A Polícia Civil de Minas Gerais apontou que Daniela Teixeira Antonini foi a responsável pela tragédia que matou a própria filha Giovanna Antonini Vasconcelos e a mãe Cristina Lúcia Bastos Teixeira. Segundo a delegada Iara França Camargos, que conduziu o caso, Daniela premeditou as mortes.
De acordo com a polícia, Daniela enfrentava um quadro grave de depressão, agravado pelas dificuldades financeiras e pelo estado de saúde da filha, que nasceu com uma má formação no sistema digestivo e precisava de cuidados constantes. A mulher estava sem emprego e fazia tratamento psiquiátrico.
Caso
As três vítimas encontradas mortas em avançado estado de decomposição no dia 9 de maio. Elas morreram asfixiadas por monóxido de carbono liberado pela queima de carvão em um quarto do apartamento, que teve as janelas vedadas. Quatro cachorros da família também foram encontrados mortos no local.
A investigação indicou que Daniela esperou a mãe e a filha dormirem antes de selar o ambiente, acender a churrasqueira e deitar-se ao lado delas. A suspeita é de que ela agiu para impedir qualquer chance de sobrevivência.
Apesar de os corpos terem sido descobertos no dia 9 de maio, em estado avançado de decomposição, a morte teria ocorrido por volta do dia 6, o que explicaria o forte odor relatado por vizinhos.
A polícia classificou o caso como homicídio qualificado seguido de suicídio. O inquérito foi encaminhado à Justiça com pedido de arquivamento.

























