Otto desmente candidatura ao Governo da Bahia: ‘Não sei como criaram isso’
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se pronunciou nesta quinta (27) sobre o assunto

O clima eleitoral de 2026 na Bahia tem ganhado novos capítulos, com partidos acelerando articulações, ajustando alianças e medindo forças nos bastidores.
O pleito do ano que vem esquentou após a circulação de rumores de que o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, poderia deixar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para disputar o Palácio de Ondina.
Ao ser questionado nesta quinta-feira (27), o chefe do Executivo estadual descartou qualquer sinalização interna que sustente a tese de uma candidatura alternativa dentro do PSD.
O motivo dos rumores seria a chamada chapa puro-sangue – com Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa nas principais disputas – Governo e Senado -, que vem sendo alvo de especulações.
A suposta candidatura de Otto só ocorreria, segundo informações veiculadas hoje na imprensa, caso o senador Angelo Coronel (PSD) fosse preterido na composição majoritária governista.
Em entrevista exclusiva ao bahia.ba, Otto negou a possibilidade de concorrer ao governo. Segundo ele, se tivesse essa intenção, teria sido o nome da base já em 2022, quando foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Jaques Wagner (PT).
“Não sei como criaram isso. Ninguém me procurou. É complicado, porque não há possibilidade e não passa pela minha cabeça disputar cargo executivo. Primeiro, por questão de saúde; segundo, porque tenho palavra”, afirmou ao portal.
O senador também reforcou suas criticas aos rumores e reafirmou sua posição para o pleito do próximo ano. “Eu não disse nada, não falei com ninguém”, disse ele, garantindo que permanecerá ao lado da base governista.
“Eu vou discutir a eleição agora? Não tenho ansiedade nenhuma e estou muito tranquilo para esperar a data certa, que é lá para março ou abril do ano que vem”, declarou ao bahia.ba na ocasião.
A negativa do líder do PSD reflete o avanço das movimentações que marcam a pré-eleição baiana. A disputa de 2026 se antecipa, testa lideranças e pressiona tanto governo quanto oposição a consolidar projetos, a fim de definir seus papéis no cenário político do estado.
























