguido de outros 3 furtos.

Ao bahia.ba, o pai de duas alunas contou que tem medo do que possa acontecer com as filhas. “Eu tenho duas filhas matriculadas nessa escola, uma de 7 e outra de 8 anos. É perigoso mandar elas para um lugar assim, porque  agente não sabe a hora e nem quando vão invadir. No arrombamento anterior mesmo, entraram no momento em que estava com aulas. A gente fica sem saber o que fazer”, contou Edson Junior, pai das alunas.

Nesta manhã, os bandidos levaram as grades da escola. Já em outras ocorrências, furtaram o ar-condicionado e outros equipamentos da unidade. Em contato com Secretaria Municipal de Educação (Smed), a pasta informou que vai repor os itens furtados e as aulas estão mantidas na modalidade à distância até que a situação se regularize.

“A Secretaria Municipal da Educação (Smed) informa que já está providenciando um novo gradil para as janelas da Escola Municipal Julieta Vianna, bem como a reposição do ar condicionado – ambos furtados após invasão da unidade de ensino. As aulas serão mantidas em modalidade remota até a instalação das grades de segurança”, disse em nota.

Ainda de acordo com a pasta,  “o combate ao crime e à violência urbana é uma atribuição da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Assim, as ocorrências foram devidamente registradas nas delegacias competentes”.

Em conversa com o Sindicado dos Trabalhadores da Educação (APLB), eles informaram ao bahia.ba que tem denunciado a situação de precarização das escolas municipais de Salvador e cobrado providências, mas parece que nada é resolvido.

“Já questionamos o Poder Executivo Municipal sobre a retirada dos agentes de portaria e vigilantes das escolas o que tem deixado as escolas vulneráveis a ação de vândalos e marginais. Os trabalhadores da educação sempre foram vitimados pela criminalidade, que antes ocorria no entorno das escolas, agora vêm sua segurança exposta dentro dos prédios escolares praticamente em todos os bairros da cidade”, disse Marcos Barreto, diretor da APLB.

Ainda de acordo com o sindicato, as escolas municipais que frequentemente são atacadas e vandalizadas são: Julieta Viana, Julieta Calmon, Adroaldo Ribeiro e o CMEI Ieda Barradas Carneiro.

“A impressão que temos é o município fez a opção de repor os equipamentos, objetos e utensílios furtados, e consertar os danos em grades, portas, rede elétrica e rede de suporte de dados do que promover a prevenção. E isso retroalimenta os roubos e furtos, pois os ladrões levam e voltam para buscar os novos equipamentos que foram repostos. Nosso receio é que ocorra uma tragédia que cause vítimas fatais entre alunos e trabalhadores”.

bahia.ba aguarda um posicionamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP)

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