O debate nacional sobre o novo ensino médio, ao raiar de junho, o sexto mês de mudança da Presidência da República, desperta a atenção de docentes, estudantes, pais, responsáveis, recrutadores de mão de obra e outros setores.
Uma boa contribuição para intensificar as trocas de ideias e tirar dúvidas ocorre amanhã às 19 horas, pela internet, como estratégia eficiente de alcançar pessoas de todos os 26 estados da federação mais o Distrito Federal.
Coordenado pela professora Taís Pereira, com a participação das colegas Divina Mendes Chagas e Christian Lindberg, o encontro terá transmissão pelo canal da Associação Brasileira de Ensino de História (ABEH) e da Campanha Nacional em Defesa das Ciências Humanas (CNDCH).
Trata-se do ciclo de debates 2023, com o tema “O ataque às ciências humanas”, acompanhando a perplexidade geral diante da curiosa manutenção do projeto criado no Ministério da Educação da gestão anterior.
A mesa virtual vai discutir a Base Nacional Comum Curricular e seus efeitos para a formação da juventude brasileira, levando em conta a necessidade de retomar o diálogo com as representações docentes e estudantis.
Entre as possibilidades de pensar mais e melhor o tema, devido ao desdobramento de consequências previsíveis, está a tentativa de produzir significados sobre a amputação do currículo com o afastamento da disciplina de filosofia.
Em um viés de lógica clássica, exceto se o ideário de extrema direita tem convergências com a esquerda democrática, a troca no poder em Brasília poderia produzir alguma celeridade na contenção do processo de consolidação do chamado “novo” ensino médio.

























