A garota chegou a ficar internada no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, no Centro do Recife, mas não resistiu e faleceu.
O crime aconteceu às 20h do dia 12 daquele mês. Três homens passavam no local atrás de um outro homem. Ela foi socorrida por agentes da Polícia Militar de Pernambuco.
“Ao invés de eu pagar o sapatinho que ela me pediu [dias antes de morrer], hoje eu pago a catacumba. Não posso mais comprar o sapatinho. Ela me pedia um bolinho. Tudo que ela queria, a gente fazia por ela. Hellen era autista. A gente não entendia muito a fala. Chegou nesse ponto de sofrermos hoje. Ontem, ela faria 5 anos. Seria uma festinha. Mas hoje vivemos na tristeza”, comentou.
Inconsolável, a mãe da menina não conseguiu se restabelecer até hoje. Atualmente, ela passa por tratamento psiquiátrico em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
“Ontem, a situação dela piorou. Não pode trabalhar e nem fazer mais nada. Dorme direto, dopada. Eu não consigo olhar as fotos dela e nem posso ver ninguém falar de Hellen. As tias também estão do mesmo jeito”, complementou.
Ainda abalada, a avó expõe a revolta e pede justiça no caso da menina, para que outras crianças não passem pelo que a família precisou passar há um ano.
“Quem fez isso com ela não tem coração. O coração de quem anda matando os outros é debaixo dos pés. Desejamos que a polícia pegue eles e que paguem pelo que fizeram. Mataram uma inocente. Hoje, estão comendo e bebendo. Ela nem come e nem bebe mais”, finalizou.
O que diz a polícia?
Segundo a Polícia Civil, duas pessoas foram indiciadas e presas. O inquérito sobre o caso foi concluído e remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em 27 de abril de 2025.




























