Conheça 5 naufrágios surpreendentes ao redor do mundo e suas histórias
Sob águas oceânicas, naufrágios de diferentes períodos escondem histórias impressionantes por todo o planeta; confira 5 exemplos!

Um campo de estudo bastante importante para a compreensão da história da humanidade é a Arqueologia, que foca na escavação e descoberta de artefatos referentes ao nosso passado, e já revelou muitos mistérios em todo o mundo.
No entanto, engana-se quem pensa que apenas a terra esconde nosso passado. Isso porque, nos mares, também podem ocorrer descobertas impressionantes, e que ficam inclusive ainda mais escondidas e inacessíveis.
Entre os achados mais comuns de ocorrer no fundo dos oceanos, estão, obviamente, os naufrágios. Embarcações de diferentes momentos da história, desde a pré-história e Antiguidade até a era moderna, que afundaram e levaram consigo uma variedade de artefatos e segredos.
Um dos naufrágios mais conhecidos do mundo é o RMS Titanic, navio da White Star Line que, em abril de 1912, afundou nas frias águas do Oceano Atlântico no que é reconhecido hoje como a maior tragédia marinha de todos os tempos. A bordo, havia mais de 2.000 pessoas, das quais pelo menos 1.500 morreram congeladas e afogadas, após o transatlântico colidir com um iceberg.
Confira a seguir outros 5 naufrágios notáveis pelo mundo:
1. HMHS Britannic

Completamente ofuscado por seu “irmão mais velho” Titanic, o HMHS Britannic também foi construído pela White Star Line, com algumas alterações para que a empresa recuperasse a confiança de seus clientes, após a tragédia de 1912. Por isso, foram adicionados botes salva-vidas extras, e ele foi construído com um casco reforçado ao redor das salas de caldeira e máquinas, além de outras regiões vulneráveis a colisões com icebergs.
Porém, como ele está nesta lista, sabemos que isso não foi tão útil assim. Ainda maior que o Titanic, o Britannic foi lançado em um período não muito favorável para viagens marítimas: a Primeira Guerra Mundial. Por isso, ele foi requisitado pelo governo britânico para ser usado como navio-hospital; mas acabou afundando após colidir com uma mina alemã. Felizmente, a maioria de seus passageiros escapou com vida, morrendo apenas 30 pessoas das 1.000 que estavam a bordo.
O naufrágio foi descoberto por Jacques Cousteau em 1976, a uma profundidade de 120 metros no Mar Egeu. Nas décadas de 1990 e 2000, várias expedições chegaram a visitá-lo, com a última ocorrendo em 2012, quando foram instalados equipamentos para monitorar o crescimento de bactérias no local, a fim de compará-lo ao Titanic.
2. Whydah Gally
Originalmente construído como um navio de passageiros, de carga e negreiro, o Whydah Gally ficou mais lembrado na posteridade como um grande navio pirata, após ser capturado pelo famoso capitão Samuel “Black Sam” Bellamy na costa da Jamaica, em meio à chamada “Era de Ouro da Pirataria“. Bellamy comandava uma frota com pelo menos 53 navios, e chegou a ser o pirata mais rico de seu tempo, antes de morrer com apenas 28 anos.
Na ocasião de sua morte, Bellamy estava a bordo do Whydah Gally, quando foi atingido por uma tempestade brutal no dia 26 de abril de 1717, que não só ceifou o capitão e o navio, como também o grande tesouro que transportava consigo. Somente nova pessoas sobreviveram ao naufrágio, mas foram eventualmente capturados, julgados por seus crimes, e condenados à morte por enforcamento.
O navio pirata foi redescoberto só 260 anos depois, em 1985, quando mergulhadores encontraram um sino entre destroços de um naufrágio com a inscrição “The Whydah Gally 1716”. Desde a redescoberta, já foram recuperadas mais de 200.000 peças individuais, incluindo uma grande variedade de moedas de ouro e prata, conforme repercute o All That’s Interesting.
3. Queen Anne’s Revenge

Mais um fruto da Era de Ouro da Pirataria, o Queen Anne’s Revenge aterrorizou os mares por um período consideravelmente breve, entre 1717 e 1718, antes de naufragar. Certamente ele é menos conhecido que seu capitão: originalmente um navio negreiro francês chamado La Concorde, ele foi capturado e modificado por ninguém menos que Edward Teach, o temível “Barba Negra“. O pirata o renomeou em homenagem à Rainha da Inglaterra e da Escócia.
No entanto, em junho de 1718, o Queen Anne’s Revenge atingiu um banco de areia na costa da Carolina do Norte — alguns dizem que foi intencional —, e Barba Negra e seus homens o abandonaram com o saque armazenado a bordo. O lendário pirata morreu em uma batalha com caçadores de pirada em novembro do mesmo ano, e o destino do navio foi um mistério desde então.
Isso só mudou em 1996, quando ele foi encontrado na região com milhares de artefatos; porém, nesse momento, não havia nenhuma evidência definitiva de sua identidade, o que só aconteceu em 2011. Já foram resgatadas inúmeras relíquias, incluindo canhões, armas, equipamentos médicos e uma âncora gigante, muitos dos quais estão em exposição no Museu Marítimo da Carolina do Norte.
4. HMS Terror
Em 19 de maio de 1845, zarparam de Greenhithe, na Inglaterra, o navio HMS Terror e seu irmão Erebus, com uma tripulação de 134 homens liderada pelo capitão John Franklin. A expedição pretendia descobrir um caminho direto para a Ásia, a fim de estabelecer uma rota comercial especialemnte lucrativa; porém, ambos os navios foram avistados pela última vez na costa oeste da Groenlândia, em julho daquele ano, e depois nunca mais foram vistos.
Apenas cinco anos após o desaparecimento, os primeiros restos mortais da expedição foram encontrados, quando alguns corpos congelados de tripulantes foram descobertos enterrados em sepulturas de 1846, em um pedaço de terra desabitado chamado Ilha Beechey. Foi só em 1980 que as sepulturas foram exumadas para análise, o que revelou que os corpos tinham sinais claros de envenenamento por chumbo — possivelmente devido a alimentos enlatados de forma inadequada, que eram transportados para a viagem.
Os naufrágios de Terror e Erebus foram descobertos em 2014 e 2016, com o Terror surpreendentemente bem preservado. Com drones submersíveis, a equipe apontou que não havia sinais evidentes de danos em nenhum dos navios que apontasse motivo para eles afundarem; em vez disso, os pesquisadores acreditam que os marinheiros tiveram que abandonar os navios depois de ficarem presos no gelo, morrendo ou recorrendo ao canibalismo na tentativa de viajar por terra, buscando por ajuda.
5. Dmitrii Donskoi

No fim da Guerra Russo-Japonesa, o navio de guerra russo Dmitrii Donskoi afundou durante a Batalha de Tsushima, que foi a derrota final da Marinha Russa no conflito. Mas, curiosamente, é dito que o capitão do navio apressou intencionalmente o naufrágio do navio após ele ser fatalmente atingido, para que os japoneses não pudessem alcançar um suposto tesouro que carregava.
Na ocasião do naufrágio, 60 dos 591 tripulantes morreram, e outros 120 ficaram feridos. O navio foi projetado inicialmente como um navio de ataque comercial, mas serviu como protetor de navios de transporte no Extremo Oriente quando a guerra eclodiu. Supostamente, no momento de seu naufrágio, ele carregava 200 toneladas de ouro em seu casco, carga esta avaliada em US$ 130 bilhões.
Ele só foi redescoberto na costa de uma ilha sul-coreana em julho de 2018, ainda contendo canhões, suas armas de convés, a âncora e o leme do navio incrustados por vegetação marinha. No entanto, nenhum tesouro foi realmente encontrado.

























