Barbara Sinatra e a noite inesquecível em 1971

Barbara Sinatra relembra uma noite inesquecível em 1971, no excêntrico restaurante Le Pirate, em Cap Martin, França — um reduto tão insano quanto lendário. Frank Sinatra havia reunido uma turma vibrante: Pat Henry, o produtor Sam Spiegel, o ator Vince Edwards e sua esposa, entre outros.
O dono do lugar, o excêntrico Robert Viale, os recebeu com fogos de artifício e tiros para o alto, enquanto violinos frenéticos tocavam e dançarinas giravam com pandeiros ao redor das mesas. Eles se sentaram em longas bancadas rústicas, sob árvores onde acrobatas vestidos de piratas balançavam de galho em galho. Viale então surgiu com uma garrafa gigantesca — um Nebuchadnezzar de champanhe — e cortou o gargalo com uma espada.
Entre uma risada e outra, o jumento da casa circulava livremente, roubando lagostas dos pratos. Um enorme lareira rugia ao fundo, e os garçons — em um verdadeiro espetáculo — jogavam cadeiras e mesas no fogo. No fim da refeição, os convidados também eram incentivados a lançar seus pratos às chamas.
Para chegar ao bar no andar superior, era preciso subir uma árvore no meio do pátio, com o risco de ser atacado com comida por quem já estivesse lá em cima.
Frank Sinatra, no topo da mesa, adorou o caos. Pediu mais champanhe, mais comida, mais música. Um homem que já tinha visto de tudo, rindo como uma criança diante do surrealismo daquela noite mágica.
Foto: Frank Sinatra e sua filha Tina com Robert Viale no Le Pirate, 1971.

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