Por insegurança, escola na Bahia completará uma semana sem aulas

Atividades no Colégio Estadual Luiz Viana, que tem 1,8 mil alunos, foram suspensas na sexta (14), sem previsão de retorno

Marcos Felipe

Além de segurança, faltam funcionários e estrutura adequada ao colégio, diz APLB. Crédito: Paula Fróes/CORREIO

A sensação de insegurança em Salvador, que já fez ao menos 46 escolas públicas suspenderem as aulas neste ano, tomou conta de mais uma unidade: o Colégio Estadual Luiz Viana está de portas fechadas desde a sexta-feira passada (14) — e não tem previsão de reabri-las. Com isso, foram afetados 1,8 mil alunos, distribuídos entre os ensinos fundamental 2, médio e técnico e a educação de jovens e adultos (EJA). Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), Rui Oliveira, a decisão partiu da comunidade escolar, e, além de segurança, faltam funcionários e estrutura adequada ao colégio.

“Professores e estudantes estão sendo intimidados por pessoas que não são da comunidade e pulam o muro [da escola]”, relatou Rui. “Então, tem que ter uma estratégia de inteligência policial e um aporte de recursos para a logística da escola, que é muito grande. Enquanto isso não se resolver, não tem aula. Eles estão com medo, e pode haver até remoção [de alunos] coletiva”, alertou.

O coordenador-geral da APLB destacou que muitos estudantes dependem da merenda escolar e do crédito de 150 reais mensais concedido a suas famílias por meio do programa Bolsa Presença, o qual pode ser perdido, já que está vinculado à assiduidade nas aulas.

Rui Oliveira afirmou ainda que haverá, na próxima segunda-feira (24), às 8h, uma reunião entre a comunidade escolar e representantes da APLB e das secretarias estaduais da Educação (SEC) e da Segurança Pública (SSP), a fim de adotar medidas para a retomada das atividades no Colégio Luiz Viana de forma segura.

Procurada, a SEC comunicou à reportagem que “está atuando junto à comunidade escolar para que as atividades regulares sejam retomadas o mais rápido possível” e assegurou que o calendário do ano letivo será cumprido normalmente, como exige a legislação.

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