Relatório do Orçamento apresentado pelo Congresso prevê para 2022 o menor nível de investimentos públicos federais da história. A queda vem se acentuando desde a adoção do teto de gastos, uma das primeiras medidas adotadas depois do golpe de 2016.
Segundo o Estadão, serão R$ 44 bilhões para projetos em setores como infraestrutura, escolas, postos de saúde, defesa, pavimentação e todas as áreas que dependem de recursos da União.
A aprovação da PEC dos Precatórios, que postergou parte do pagamento de dívidas judiciais e mexeu com o teto de gastos (que limita as despesas à inflação), não resolveu o problema.
A fatia para investimentos era de R$ 200 bilhões em 2012, caiu para R$ 63 bilhões em 2016 e chegou a R$ 48 bilhões em 2021.
No segundo trimestre deste ano, o investimento líquido de União, Estados e municípios ficou negativo em R$ 12,2 bilhões, ou seja, não compensou sequer perdas com depreciação.
O teto de gastos impede investimentos públicos em obras e em prestação de serviços públicos por 20 anos. Foi aprovado por Temer e radicalizado por Bolsonaro.

























