Banco do Nordeste busca credibilidade, após escândalos

BNB, após rombo de R$ 1,2 bilhão, destaca cobrança de empréstimos

Giovanni Sandes

 

Lucro do banco despencou 56%. Instituição destaca recuperação de créditos / Bernardo Soares/ JC Imagem

Lucro do banco despencou 56%. Instituição destaca recuperação de créditos

Bernardo Soares/ JC Imagem

Depois de ser envolvido em uma série de escândalos, o mais recente um rombo de R$ 1,2 bilhão em empréstimos que sequer eram cobrados, segundo o Ministério Público Federal (MPF), o Banco do Nordeste (BNB) quer virar a página e resgatar credibilidade. Ao comentar o balanço de 2013 do BNB, publicado ontem, o presidente interino do banco, Nelson Antônio de Souza, não se fez de rogado. Diante de um lucro líquido que despencou 56% em 2013, caindo de R$ 820 milhões para R$ 360 milhões, Nelson enfatizou o desempenho recorde da área de recuperação de crédito, justamente o alvo dos questionamentos do MPF.

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As denúncias atingiram integrantes da gestão do ex-presidente do BNB, Roberto Smith, à frente do banco até 2011, e colocaram em xeque 53 mil contratos com dinheiro do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste – tudo dinheiro que na verdade do contribuinte, que chega ao banco através de cotas do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Segundo o MPF, depois que o dinheiro era repassado como empréstimos para empresários, simplesmente não havia mais cobrança. As investigações tiveram início em 2010 e o rombo bilionário foi constatado por auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU). Mês passado, o MPF denunciou os ex-dirigentes.

Nelson de Souza, o presidente interino, diz que o lucro de 2013 foi reduzido por causa de R$ 318 milhões restituídos ao FNE pelo banco, por determinação do TCU. Ele evita falar diretamente das denúncias, mas enfatiza o recorde em recuperação de crédito do banco, conforme registrado no balanço: foram renegociados R$ 2,475 bilhões, 84% a mais do que em 2012. “O banco melhorou muito a governança e gestão, recuperando créditos que estavam inadimplentes”, afirma.

Fonte: JC

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