Opinião
A governadora Raquel Lyra (PSDB) foi informada com muita antecedência da iniciativa do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, em fazer uma apresentação do projeto de construção da Escola de Sargento em Pernambuco. O primeiro convite se deu antes do Carnaval, mas ela pediu para adiar e a nova data foi agendada de forma protocolar envolvendo os dois cerimoniais, do Ministério e do Governo de Pernambuco.
Mas, em nenhum momento, a governadora teve a delicadeza de ligar para o ministro, confirmando ou não sua presença. No dia anterior, na segunda, perguntei a José Múcio se Raquel estaria na reunião. Secamente, disse apenas que até aquela hora – início da noite de segunda-feira – não havia confirmação dela.
José Múcio manteve o evento, até porque a bancada federal estava convidada. E confirmada quase a totalidade dos seus 25 integrantes. O encontro foi no auditório do Ministério da Defesa e contou com todo o Alto Comando do Exército, a partir do seu comandante, o general Thomaz. Além dos deputados, o senador Fernando Dueire, o único dos três senadores do Estado.
O que irritou José Múcio e a bancada não foi apenas a ausência da governadora, mas a sua decisão de não enviar um emissário autorizado a falar em nome do Governo. Percebendo o ambiente adverso para Raquel, o deputado Túlio Gadelha (Rede) chegou a questionar os impactos ambientais do projeto, mas com a ressalva que não falava em nome da governadora, a quem apoiou no segundo turno, nem representava o Governo.
A Escola de Sargentos do Exército é um investimento de R$ 2 bilhões, vai gerar milhares de empregos e colocar Pernambuco na vanguarda em formação de quadros militares em território nacional.
Mas nada disso sensibiliza a governadora. A impressão que passa é que ela resmunga com a escola por chegar ao seu colo como um prato feito, pelo qual terá que dar uma contrapartida de R$ 110 milhões – eram R$ 220 milhões na versão anterior.
Pode até ser isso, mas Raquel, com a sua ausência e indiferença, só reafirma o seu estilo arrogante.
Decisão tomada – Diante dos questionamentos do deputado Túlio Gadelha quanto aos impactos ambientais das obras da Escola de Sargento, o comandante do Exército, general Thomaz, ao usar da palavra, ontem, na reunião da bancada com o ministro José Múcio, foi claro e incisivo: a Escola será construída em Pernambuco e não haverá recuo. A decisão está tomada, mas a governadora tem que se manifestar sobre a contrapartida de R$ 110 milhões.
Por: Magno Martins

























