Raquel se aproxima do bolsonarismo e reacende atrito com os Ferreira

Ao trazer o deputado federal Pastor Eurico para o PSDB, partido que não tem chapa competitiva na eleição proporcional, a governadora Raquel Lyra pode ter dado um tiro para inviabilizar a reeleição de Pastor Eurico, que tinha mandato praticamente garantido na chapa do PL. Ao mesmo tempo, Raquel dá uma guinada para o campo bolsonarista, uma vez que Eurico é admirador e seguidor fiel das doutrinas do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Raquel já tem enormes dificuldades para montar a chapa proporcional do PSD, sobretudo para a Câmara Federal, uma vez que o ministro da Pesca, André de Paula, já desistiu, e o seu primo, André Teixeira, em quem ela havia apostado todas as suas fichas para federal, também já jogou a toalha.

Ao tirar o Pastor Eurico do PL, a governadora também abre uma nova área de atrito com o grupo Ferreira, que controla o partido em Pernambuco. O PL é presidido no Estado pelo ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e ex-deputado federal Anderson Ferreira. Sem Pastor Eurico e, lá atrás, com a saída do ex-ministro Gilson Machado Neto e do deputado Fernando Rodolfo, o PL não terá, assim, aquela chapa robusta e competitiva em que a direção nacional liberal fazia apostas em Pernambuco.

Resta saber se, até o dia 4, quando se encerra o prazo do troca-troca da janela partidária, o Pastor Eurico vai se manter na legenda tucana pelo simples fato de concorrer à reeleição sem cauda eleitoral.

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