Por Magno Martins
A indicação feita pelo presidente Lula de Jorge Messias para compor o Supremo Tribunal Federal representa, antes de mais nada, um gesto de confiança institucional e de aposta no Brasil que deseja caminhar com firmeza rumo à justiça, ao diálogo e ao Estado Democrático de Direito. Messias surge não apenas como nome técnico — e de fato reúne currículo sólido —, mas também como símbolo de que a República pode combinar juventude, competência e compromisso ético com o dever público.
Formado em Pernambuco, com percurso reconhecido na Advocacia Geral da União e em funções de relevo do serviço público federal, Messias demonstra estar habilitado para o pleito que se abre: o de exercer um dos mais altos papéis do Judiciário brasileiro com equilíbrio e dedicação. Sua origem nordestina agrega à escolha uma frescura de perspectiva, lembrando que o Brasil é plural e que o Supremo precisa refletir — também simbolicamente — esse mosaico de realidades.
A nomeação, portanto, reforça a convicção de que o STF deve contar com magistrados capazes de interpretar a Constituição não apenas com a técnica jurídica adequada, mas com empatia pela complexidade social brasileira. Em um momento em que o país se depara com grandes desafios — institucionais, democráticos, econômicos —, ter no STF alguém com trajetória de vivência pública relevante, afinidade com as demandas do Estado e sensibilidade para os clamores da cidadania é um trunfo.
Além disso, a escolha envia uma mensagem importante: a de que o Executivo reconhece a magnitude da função de julgador de última instância e busca preenchê-la com alguém em quem deposita confiança, reconhece mérito e atribui responsabilidade.
Isso reforça o pacto de cooperação institucional entre os poderes, algo indispensável para que o país avance de forma harmoniosa, com respeito às atribuições constitucionais e à independência do Judiciário.
Por fim, como brasileiro e pernambucano — o que torna esta indicação ainda mais significativa — Messias leva consigo o exemplo de uma trajetória construída com seriedade, com foco no serviço público e com visão de Estado.
Se sua confirmação pelo Senado se concretizar, estará aberto um novo ciclo no STF, com uma voz nova, com persistência e com vontade de contribuir para que a justiça não seja apenas ideal, mas resultado tangível para milhões de brasileiras e brasileiros.
DIZEM QUE NÃO PASSA – Ao escolher o pernambucano Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para ministro do Supremo Tribunal Federal na vaga aberta com a aposentadoria de Roberto Barroso, o presidente Lula, entretanto, coloca todo seu capital político em jogo. Dos 81 senadores, Messias precisa de 41 votos, maioria absoluta da Casa Alta, que preferia o senador Rodrigo Pacheco. Lula vai precisar suar muito a camisa para aprovar o aliado. Em reserva, senadores do próprio núcleo governista dizem que Messias não passa pelo crivo dos senadores.



























