Dentro desse grupo estão patologias conhecidas, como bronquite (estreitamento das vias aéreas) e o enfisema pulmonar (danos irreversíveis nos alvéolos). Os principais sintomas são tosse crônica e dificuldades respiratórias.
No mundo, a DPOC é a terceira causa de mortes. Mais de 80% dos óbitos são registrados em países de renda média e baixa, uma vez que as estratégias de combate não são efetivas. Naquelas nações, o tratamento não chega para muitas pessoas e nem todos conseguem ter acesso a medicamentos.
O pneumologista do Hospital Jayme da Fonte, Eduardo Campelo, diz que o público que mais sofre com essa patologia é formado por idosos, por uma questão de vícios que são alimentados ao longo da vida como, por exemplo, uso de cigarros ou demais cargas tabágicas como cachimbo, narguilé, maconha e cigarros eletrônicos. Poluição ambiental, gases e substâncias também entram na lista de causas.
“Enquanto a pessoa não se afastar daquilo que a levou à doença, ela vai piorar ainda mais. O paciente começa com uma falta de ar quando faz esforços maiores, porém, com o passar do tempo, ele vai cansando com atos pequenos. Por exemplo, a pessoa vai à padaria e volta, mas em determinado momento, passa a cansar, simplesmente, com o peso do pão ou do leite que ela comprou ali. Já tem que acender um alerta”, indica.
Tratamento
Para conviver com a DPOC de forma controlada, o paciente precisa de um acompanhamento médico. O especialista pode optar por prescrever medicamentos e indicar reabilitação pulmonar.
Já nas situações onde os casos são mais graves, pode encaminhar o paciente para suplementação de oxigênio. Isso auxilia no retardo da progressão da doença, controlando sintomas e mitigando complicações. As crises podem acelerar o declínio da função pulmonar.
Prevenção
A proteção contra a DPOC começa quando o paciente para de fumar imediatamente ou se afasta de tudo aquilo que pode contribuir para a piora dos sintomas já existentes ou o acometimento. Conforme indica Campelo, é necessário evitar exposição a fumaças orgânicas.
“Quando a pessoa respira, pode inalar aquelas partículas finas e aquilo termina levando à DPOC. O fato de conviver com um fumante que está ali sempre fazendo uso do cigarro, principalmente no ambiente fechado, também pode fazer a longo prazo a pessoa a desenvolver a doença”, indica.


























