A partir desse alerta, equipes da Polícia Militar foram acionadas e retiraram a vítima em segurança. O jovem e uma segunda suspeita foram detidos em flagrante e levados para a delegacia.
A intervenção policial ocorreu depois que uma amiga da vítima, preocupada com a situação de saúde e o sumiço da mulher, procurou as autoridades. Quando os agentes chegaram ao endereço, o filho tentou impedir a entrada, mas, após insistência, os militares acessaram a residência.
Dentro do imóvel, segundo relato da PM, os policiais encontraram um ambiente degradado, com acúmulo de sujeira e fezes de cachorro espalhadas pelo espaço externo. A mulher foi localizada em um quarto quase sem luz e com pouca ventilação.
Durante a ação, um dos agentes percebeu o momento em que ela, abraçada a uma testemunha, tentou esconder um bilhete no bolso da pessoa para pedir socorro.
No recado, ela afirmava estar mantida em cárcere, ameaçada e proibida de sair do quarto. Dizia ainda que não via a luz do sol, tinha medo e pedia que salvassem sua vida. Em depoimento posterior, a vítima relatou viver sob vigilância constante e sofrer violência psicológica.
Segundo informações divulgadas pela PM, o caso veio à tona após uma amiga da vítima acionar as forças de segurança ao se preocupar com o estado de saúde e bem-estar dela. Ao chegarem ao local, agentes da Polícia Militar foram impedidos de entrar na residência pelo filho da mulher.
Após insistirem, os policiais conseguiram entrar na casa e “se depararam com local insalubre, com grande quantidade de sujeira acumulada, com fezes de cachorro espalhadas por toda a área externa” e identificaram que a vítima vivia em um “quarto extremamente escuro, com pouca circulação”.
Um dos agentes, de acordo com o relato divulgado pela PM, também observou o momento em que a vítima, abraçada com uma das testemunhas, tentou colocar um bilhete com um pedido de socorro de forma discreta no bolso da camisa dela.
“Estou em cárcere, [sendo] ameaçada. Nem vejo o sol, [estou] proibida de sair do quarto. Sinto medo. Me ajude. Gratidão. Salve a minha vida, em nome de Jesus”, dizia a nota. Em depoimento, a vítima relatou que vivia “em constante vigilância, medo e sofria violência psicológica”.



























